Ginásios e outdoor

Aos 16 anos já é o dealer de sapatilhas mais famoso entre os craques da liga inglesa

Leon Gissing perseguia os jogadores não para pedir autógrafos, mas para lhes dar o seu cartão de negócios. Hoje é um empresário de sucesso.
A Plug Leon já é um sucesso.

Tal como tudo na vida, também a visão para o negócio é algo que se pode aprender e melhorar. No entanto, um pouco de talento inato vem sempre a calhar — e é o que Leon Gissing tem. Aos 16 anos, gere o seu próprio negócio e entre os clientes estão alguns dos craques de futuro da liga inglesa de futebol.

Com 13 anos, Leon já esperava os jogadores do Chelsea à saída do estádio de Stamford Bridge. Curiosamente, não lhes pedia uma selfie ou um autógrafo. Tinha algo para lhes dar: o seu cartão. Foi aí que se começaram a misturar as suas duas paixões.

“Era obcecado”, conta à “CNN”. “Estava sempre atento às últimas novidades no mundo das sapatilhas. Sempre que chegavam uns novos Air Jordan, uns novos Yeezys, ia horas antes para a porta das lojas. Garantia cedo um par de sapatilhas de edição limitada. Depois tratava de os revender a ganhar 20€, 30€, 50€ em cada negócio.”

Eram horas de espera que acabariam por compensar, mas nem sequer foi ali que começou a perceber como a sua paixão pelo desporto, em particular pelo futebol, e o seu fascínio por sapatilhas, poderiam render muito dinheiro. Num dia chegou a encontrar à porta do ATP de Queen’s, evento anual de ténis, Jack Sock, tenista norte-americano. “Belas sapatilhas”, disse-lhe o tenista que já esteve no top 10 do ranking mundial. “Posso-te arranjar um par”, respondeu.

Fez contactos, foi aprendendo cada vez mais sobre este mundo mas foi mesmo nas redes sociais que o seu negócio se tornou no que é hoje, uma empresa chamada Plug Leon que conta já com mais dois funcionários.

O momento chave chegou quando um dos seus clientes partilhou no Snapchat mais recente compra. Reiss Nelson, então jogador do Hoffenheim emprestado ao Arsenal, entrou em contacto com ele. Ainda desconfiou se seria mesmo o próprio. Acabou poe perceber que não era nenhum engano e fizeram negócio. Foi o primeiro de muitos.

A partir daí deu-se um passa palavra entre jogadores. Curiosamente, muitos deles pouco mais velhos do que ele, também craques do futuro. Reece James (Chelsea), Mason Greenwood (agora colega de Cristiano Ronaldo), Gabriel Martinelli e Bukayo Saka (ambos do Arsenal) estão entre os seus primeiros clientes. Saka foi o mais novo titular da seleção inglesa a disputar a recente final do Euro2020.

Nesta altura já faz também negócio com jogadores de outros campeonatos. Ansu Fati, jovem craque do Barcelona, já lhe encomendou várias sapatilhas. Weston McKennie, médio da Juventus, idem, tal como Thilo Kehrer, defesa do PSG. O jovem já foi até a Alemanha fazer negócio com Marcus Thuram e com

Breel Embolo (a quem levou cinco sacos com diferente material).
Os pais apoiam o negócio exceto quando este interfere com a escola. Aconteceu recentemente, quando tinha exames para fazer e não pode ir a Paris fazer negócio com mais jogadores do PSG. “Gosto de ir pessoalmente”, contava recentemente ao “Mirror”. Mas não é problemático.

A sua empresa vai ganhando nome. Aposta forte em modelos mais raros de sapatilhas de marcas desportivas e também vende outras peças como t-shirts e malas da Gucci.

Tem mais clientes além de futebolistas, embora seja com estes que a Plug Leon se está a tornar um caso de sucesso. Além do negócio, tem privado com alguns dos jogadores.”Já joguei ’Call of Duty’ com malta como o Joe Willock e o Reiss Nelson.”

A tal viagem que falhou a Paris para fazer exames não foi tempo perdido. Teve boas notas, conta à “CNN”. Conseguiu montar a sua estrutura de negócio, já com fornecedores e tudo o que a estrutura necessita. “É um sonho”, diz sobre o que tem sido a sua vida. Mas o plano é continuar a estudar, para aprender mais algumas coisas. Sobre negócios, claro.

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT