Ginásios e outdoor

O antes e depois de duas amigas que perderam quase 60 quilos juntas

Filipa e Sónia são a prova que com apoio, foco e consistência, é possível perder peso e transformar o corpo e a mente.
O antes e depois das amigas.

Filipa Menezes tem 47 anos e é assistente operacional numa escola. Adora trabalhar com miúdos, acampar, ir à praia e à serra. Porém, nem sempre foi assim. Houve uma altura da sua vida em que só pensou em desistir. Mas, com a ajuda da amiga Sónia Ferreira, que também queria perder peso e mudar de vida, conseguiu perder mais de 20 quilos, ao longo de um ano.

“Há seis anos divorciei-me e foi-me diagnosticada fibromialgia, além de na altura estar com um esgotamento”, começa por contar à NiT. Os sintomas da doença, aliados às dificuldades financeiras, pioraram o seu estado psicológico. A amiga, Sónia, que sabia que Filipa não estava bem, foi o seu braço direito. “Resolvemos viver juntas para tentar suportar as despesas e acabou por ser o meu maior apoio na saúde e na doença, porque havia dias em que nem forças tinha para tomar banho”, descreve à NiT. E continua: “As dores causadas pela fibromialgia eram um horror. Parecia que o corpo todo era uma nódoa negra com agulhas a espetarem no interior o tempo todo”.

Filipa tomava medicação e também essa foi prejudicial para a saúde. “Perdi oito dentes e isso ainda me fez sentir pior, sem autoestima. Entrei numa grave depressão e voltei a fumar.” Nessa altura, a assistente operacional engordou 20 quilos e perdeu a vontade de se arranjar e de se ver ao espelho. “Desde os 16 anos a sofrer com depressões, ansiedades e ataques de pânico ao ponto de tentar suicídio. A única coisa que queria era terminar com a dor interna e externa”, revela.

Apesar de toda a dor e do reflexo que via ao espelho, Filipa nunca tentou mudar. Não antes de 2019. “Sentia-me uma vítima da sociedade, sempre a arranjar desculpas, sempre com a necessidade de receber palmadinhas nas costas, de querer receber amor e amizade de todos, uma carência afetiva imensa, faltava-me coragem e força de vontade. Mas principalmente faltou sempre amor próprio. Em 2019 prometi a mim mesma que ia mudar.” E levou a amiga nesta jornada.

Sónia Ferreira tem apenas 32 anos e chegou a pesar 103 quilos. Filipa conta-nos que aquela a quem chama de irmã trabalhava por turnos e não dormia. “Na melhor das hipóteses descansava três a quatro horas. E, tal como eu, tinha uma alimentação péssima e fumava imenso.” Mas tudo piorou quando também atravessou uma depressão.

O choque chegou numa consulta médica em que viu os três dígitos na balança. “Nessa altura decidimos que íamos fazer esta caminhada juntas. Conseguimos deixar de fumar, fizemos o desmame dos químicos, começámos a fazer uma alimentação paleo e a tomar suplementos, prescritos por um terapeuta de ayurveda”, conta à NiT Filipa Menezes.

A alimentação paleo e o jejum intermitente como aliados

Para melhorar a alimentação, Sónia e Filipa retiraram os produtos com glúten, açúcares refinados, os alimentos processados e os laticínios. “Atualmente, na nossa alimentação entram apenas boas proteínas (carne, peixe, ovos), boas gorduras (azeite EV, manteiga ghee e abacate), verduras e legumes que demolhamos sempre por causa dos anti nutrientes, e alguma fruta. Tentamos reduzir ao máximo os hidratos de carbono. E, para nós é também fundamental hidratar o nosso corpo com água e chá”, sublinha a assistente operacional.

Depois da reeducação alimentar, acabaram por se render à técnica do jejum intermitente. “Há dias que fazemos apenas uma refeição por dia, outras vezes duas. Tentamos não comer nada depois das 19 horas e se comemos à noite tentamos sempre comer pouco. No fundo só comemos quando temos fome”, explica.

O treino não pode ficar de fora desta jornada. Apesar de sempre ter odiado exercitar-se, Filipa sempre gostou de caminhar e Sónia também. Por isso, ao início era o que faziam. No ano passado decidiram elevar a fasquia e inscreveram-se no ginásio.

No espaço de um ano, as amigas perderam quase 60 quilos juntas. Filipa emagreceu 25 quilos e Sónia 33. Mas não foram só números na balança. “Graças a esta caminhada focada numa alimentação saudável e longe dos químicos que tomava, superei a depressão, a ansiedade que me acompanhava desde os 16 anos e a fibromialgia está em remissão. Fisicamente sinto-me outra. Tudo melhorou.”

O mais difícil para Filipa em todo o processo foi, até encontrar outras opções, deixar o pão. Mas os doces e as batatas fritas continuam a ser a sua tentação. Porém, durante o processo destaca a força que Sónia lhe deu: “Ela tem uma força de vontade e uma genica contagiante. Sempre que eu tinha quedas, era sempre ela que me amparava e puxava para cima”, refere. E depois começou a olhar para as fotografias de antes e depois e os resultados acabam por a motivar a continuar e a não desistir.

Carregue na galeria para ver algumas imagens de antes e depois das duas amigas.

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