Ginásios e outdoor

Associação alerta: muitos ginásios não vão sobreviver se fecharem no novo confinamento

José Carlos Reis, presidente da Portugal Activo, mostra-se preocupado com o que pode vir a acontecer.
O cenário não é positivo.

Os ginásios e clubes de fitness foram dos primeiros espaços a fechar no início da pandemia e também dos últimos a abrir. Agora, estão em pânico com a possibilidade de voltarem a encerrar as portas face ao novo confinamento que se aproxima, numa altura em que Portugal pode estar a enfrentar uma terceira vaga da pandemia de Covid-19.

Em novembro, o presidente da AGAP — Portugal Activo, José Carlos Reis, disse à NiT que a situação dos clubes de fitness e saúde tem sido muito difícil. “Após o encerramento e quando pensávamos que a retoma se iria verificar gradualmente, temos sido confrontados com medidas avulsas que têm afetado muito o nosso setor, contribuindo para o aumento do medo e da desconfiança dos nossos clientes”, explicou na altura.

O responsável máximo pela Associação de Empresas de Ginásios e Academias de Portugal referia-se, por exemplo, aos confinamentos aos fins de semana. Porém, tem feito sempre questão de comunicar a sua posição, em como os “clubes são locais seguros para treinar”.

Com o aproximar de um novo confinamento e na incerteza do futuro dos ginásios e clubes no nosso País, a NiT falou esta terça-feira, 12 de janeiro, com José Carlos Reis, que se mostra ainda mais preocupado.

“Vai ser drástico para o setor e para a saúde dos portugueses se houver novo confinamento”, começa por dizer-nos.

E continua: “O nosso setor deve estar nas exceções do fecho por confinamento, porque o exercício físico reforça o sistema imunitário das pessoas, contribui muito positivamente para o equilíbrio emocional e físico, e os clubes de fitness são locais seguros, com taxas de infeção por Covid praticamente inexistentes.”

“Vai ser muito difícil manterem-se abertos, principalmente aqueles espaços individuais e de menor dimensão”

A Portugal Activo fala, inclusive, numa taxa de infeção inferior a 0,03 por centro, o” que não deixa dúvidas de que os clubes são locais seguros para a prática de exercício físico”.

Caso estes espaços sejam obrigados a fechar, o presidente da AGAP é da opinião de que deve haver pagamento a 100 por cento dos salários dos colaboradores, apoios a fundo perdido para pagamentos de rendas e empréstimos bancários e isenção de pagamento de impostos.

Sobre a possibilidade de os ginásios conseguirem sobreviver a mais um confinamento, José Carlos Reis admite que “vai ser muito difícil manterem-se abertos, principalmente aqueles espaços individuais e de menor dimensão, porque são na maior parte dos casos pequenos negócios de família”.

A Portugal Activo acredita que estão reunidas todas as condições para os ginásios e clubes de fitness possam manter-se abertos e à disposição para a prática de atividade física, até porque acredita que o impacto de um novo confinamento pode representar uma situação irreversível para a saúde dos portugueses.

Entretanto, face a esta realidade, foi criada uma petição online para manter estes espaços em funcionamento durante o novo confinamento. Até à data, conta com mais de 16.400 assinaturas.

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