Ginásios e outdoor

Carol Vaz passou de “gordinha” a estrela do TikTok com quase 5 milhões de seguidores

A personal trainer é conhecida como a "fada das bundas" no Rio de Janeiro e tem mais de 2,5 milhões de seguidores no Instagram.
Emagreceu, deixou de fumar e beber e mudou de vida.

Antes de se tornar a estrela do ginásio DNA, Carol Vaz, de 38 anos, conciliou um emprego de rececionista no espaço, com os estudos na faculdade de Direito. Prestes a acabar o curso, desistiu e quis investir na Educação Física — para grande desgostos dos pais. “A modeladora de bumbuns mais famosa do Rio de Janeiro”, como é mundialmente conhecida, é personal trainer há 18 anos e tem mais de 70 alunas, do Brasil e não só. 

Além das aulas particulares, a PT também dá workshops, dentro e fora do país, aulas online e ainda aulas de grupo no DNA. Já treinou 23 atletas que se sagraram campeãs de fisioculturismo e nas redes sociais o sucesso não é menor, com quase oito milhões de seguidores entre as três principais (Instagram, TikTok e Youtube). 

Quando era mais nova tinha uma vida totalmente diferente da que tem hoje em dia: “fumava, bebia e era gordinha”, conta em entrevista à NiT. 

Como é que começou esta paixão pelo exercício físico?
Comecei a trabalhar no ginásio DNA há 18 anos enquanto estava a estudar Direito. Estava quase a acabar o curso, quando conheci o dono do ginásio. Disse-me que tinha muito jeito para trabalhar com pessoas e que devia tornar-me professora. Na altura, pensei que estava maluco porque eu bebia, fumava e era gordinha. Disse-me para mudar a minha vida e foi isso mesmo que fiz. Trabalho das 5h30 às 21 horas porque adoro aquilo que faço. O esforço motiva-me para continuar e para querer fazer mais e melhor todos os dias.

O que é que mais gosta de fazer?
Gosto de dar aulas e  de ensinar as mulheres a treinar, independentemente, do tipo de corpo que têm: tenho alunas mais gordinhas, adolescentes, com filhos, atletas. O prazer que tenho em ser professora é ver estas mulheres se superarem todos os dias, física e mentalmente.

Carol Vaz já treinou 23 campeãs.

Como conseguiu mudar radicalmente de vida?
Foi um processo. A primeira coisa que fiz foi parar de beber: há 17 anos que não toco numa gota de álcool. Depois parei de fumar. O meu objetivo foi sempre servir como exemplo para as minhas alunas. Também comecei a treinar mais para ter uma boa performance física. Dou muitas aulas durante o dia que requerem que tenha um excelente ritmo, por isso tenho de estar sempre no meu melhor. À medida que o ritmo de trabalho aumentou, fui começando a emagrecer e o corpo foi ganhando forma aos poucos. 

Que cuidados tem com a alimentação?
Não como açúcar, nem derivados do leite. A farinha também foi completamente excluída da minha alimentação e bebo cinco litros de água por dia. Tenho uma dieta muito restrita. Quando removi completamente a farinha, há cerca de um ano e meio, o meu corpo sentiu muito. Consegui ficar mais definida e começar a ganhar massa muscular. 

Porque é que segue um regime alimentar tão restritivo?
Sinto que o meu corpo reage melhor. Um professor que não consegue tratar de si próprio, não vai conseguir cuidar e motivar os outros. Quero servir de exemplo físico e de comportamento para as minhas alunas. Além de que tinha uma digestão muito difícil e acabei por retirar a farinha, pão e pizza porque me sentia mal e com o estômago muito dilatado. 

É difícil manter esta dieta?
Comia de forma compulsiva quando era mais nova e consegui alterar isso. Como tornei a minha alimentação no meu estilo de vida, atualmente não me custa manter esta dieta. Sinto muita falta de comer queijo, por exemplo, porque só como produtos derivados do leite aos fins de semana.

O que é que mais gosta de treinar com as alunas?
Muitas mulheres vêm ao ginásio porque precisam de um escape da sua rotina. O treino ajuda-as a equilibrar a cabeça. Isso é que dá gosto, o feedback que recebo delas de que consigo melhorar o seu dia e fazer com que se esqueçam dos problemas.

A personal trainer trabalha das 5h30 às 21 horas.

Como é que é a sua rotina de treino?
Dou aulas de grupo e sou personal trainer durante todo o dia. Além disso, às segundas e quartas-feiras corro e faço um treino de membros superiores. Terças e quintas-feiras dou aulas de cardio durante quatro horas seguidas e nestes dias faço um treino de glúteos. Às sextas-feiras treino quadríceps e ao sábado faço treino de posteriores. 

O Instagram é uma preocupação cotidiana?
Faz parte do meu trabalho. Venho de uma época em que não havia Instagram e esta rede social é apenas uma forma de as pessoas conhecerem o meu trabalho. É uma extensão daquilo que faço diariamente mas não é uma prioridade na minha vida. Quase só partilho treinos porque é aquilo que faço. 

Porque é que decidiu criar  uma conta no TikTok?
Durante a quarentena fizeram uma conta falsa em meu nome e começaram a dar treinos online. Fico sempre muito preocupada com a saúde das pessoas e com aquilo que estavam a fazer sem saberem se era verdade. Criei uma conta no TikTok para denunciar esse perfil e consegui. Entretanto, já estou com quase cinco milhões de seguidores. Também só partilho vídeos de treinos, não publiquei nenhuma dança. É completamente diferente do normal. 

Que feedback que recebe da sua presença online?
É muito bom. Poder inspirar as pessoas, mesmo quando estou do outro lado do mundo é muito importante. Neste momento tenho alunas no Paquistão, Irão, Polónia, Dubai, Portugal — no mundo todo. Além de que tenho pessoas que não são minhas alunas, mas que acompanham os meus vídeos e estiveram presentes nos diretos durante a quarentena. Acabo por influenciar positivamente muita gente que não está perto de mim. É gratificante. Tenho alunas que vêm de fora do país todas as semanas para poderem treinar comigo. 

Os diretos durante a pandemia foram importantes?
A quarentena foi uma oportunidade de mostrarmos o tipo de trabalho e cuidado que temos com as pessoas. Fora a parte da atividade física, as pessoas precisavam de uma voz para ajudar a tranquilizar e apoiar em termos de saúde mental. Muita gente que me procurou depois, disse que me conheceu através dos diretos no Instagram. A quarentena ajudou a crescer as minhas redes sociais e vou tentar manter. Até porque não começo nada para deixar ficar a meio. 

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