Ginásios e outdoor

A tendência fit que explodiu este ano vem do tempo dos nossos avós

Deve haver poucas brincadeiras mais intensas que saltar à corda. É o exercício perfeito para fazer em casa ou nos treinos ao ar livre.
Vai divertir-se.

As tendências fitness são semelhantes ao que acontece na moda: podem aparecer coisas inovadoras a next big thing ser algo tão simples que já conhecíamos há vários anos. Com as redes sociais isto ganha contornos mais curiosos.

A NiT já lhe tinha contado como os hula hoop modernos, a versão mais atualizada do velhinho arco de plástico que se usava nas aulas de ginástica, tinham conquistado novos adeptos entre a comunidade TikTok. Bem, há outra tendência que parece saída do baú.

É bem provável que lá por casa diferentes gerações tenham boas memórias de brincadeiras a saltar à corda. Na verdade, saltar à corda nunca desapareceu completamente de cena. Continua a ser um acessório prático, super simples, que permite um treino bem intenso ao melhor espírito HIIT. E divertido, já agora.

Com a pandemia, no entanto, assistimos a algo inesperado: a ascensão de uma nova comunidade. Os números nas redes sociais impressionam: #jumprope, a hashtag em inglês para saltar à corda, tem perto de um milhão de publicações no Instagram. No TikTok, a rede social em maior ascensão do último ano, há mais de 928 milhões de visualizações de publicações com a mesma hashtag. Mas o que é que o nosso corpo tem a ganhar com o saltar à corda? Muita coisa.

É certo que o jogging tem conquistado cada vez mais adeptos mas estima-se que 15 minutos deste movimento repetido seja o equivalente a 30 minutos de corrida. O número surge num estudo de 2013 realizado pela Universidade do Arizona. Repare: em 15 minutos, consegue queimar 300 calorias. Sim, 300 calorias.

Saltar à corda, no entanto, tem muito mais benefícios para lá das calorias queimadas. É um exercício com benefícios cardiorrespiratórios, que pode ajudar a aumentar a resistência e a tonificar o corpo. É também um excelente exercício pelo desafio lançado em termos de equilíbrio e coordenação motora. Afinal de contas, cada salto é feito no tempo certo. E até pode ajudar a combater a celulite.

O fenómeno nas redes sociais tem permitido a chegada de toda uma série de novas figuras fit, nascidas em torno de saltar à corda. A “CNN” conta-nos a história de Lauren Flymen, uma britânica de 29 anos, responsável de vendas, que se viu em lay-off logo em abril do ano passado, ainda durante a primeira vaga da pandemia.

Com mais tempo livre, confinada a casa, voltou a pegar numa corda, algo que já não fazia desde que era miúda. Rapidamente descobriu que havia toda uma comunidade a crescer. Inspirada pelo espírito daqueles atletas que desafiavam a inércia durante a pandemia, decidiu abrir uma conta no Instagram dedicada apenas a saltar à corda.

A página chama-se Lauren Jumps e o primeiro vídeo foi publicado a 17 de abril de 2020. Mais de 360 publicações depois, tem já mais de 300 mil seguidores, que agora a seguem para descobrirem novos exercícios e desafios diferentes, sempre a saltar à corda.

Saltar à corda é o tipo de treino que requer sempre alguma fluidez e ritmo. Afinal de contas, se o movimento não tiver um mínimo de vigor, nem conta como saltar à corda. É por isso o tipo de coisa que, assim que começa, vai notar.

Se quer aventurar-se em saltar de novo à corda, deve só lembrar-se de aquecer devidamente, afinal de contas poderá ser um treino intenso para quem tem estado em baixo de forma. No caso de Lauren, um ano a saltar à corda, em tutoriais para outras pessoas se juntarem, provou ser algo mais do que um passatempo. A antiga responsável de vendas já deixou o seu emprego e agora faz carreira precisamente com o passatempo que re-descobriu há cerca de um ano.

À procura de outros fenómenos online para treinar em casa? Carregue na galeria e descubra cinco exercícios populares que podem ajudar a emagrecer e tonificar.

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