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Ginásios e outdoor

A caminhada que passa por uma aldeia portuguesa parada no tempo (e coberta de neve)

Durante o inverno, a cor verde dos campos de Pitões das Júnias é trocada pelo branco. Fica no Gerês.

Portugal até pode ser um País pequeno, mas a verdade é que está cheio de tesouros escondidos. Temos passadiços com vistas lindas, cascatas que servem de cenário para as melhores fotografias do Instagram e aldeias que parecem saídas de contos de fadas. Muitos já passaram pelo Parque Nacional Peneda-Gerês, mas talvez nem se tenham apercebido de uma pequena localidade escondida que ali se encontra.

Assim que entra na aldeia de Pitões das Júnias, é imediatamente transportado para a época medieval, graças às casas de pedra rústicas que se encontram espalhadas pelos aproximadamente 35 quilómetros quadrados. Além disso, é uma terra bastante ligada à agricultura, onde os cerca de 160 moradores aproveitam todo o terreno que os rodeia para plantarem alimentos de que precisam. A 28 de fevereiro, sábado, vai poder conhecer este local idílico graças a uma caminhada organizada pela Green Trekker.

Uma das maiores atrações de Pitões das Júnias são as lindas paisagens montanhosas e verdejantes — verdadeiros postais emoldurados pelas pelos campos verdes da Mourela. É normal encontrar ovelhas a serem guiadas pelos pastores ou veados que permanecem em paz no seu habitat natural. No inverno, também é comum o verde dos campos ser trocado pelo branco da neve.

O percurso da Green Trekker, que começa pelas 10 horas na Galp Charging Station, vai passar pelo Coto de Fonte Fria, que fica a mais de 1.400 metros de altitude, num caminho que se faz por trilhos selvagens e por grandes pedras graníticas, como a Fraga de Brazalite.

“O regresso contemplará espaço para uma aventura um pouco mais abrigada, pelos estabelecimentos rústicos que nos proporcionam o pão de centeio tradicional, a cerveja e os petiscos regionais”, descreve o grupo.

Ao longo de oito horas vai percorrer 18 quilómetros, com um desnível de 905 metros. É por isso que a empresa descreve a dificuldade como “difícil”, ou seja, a atividade é recomendada para pessoas com experiência em caminhada, boa condição física e que pratiquem exercício de forma regular.

As inscrições estão abertas e custam 20€ por pessoa. O valor inclui guia e seguros de acidentes pessoais e responsabilidade civil. Deverá levar bastões de trekking, botas de montanha, kit de higiene e primeiros socorros, manta térmica e saco para armazenar lixo, lanterna frontal, mochila e, claro, roupa ajustada às condições climatéricas.

Se prefere desafios ainda mais difíceis, carregue na galeria para conhecer algumas meias-maratonas que chegam ao País no primeiro semestre de 2026.

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