Ginásios e outdoor

Desta vez foi diferente — e Sofia já perdeu 12 quilos durante a pandemia

Não há receitas milagrosas mas há métodos que funcionam. Nisto de perder peso, se se quer fazer bem as coisas, um bom acompanhamento conta.
Sofia Sá tem 36 anos.

Sofia Sá, de 36 anos, sempre se habituou a ter uma relação tipo iô-iô com peso. Natural de Lisboa e há seis anos a viver em Londres, onde trabalha como rececionista num edifício de escritórios de pesquisa política, Sofia até conseguia perder os quilos a mais. Mas a coisa nunca vinha para ficar.

“Desde criança que era um pouco mais gordinha com os meus colegas mas oscilava muito”, explica à NiT. Os quilos ora iam, ora vinham. Habitou-se a dietas rápidas quando o peso era demais. Resultavam durante um tempo mas a balança lá voltava a dar sinais.

Na altura era mais por questões estéticas que o fazia. “Estava sempre nesse modo iô-iô. As pessoas que me conhecem bem já me viram mais magra e mais gorda”. Uma cirurgia à rinite em 2019 que não correu particularmente bem desmotivou-a. Deixou de ir ao ginásio, engordou. De certa maneira, confessa, “desisti. Quando começamos a engordar acaba por ser um ciclo difícil de sair”.

“Havia imensos PT”, recorda. “Tentaram convencer-me a treinar mas não me sentia preparada. Deixava sempre para amanhã. Quando a pandemia começou engordei um pouco mais”. E desta vez percebeu que que era importante fazê-lo não tanto pela questão estética mas mais por uma questão de saúde, e cita até o exemplo de Boris Johnson, primeiro-ministro britânico que admitiu que o excesso de peso foi uma das dificuldades extra para debelar a Covid-19. O espírito, explica Sofia, foi o de “aproveitar a oportunidade” forçada pela pandemia.

Foi em julho do ano passado que começou a mudar de ideias. A pandemia obrigara o mundo a parar e no caso de Sofia foi a altura perfeita para rever algumas coisas. Havia lanches com as amigas que tinham de esperar, por exemplo. Aproveitou o tempo extra para se dedicar mais a ela própria e ao que o seu corpo pedia.

Sofia já seguia o trabalho do PT Tiago Reis Silva no Instagram. Já tinha tido outros PT no passado mas não funcionara. Começou por reservar 10 aulas, só para experimentar. Rapidamente percebeu que era algo que tinha vindo para ficar. No espaço de meses, as diferenças foram notórias.

Sofia tinha cerca de 70 quilos quando começou a trabalhar a sério. Estávamos em dezembro. Uma das dificuldades que antes havia é aquela armadilha que por vezes nos trama: a alimentação. Isso ia ser um desafio em Londres. “Aqui a comida é muito processada. Mesmo o salmão, por exemplo, vem sempre com molho”. Foi necessário procurar alternativas e desenvolver alguns dotes na cozinha.

Aqui ajudou a consulta de nutrição que Tiago lhe recomendou para começar. “A pessoa muitas vezes opta por fritar as coisas porque é o mais simples”. O corpo, no entanto, vai protestar. E com razão.

“Os hidratos de carbono eram a minha perdição”, conta ainda. Foi preciso moderar nesta área mas ajudou também começar a perceber melhor os rótulos dos produtos que comprava. Começou com os tais 70 quilos, o peso ideal para o qual apontou foram os 60 quilos. Foi um pouco mais longe. “Mas também não reclamo”, diz bem disposta. Hoje em dia está com 58,7 quilos.

“O Tiago provou-me que não é necessário muito equipamento. Entretanto até decidi comprar halteres mas comecei a trabalhar tudo só com o peso do corpo. O Tiago pôs-me tão à vontade que era como se estivesse presente fisicamente”, conta.

Luso-brasileiro vive cá há mais de uma década.

É normal que associemos trabalhar com um PT à ideia de proximidade. A pandemia veio obrigar-nos também a ser mais criativos e a encontrar online soluções. No caso do Tiago, ele já tinha experiência a trabalhar à distância antes da pandemia. No último ano, conta à NiT, “isso melhorou consideravelmente”. E a verdade é que a proximidade está lá toda, mesmo que com um ecrã pelo meio.

Não há receitas absolutas para que o trabalho com um PT funcione. Sofia explica que é preciso uma base de confiança e no seu caso encontrou isso com Tiago. “Ele já me conhece bem. Ele sabe que quando começo a ficar cansada já começo a aldrabar a postura e ele lá avisa, ‘costas direitas’”, conta.

Uma coisa que ajudou é o facto de este acompanhamento não se ficar só pelas horas das sessões marcadas. O PT costuma ir perguntando pelos tempos de treinos, quilómetros percorridos, por alertas quando há “asneiras” na alimentação. “Se ele não pergunta às vezes também entro naquela de ‘ah hoje foi mais um descanso’. É uma pressão positiva, que me lembra do que tenho mesmo que fazer”, confessa.

Nesta fase, Sofia Sá nota no corpo e na disposição os efeitos das mudanças. Se a pandemia e os treinos à distância até podem ser um desafio para muitas pessoas, no caso de Sofia nada disso foi um problema. “Agora sinto-me mais leve. E também puxo mais por mim. Sinto-me com mais energia”. O PT lá vai lembrando

“O Tiago é uma pessoa de copo meio cheio. Às vezes quando um PT é muito exigente a pessoa pensa só que vai levar na cabeça. Mas o Tiago é um PT amigo nestas coisas. Se por algum motivo não consigo treinar há sempre palavras positivas. E isso também é uma parte importante na relação com um PT”. E não, não é menos exigente por isso. É tudo uma questão de abordagem.

À NiT, Tiago é perentório: a distância não tem de ser um desafio. “Um PT consegue dar um treino tal e qual”. Quando lhe perguntamos se há alguma receita específica, Tiago explica que os únicos extra que são necessários são bastante simples: um tripé, para que se perceba a postura e a posição do outro lado do ecrã, e “boa internet”, claro. “Consegue-se motivar, consegue-se corrigir, consegue-se tudo”, explica.

Em termos práticos, será necessário definir algumas guidelines para orientar o trabalho ao longo das semanas. O resto, é uma questão de trabalho, sempre acompanhado. No caso de Tiago, o PT conta com uma plataforma onde é possível cliente e instrutor irem tomando nota de todos os treinos, do calendário de nutrição, dicas e, claro, a evolução em termos de peso. São tudo ferramentas super práticas. O resto depende da tal relação de confiança entre cliente e PT e de honestidade da pessoa consigo própria.

No caso de Sofia, desta vez as coisas estão a funcionar como nunca. E a coisa resultou tão bem que, se houver problemas, serão para o Tiago e daqui a uns bons anos. “Já lhe disse que não se pode reformar”, ri-se.

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT