Ginásios e outdoor

A máquina que junta 6 terapias numa sessão pode ser o segredo da boa forma de Georgina

Em 30 minutos, pode gastar três vezes mais calorias do que outro equipamento do género. Está disponível numa clínica em Lisboa.

Entrar numa cabine, vestir um fato, sentar-se numa bicicleta reclinada e começar a pedalar enquanto o corpo é exposto a infravermelhos, vácuo, luz de colagénio, oxigénio e aromaterapia. É esta a proposta da InfraslimX, uma máquina que junta seis terapias numa única sessão e que, em Lisboa, está disponível apenas na clínica Prana Slim, em Campolide. Segundo o que uma fonte contou à NiT, até a influenciadora e empresária Georgina Rodriguez tem um exemplar em casa — embora nunca o tenha partilhado nas redes sociais.

A promessa passa por potenciar o exercício, ajudar na redução de volume e trabalhar a circulação e a firmeza da pele, num tratamento que pode durar entre 30 e 50 minutos. Quem decidiu trazer o conceito para a cidade foi Bárbara Camões, de 36 anos. Formada em Comunicação e Multimédia, trabalha desde os 21 anos na TAP e sempre teve outros projetos em paralelo. “Nunca estou parada”, conta à NiT.

A ideia de criar a Prana Slim surgiu de uma necessidade pessoal. No início de 2025, depois de ser operada a um pé, sofreu uma hemorragia interna que obrigou a ferida a cicatrizar por segunda intenção. O período de recuperação deixou-a com pouca massa muscular, retenção de líquidos e sem poder fazer exercício durante cerca de um ano.

Foi nessa altura que começou a procurar soluções que pudessem acompanhar a recuperação. Entre pesquisar por terapias de luz infravermelha e uma bicicleta que lhe permitisse voltar a treinar, acabou por encontrar a InfraslimX — que juntava tudo o que procurava. 

O algoritmo das redes sociais levou-a até à empresa responsável pelo equipamento, que tinha um estúdio em Valência. Bárbara entrou em contacto e pediu para ser avisada quando a máquina chegasse a Portugal. “Fui a Peniche testar, adorei a máquina e vi logo resultados. Foi aí que decidi abrir um negócio destes”, recorda.

A experiência pessoal acabou por transformar-se um projeto profissional. Antes de avançar, contudo, Bárbara fez formação e dedicou-se a pesquisar o funcionamento da tecnologia. Pouco tempo depois, a primeira máquina chegou a Benfica e, três meses mais tarde, a Prana Slim mudou-se para Campolide, onde continua a funcionar.

A InfraslimX tem uma estrutura fechada onde o utilizador fica deitado numa posição semelhante à de uma bicicleta reclinada. A parte inferior do corpo fica sujeita a vácuo e é possível ajustar a intensidade do treino através de diferentes programas, desde iniciante a avançado e desportista. 

O equipamento permite ainda regular a temperatura, que pode chegar aos 55 graus. A tal cabine inclui três radiadores de infravermelhos com uma potência total de 900 watts, uma bomba de vácuo de 1200 watts, seis LEDs destinados à terapia de luz de colagénio e um gerador de oxigénio capaz de produzir três litros por minuto com uma concentração indicada pelo fabricante de 40 por cento.

“São seis terapias numa só utilização”, explica Bárbara. A lista inclui infravermelhos, vácuo, colagénio, oxigénio, ozono e aromaterapia. A sessão começa com uma medição da zona abdominal quando o objetivo passa pela redução de volume.

A máquina da Prana Slim.

O cliente veste um fato próprio, entra e fica com a parte inferior do corpo dentro da zona de vácuo. Depois, escolhe o programa de exercício e começa a pedalar. A carga pode ser ajustada ao longo da sessão e, segundo Bárbara, também é possível utilizar o equipamento sem pedalar, consoante o objetivo e a condição de cada pessoa.

“Se a pessoa quer perder calorias e centímetros, medimos a zona abdominal antes e no fim da sessão”, explica. A proprietária diz que a diferença de centímetros é verificada no próprio espaço através dessa medição. É uma das formas que encontrou para mostrar aos clientes alterações que, segundo a sua experiência, podem surgir logo na primeira utilização.

A questão das calorias é uma das principais razões que leva algumas pessoas à Prana Slim. Bárbara afirma que as sessões permitem gastar mais de 600 calorias e fala numa utilização que pode atingir três vezes o gasto de uma máquina convencional.

“Há pessoas que vêm só pela parte do fitness, mas também há quem esteja só preocupado com a regeneração”, explica Bárbara, de 36 anos. É precisamente essa variedade de objetivos que, segundo a fundadora, tem feito crescer a procura pelo serviço. Há clientes que procuram reduzir volume, outros que querem retomar a atividade física depois de uma cirurgia e outros que estão mais interessados nos efeitos associados ao calor, à luz ou ao relaxamento.

A componente de vácuo é outra das características centrais da máquina, visto que a pressão é apresentada como uma forma de estimular a circulação e a drenagem. Para Bárbara, esta é uma característica que também atrai pessoas que lidam com retenção de líquidos e clientes que procuram uma alteração na aparência da pele.

“Há pessoas que fizeram cirurgia e precisam de recuperar massa muscular, tratar a retenção de líquidos ou procurar mais firmeza na pele”, conta. No caso de pessoas com lipedema, afirma que já recebeu clientes que notaram alterações depois de quatro ou cinco sessões. 

A luz de colagénio é outro dos elementos que distingue a máquina de uma bicicleta de treino convencional. O equipamento tem seis LEDs dedicados a esta função. “As senhoras que estão na menopausa procuram muito este serviço”, diz a fundadora. Mesmo assim, recebe muitos homens interessados na componente de bem-estar. 

Durante a sessão, o cliente pode ainda escolher aromaterapia. A Prana Slim utiliza lavanda, associada pela fundadora a uma experiência de relaxamento. “Há pessoas que ficam a pedalar enquanto veem uma série na Netflix ou a ouvir música no Spotify”, conta. A cabine dispõe de um ecrã multimédia e de sistemas de som, permitindo que o período de exercício seja passado a ver conteúdos enquanto o tratamento decorre.

A oxigenoterapia é outra das funcionalidades do equipamento. O sistema produz três litros de oxigénio por minuto, com uma concentração de 40 por cento. Bárbara associa esta componente à sensação de energia e recuperação durante a sessão.

Existem três durações disponíveis: 30, 40 e 50 minutos. Os preços começam nos 48€ para meia hora, passam para 53€ nos 40 minutos e chegam aos 58€ nos 50 minutos. Também existem packs de 10 sessões de 30 minutos por 330€ e 10 sessões de 40 minutos por 440€.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    R. de Campolide, 71
    1070-036 Lisboa
  • HORÁRIO
  • De segunda a sexta-feira das 9h às 20h
  • Sábado das 9h às 15h
PREÇO
Desde 48€
TIPO
Ginásio

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