Ginásios e outdoor

Esta mulher perdeu 37kg em 17 meses — e não quer parar por aqui

Kayla Hamilton perdeu peso com a dieta "Calories in, Calories out" e a treinar com vídeos de dança intensiva.
A perda de peso continua e Kayla não desiste de mudar de vida.

Desde o ensino secundário que Kayla vivia com peso acima do normal. Vítima de abusos sexuais, a norte-americana encarava a comida “a única forma de lidar com o que estava a sentir.” O padrão continuou na idade adulta. Kayla Hamilton tem 28 anos e consegui perder mais de 37 quilos com recurso à dieta CICO (Calories In, Calories Out) e a vídeos de dança que encontrou na internet.

A saúde da jovem adulta começou a deteriorar-se aos 23 anos, quando sofreu dois AVC devido a coágulos no sangue causados pela toma da pílula anticoncepcional. “A minha saúde mental piorou e a comida era o meu refúgio”, conta Kayla à Women’s Health. Aos 26 anos foi diagnosticada com cancro nos ovários e, mais uma vez, encontrou conforto no que comia.

“Percebia que estas doenças não eram causadas pelos quilos a mais e que estavam fora do meu controlo. Mas sabia que podia controlar o peso e por sua vez minimizar o risco de outras doenças relacionadas com a obesidade”, diz Kayla.

Durante a pandemia, o hospital onde trabalhava decretou que todos os funcionários deveriam trabalhar semanas intercaladas. “Sabia que se ficasse em casa durante uma semana inteira, iria retomar os maus hábitos alimentares”, lembra. Admitiu que tinha de mudar de vida e em abril de 2020 iniciou pequenas alterações na sua rotina.

Farta de dietas que não funcionavam, resolveu seguir o influencer de fitness Jordan Syatt (que soma mais de 800 mil seguidores no Instagram). “Restringir alimentos estava fora de questão porque não iria aguentar”, explica Kayla. Então decidiu que a solução seria contar as calorias de tudo o que comesse para garantir que me mantinha em défice calórico. 

Usava a aplicação MyFitnessPal para controlar o que consumia, tinha cuidado com as porções, limitou a quantidade de fast food e álcool e tentou comer de forma mais saudável, mas mantendo os alimentos que mais gostava. “Comia duas bolachas Oreo como sobremesa todas as noites”, conta.

A dieta Calories In, Calories Out

O primeiro passo para Kayla foi perceber quanto estava a comer e aprender a ler os rótulos dos alimentos. Comprou uma balança e começou a planear as refeições e a prepará-las antecipadamente. O cálculo do metabolismo basal (a quantidade de calorias que o corpo gasta ao longo de um dia normal) também foi muito importante para perceber como é que poderia entrar em défice calórico durante o dia, ingerindo menos calorias do aquelas que gastava.

Segundo a nutricionista Bárbara de Almeida Araújo, a autora do blogue “Manias de Uma Dietista“, o resultado é claro: se ingerimos menos calorias do que as que gastamos vamos, então, emagrecer. O problema é que esta dieta foca-se sobretudo nas calorias, pelo que não incentiva à reeducação alimentar. Isto é, não se criam hábitos saudáveis.

“Não interessam os macro ou micronutrientes, desde que haja um défice calórico. Só que a ingestão de alimentos processados, ricos em açúcar refinado e gorduras saturadas está associada ao aumento de peso, ao aparecimento de diabetes tipo 2, à falta de energia e até a problemas de sono”, diz à NiT a nutricionista.

“Um regime alimentar que se baseia apenas nas calorias ingeridas, ignorando completamente o tipo de alimentos, como a dieta CICO, negligenciando o bem-estar e a saúde em geral, não é uma dieta aconselhada para ninguém”, alerta Bárbara de Almeida Araújo.

No entanto, foi esta a dieta que Kayla seguiu e que ajudou a perder quase 40 quilos. Eis o que comia durante um dia:

— Pequeno-almoço: café proteico, uma maçã e um iogurte grego

— Almoço: papas de aveia, uma colher de sopa de manteiga de amendoim e uma banana

— Lanches: muffin ou 2 chávenas de bolo de aniversário Skinny Pop

— Jantar: massa de abóbora e de grão-de-bico e molho de tomate sem carne

— Sobremesa: duas Oreos todas as noites e, por vezes, adiciona numa colher de sopa de manteiga de amendoim

O exercício físico

A par dos cuidados com a alimentação, Kayla dedicou-se mais ao desporto: passou a reproduzir os vídeos de dança de Caleb, autor do canal de YouTube “The Fitness Marshall” e a fazer caminhadas. Em junho de 2020 descarregou a aplicação Couch 2 5k e começou também a fazer corridas ao ar livre. “Queria provar que depois de ter estado temporariamente paralisada por causa dos AVC, tudo era possível”, conta.

Kayla treina seis dias por semana. Costuma correr durante cinco ou seis quilómetros, cinco dias por semana, e faz um treino com um vídeo de dança ou uma caminhada no sexto dia. Durante o dia de descanso, corta a relva ou arruma a casa para se manter ativa.

Desta vez, a norte-americana concentrou-se mais no processo do que num objetivo final específico. No passado já tinha feito várias tentativas de perda de peso, no entanto, o foco estava sempre nos números da balança. “Aprendi a usar todas as ferramentas que me permitem avaliar o percurso que estou a fazer e que não apenas os quilos a menos: se as roupas servem, se as medidas do corpo são outras, se os resultados das análises clínicas são bons ou como se estou a sentir”, explica.

 

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