Ginásios e outdoor

As ciclovias em Lisboa podem ser bem perigosas (para toda a gente)

Passeios mal construídos, zonas mal sinalizadas ou semáforos estragados são alguns dos problemas que a NiT identificou. Veja as imagens.

O comboio, os autocarros e o metro são utilizados todos os dias por milhares de lisboetas. Mas também há quem prefira ir trabalhar ou simplesmente passear enquanto pedala. No total, Lisboa tem mais de 50 quilómetros em percursos de ciclovias. A Avenida da República é um dos maiores troços — e é também a pior zona da cidade. 

Num estudo realizado em fevereiro por Rosa Félix, investigadora do Instituto Superior Técnico, em Lisboa, concluiu-se que, entre as 8h30 e as 10h30 (a “hora de ponta”), passaram pelo menos 174 pessoas a pedalar pelas ciclovias da Avenida da República e da Avenida Duque d’Ávila.

O vídeo realizado durante a investigação só foi publicado por Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, um mês depois de várias obras na cidade terem terminado. Obras essas que lançaram o caos no trânsito e no estacionamento da cidade. 

Contudo, os males não são exclusivos para quem utiliza as estradas de alcatrão. O grande problema das ciclovias tem a ver com a forma como elas foram desenhadas. Mas não só, a falta de civismo dos lisboetas também pode ser trágica. Perante este cenário, a NiT foi para a rua e identificou 13 exemplos que podem ser bem perigosos.

Por exemplo, há passeios mal construídos que podem causar acidentes, caixotes do lixo sobre as ciclovias e semáforos estragados que deixam os utilizadores em perigo.

Já imaginou chocar com a sua bicicleta contra uma mancha de pessoas que acabou de sair do autocarro? Sim, na Avenida da República é possível. E é perigoso para toda a gente — ciclistas ou peões.

A NiT confrontou a Câmara Municipal de Lisboa com os casos recolhidos na cidade ao longo das últimas semanas. Mas, até este momento, ainda não recebemos qualquer reposta oficial do município de Fernando Medina.

Carregue na imagem para conhecer os 13 casos identificados pela NiT nas ciclovias de Lisboa.

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