Ginásios e outdoor

Crítica: Fui ao primeiro GFNY Portugal, mas não correu lá muito bem

Um colaborador da NiT participou nesta prova de ciclismo de 162 quilómetros. O slogan era "Be a Pro For a Day". 

Foto de: GFNY Portugal

O organização do GFNY Portugal convidou-me há três semanas para participar na primeira edição da prova em Portugal. No princípio hesitei. Apesar de correr e praticar desporto regularmente, as provas de ciclismo de estrada causam-me algum desconforto conceptual. E confesso: não estou habituado a andar de bicicleta em pelotão, as minhas aventuras costumam ser a solo. 

No entanto, decidi dar uma oportunidade e apresentar-me na partida da prova no domingo, 9 de setembro, às 8 horas da manhã. No dia anterior, visitei a feira da prova — que me desiludiu. Pouca variedade de marcas e ainda menos equipamento à venda. No entanto, o kit de participante um jersey de muito boa qualidade e com um design cool e pequenos presentes dos patrocinadores da prova.

O percurso era desafiante e o cenário espetacular. Iria subir até Mafra, pelo lado terra, e voltar a Cascais, pelo lado do mar. Pelo meio, teria de passar vários pontos importantes, como a Rotunda de Carcavelos, Autódromo do Estoril, Sintra, Convento de Mafra, Azenhas do Mar, Praia das Maçãs e Guincho.

Durante a prova, falei com muitos participantes, sobretudo turistas que vieram dos EUA, Brasil e Itália de propósito para esta prova. Ela vale, sem dúvida, a viagem. 

Os abastecimentos estavam aos quilómetros previstos, mas eram demasiado repetitivos e minimalistas: só havia banana, marmelada, maçãs e água. Bem podem esquecer os salgados ou qualquer comida mais suculenta. E o pior que estas zonas não tinham toldos, por isso, a água estava sempre quente. 

Por outro lado, as bomba de pneus e câmaras de ar nos abastecimentos, bem como a simpatia dos voluntários presentes, foram pontos positivos. 

A marcação do percurso também não era grande coisa — mais a cair para o mau, em boa verdade. As placas eram amarelas e pequenas, com setas quase invisíveis a indicar as mudanças da direção. Se não fossem os polícias e os voluntários nos cruzamentos — que estiveram na prova até às 14 horas —, diria que uma percentagem considerável de ciclistas teria seguido caminhos errados. 

Foto de: GFNY Portugal

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