Ginásios e outdoor

Athletic What: a nova marca portuguesa para “mulheres ativas e guerreiras”

Surgiu da paixão da fundadora pelo padel e da necessidade de roupa versátil e prática que também pudesse ser usada no dia a dia.
Para todas as ocasiões.

Ana Amaral, de 38 anos, é jogadora de padel há cinco anos. Começou por brincadeira, mas a coisa acabou por se tornar mais séria há cerca de dois anos. Neste momento, é federada pela equipa do Boavista. “Apaixonei-me por este desporto por ser ativo, com uma parte importante de estratégia, técnica e de trabalho em equipa. Também tem a componente social que me atrai bastante”, conta à NiT.

A modalidade está em franco crescimento no nosso País e Ana começou a deparar-se com um problema: não encontrava o que vestir. Os stocks das peças que gostava estavam quase sempre esgotados e tinha muita dificuldade em encontrar roupa para usar dentro e fora de campo. 

Na altura, a empreendedora era diretora comercial numa empresa de tecnologia em Lisboa, mas decidiu mudar de vida. Rumou ao Porto em busca de algo novo e próprio. “Pensei abrir um clube de padel, mas não encontrei o sítio certo. Depois ponderei um franchising na área da restauração, mas mais uma vez não tive sucesso.” À terceira foi de vez: identificou uma lacuna no mercado português no segmento do vestuário adaptado à prática de padel — e decidiu avançar. “Detetei que havia essa necessidade, não tinha qualquer experiência no setor têxtil, comecei tudo do zero, desde os tecidos, aos fornecedores, ao logótipo e ao nome.”

A 1 de fevereiro deste ano fundou a Athletic What, uma marca 100 por cento nacional e, para já, é totalmente virada para as mulheres. E tem um twist. “A ideia é ir para dentro de campo mantendo o que somos fora dos espaços desportivos. Ou seja, nós arranjamo-nos no dia a dia, mas quando praticamos desporto vestimos qualquer coisa. Não tem de ser assim”, considera.

As peças da Athletic What podem ser usadas em qualquer contexto: no padel, no golfe, no ténis, no ginásio tradicional, no voleibol ou no dia a dia. “A mulher vai praticar desporto, mas depois pode ir para a esplanada com a mesma roupa enquanto almoça ou toma um café. Depois pode calçar uns sapatos, acrescentar uns brincos e ir para um jantar mais formal, mantendo sempre a mesma roupa”, explica. A ideia é, portanto, responder às necessidades de “uma mulher ativa e saudável, dentro e fora de campo.”

Ana tem ainda um lema de vida que transpôs para o conceito da marca: “Ser e parecer.” Ou seja, “por ser ativa e guerreira não quer dizer que a mulher ande desarranjada, pode ser elegante e bonita”. “É uma roupa com um design clean, que agrada a todos os estilos e perfis.”

Entre tops (de 56 a 66€), t-shirts (54€), saias com calção incluído (67-75€), leggings (69€), vestidos (59-89€), calções (54€) e casacos (98€), os tecidos foram pensados para permitir “flexibilidade de movimento”. Nenhum pormenor foi deixado de fora: por exemplo, as saias têm um bolso do lado esquerdo onde pode guardar não só a bola de padel ou ténis, mas também o telemóvel e as chaves de casa. Já os casacos não têm pelo por dentro, pelo que se adaptam tanto ao verão como ao inverno. E nem só roupa se faz a Athletic What: também há acessórios, como os bonés (49€). 

A marca é integralmente nacional: a produção é de Famalicão e a criação e impressão do logótipo nas roupas também é feito no Norte do País. Já os tecidos vêm de Itália e os fechos do Japão (de empresas que tem representação em Portugal). E há também uma preocupação com o ambiente: as embalagens que transportam as encomendas são feitas em papel reciclado e as etiquetas são de um tamanho “mais pequeno do que o normal para termos um menor índice de desperdício”.

Relativamente aos tecidos, há todo um caminho que está a ser feito. “Tentamos que os tecidos sejam 100 por cento recicláveis, mas ainda não o são, apenas uma percentagem. Temos em vista um novo catálogo com esse objetivo, ou seja, manter os cortes e a estética com materiais reutilizáveis. Queremos transformar lixo em algo útil.”

Os planos para 2024 e 2025 passam por manter a insígnia totalmente dedicada ao sexo feminino, mas Ana equaciona chegar a mais públicos, como os miúdos que já começam a ter aulas de padel, golfe e ténis. “Criar os mesmos modelos, mas em tamanhos pequenos.” E, quem sabe, mais para a frente, criar modelos masculinos. “Mostrei as roupas a homens e eles gostaram. Até brincaram e perguntaram quando é que começávamos a fazer para o sexo masculino”, refere.

Os tamanhos dos modelos da Athletic What vão do S ao L, mas como os tecidos são “flexíveis e moldáveis”, adaptam-se a quem veste o XS ou o XL.

As peças estão disponíveis online, e desde 6 de fevereiro também no clube Top Padel, do Porto. Ana vai mais longe e diz que, no futuro, querem também estar presentes em clubes de ténis: “Queremos estar onde fizer sentido.”

Carregue na galeria e descubra alguns dos modelos da marca, com preços desde 56€.

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