Ginásios e outdoor

A escola de pole dance onde pode desafiar os limites da flexibilidade (e não só)

A Dara Rum tem aulas para todos os gostos. Algumas têm uma abordagem mais desportiva, outras são mais ousadas.
Pode treinar até 10 pessoas em simultâneo.

Aos 27 anos, Dara Rum resolveu dar uma volta na sua carreira e trocou os computadores pelo varão. A russa mudou-se para Portugal em 2020 para se dedicar à engenharia, mas ficou dececionada quando percebeu que quase não existiam escolas onde pudesse praticar pole dance.

Frustrada por não encontrar o que procurava, resolveu criar um estúdio homónimo com aulas de dança e flexibilidade “para todas as idades”. O projeto começou a ser pensado pela bailarina uns meses após se ter instalado em Lisboa, a cidade porque se tinha apaixonado.

“Vim cá pela primeira vez para uma atividade internacional do Instituto Superior Técnico e disse logo que iria mudar-me. Em 2020, quando já trabalhava como engenheira de IT no meu País, surgiu uma oportunidade de emprego em Portugal. Não pensei duas vezes”, revela a proprietária da escola à NiT.

Mudou-se para a capital, mas encontrou um entrave a uma vida plena e feliz na cidade: a falta de locais dedicados à modalidade que praticava na Rússia. “Quando era mais nova fazia ballet. Mas estava cansada de toda aquela rigidez. Em adolescente conheci o pole dance e nunca mais o larguei. Mas quando cá cheguei, fui obrigada a fazer uma pausa.”

A prática reúne “o melhor dos dois mundos” e, ao contrário do que muitos (ainda) pensam, não se resume a fazer movimentos sensuais em torno de um varão. Requer também muita destreza de movimentos. “O que de apaixonou foi o facto de ser um exercício muito livre, em que me posso expressar como quero”. E apresenta uma extensa lista de benefícios: “Ajuda a tonificar os músculos, a ganhar muita força e flexibilidade”, explica.

Em Portugal, porém, era uma modalidade quase desconhecida — algo incompreensível para Dara. Após meses de busca, encontrou uma escola onde podia praticar. “Ia quase todos os dias. Era uma presença tão assídua e a paixão pela modalidade era tão notória que me convenceram a fazer alguns cursos para me tornar instrutora. Mais tarde acabaram por me convidar para dar aulas”, conta.

A engenheira dividia os dias entre o computador e o varão, até que percebeu que apenas uma das atividades a deixava realizada. “A dança fazia-me feliz. Já tinha uma carteira de alunas significativa, por isso, comecei a pensar em criar um projeto meu.”

No final de 2022 começou a procurar espaços e encontrou um com as características necessárias em Odivelas. Depois veio “a parte chata”: as obras que se prolongaram por vários meses. Quando, finalmente, terminaram, ainda faltava o mais importante: instalar os varões. “O teto é muito alto, então os poles com as medidas standard não funcionavam. Comecei por fazer alguns workshops de dança, para não estar parada.”

No início do verão as mudanças estavam todas concluídas, mas era uma altura “fraca” para começar. Decidiu abrir em soft opening. “Até setembro estivemos num género de período experimental. Só no final de setembro, quando as pessoas voltaram às rotinas é que inaugurámos a escola oficialmente. Desde aí tem sido non stop”, garante.

Uma escola que destaca pela flexibilidade

Na Dara Rum conseguem recriar diferentes ambientes, consoante as modalidades. Há luzes neón a iluminar espaços mais escuros para as aulas com danças mais eróticas. Quando querem um ambiente mais leve abrem as janelas e têm “muita luz natural”. No total, são cerca de 200 metros quadrados, divididos por duas salas. Em cada aula têm, no máximo, 10 atletas. A decisão de ter menos alunos está relacionada com a vontade de dar um acompanhamento mais próximo e até personalizado, sendo mais fácil também auxiliar em correções.

A oferta inclui aulas de flexibilidade para uma melhor postura, capacidade de relaxamento muscular e redução do risco de lesões musculares. Mas há mais. “Temos também danças sensuais e exóticas, com e sem recurso a material, como cadeiras.”

Se quiser marcar uma sessão, basta enviar uma mensagem no Instagram. As aulas avulso de pole custam 15€ (uma hora) e as de flexibilidade 10€ (uma hora). Os packs mensais começam com uma aula semanal (55€) e podem ir até às quatro aulas por semana (140€). As datas dos vários workshops temáticos são sempre divulgadas nas redes sociais.

Gostaria de experimentar? A instrutora realça que só precisa ter duas coisas, antes de começar: “Alguma uma consciência corporal e expectativas equilibradas.” No entanto, não requer grande preparação. “É uma modalidade que se adapta a todas as idades e géneros”, sublinha Dara.

Carregue na galeria para ver mais imagens da nova escola de pole dance de Odivelas.

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FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    R. Vasco Santana 10
    2675-629 Odivelas
  • HORÁRIO
  • Segunda a sexta das 10h às 22h
  • Sábado das 10h às 13h

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