Ginásios e outdoor

“Era preciso alguém para levar tareia. Dei tudo como se fosse o Tom Hanks. Já lá vão 13 anos”

Aos 9 anos, Bruno Salgueiro chateou a avó para ver um filme do Bruce Lee e nunca mais largou o kung fu. É duplo, PT e faz a espargata como poucos (temos provas).
Um pontapé no ar à Bruce Lee.

Se não soubéssemos o número, o mais provável era aquela discreta porta cinzenta, nas traseiras de uma rua no Lumiar, nos passar ao lado. E na verdade, quando damos por ela, somos transportados para outro universo.

Poster atrás de poster, as paredes estão cobertas de ícones dos anos 80 e 90 de filmes de artes marciais. Bruce Lee, Jackie Chan, Van Damme, todos os ícones ali dispostos. Não são as únicas referências daquelas décadas. Há ainda um Alf, um Tom Hanks quase imberbe do tempo de “Big” ou a miniatura do DeLorean de “Regresso ao Futuro”. É o quarto de sonho de qualquer miúdo da altura, como o próprio Bruno Salgueiro confirma.

Estamos no quartel-general do “Dicas do Salgueiro”, projeto que se confunde com o seu criador, Bruno Salgueiro. Há sacos de boxe, halteres e um piso acolchoado onde o duplo e PT dá aulas live, vai treinando e grava alguns dos seus vídeos para o YouTube. Ao lado há um estúdio onde tem gravado podcasts. A próxima conversa, por exemplo, será com Jorge Fonseca, judoca medalhado em Tóquio.

Entre Internet, programas de televisão e stunts em filmes de ação, Bruno Salgueiro é o tipo de pessoa que não pára quieta. Ainda assim, conseguimos detê-lo durante alguns minutos para falar com a NiT.

Como é que era o Bruno Salgueiro em miúdo?
Por acaso até era um miúdo introspetivo. Atenção: também dei problemas. Tive os meus momentos de rebeldia. Mas até era aquele miúdo que doseava o esforço. Quando estou parado, estou mesmo parado, do tipo [imita-se]. A malta até me vem perguntar se estou chateado com alguma coisa. Quando era miúdo já me perguntavam isso. Mas quando era para algo em que estava focado, era aquela coisa: ‘caramba, este miúdo tem excesso de energia’.

Como é que começou a sua vida como duplo?
Isto era algo que desconhecia. Percebia o que era mas um miúdo cresce é a ver os seus heróis, no meu caso o Bruce Lee, o Jackie Chan, o Jet Li. Queria ser como eles. Geralmente a cara do duplo não é reconhecida. Mas também estava um pouco desencantado com a ficção portuguesa, não fazia ideia que poderia haver um surto de coisas para fazer nesse departamento. Nos primórdios da Internet comecei a contactar malta de todo o País que fazia kung fu. Em Portimão havia dois ou três rapazes com quem comecei a falar e que depois nas férias ia ter com eles e treinava. Um deles era o David Chan [a NiT falou com o maior duplo português recentemente].

Foi ainda antes de serem duplos?
Ele devia ter uns 18 anos, e eu uns 15 ou 16. Ele mais tarde foi para os EUA, estudou cinema, continuou nas artes marciais, conseguiu trabalhar lá como duplo. Ficou lá uns 8 anos. Quando voltou eu continuava a treinar mas tudo o que eram sonhos de televisão, aquela coisa de ser o Chuck Norris português, já tinham desvanecido um pouco. Até que ele vê-me num daqueles trabalhinhos de eventos, a distribuir porta-chaves à porta do Tivoli e ele vê-me lá ao fundo.

Reencontraram-se.
Sim. “Bruno! Hey, David, que é feito?”. Ele conta-me que tinha estado nos EUA, que as coisas correram bem e que agora queria vir para Portugal montar uma equipa de duplos. E eu a olhar para ele: então estavas no Ferrari e vieste para o Mini, bem, os Mini hoje são bons, vieste para o Fiat 127? Na minha cabeça ele estava a vir para o pior País possível para fazer stunts. E ele diz-me que acha que aqui pode resultar, se conseguirmos provar que podemos fazer boa ação, mesmo com poucos meios. Deu-lhe o meu número e, passado um mês, liga-me.

Bruno Salgueiro tem 37 anos.

Foi para o quê?
Precisavam de um rapaz numa manifestação, de fita na cabeça e manga à cava, que fosse a correr contra a polícia de intervenção e levasse uma tareia. Precisavam mesmo de alguém que fizesse boas reações para parecer mesmo que estava a levar a tareia. E eu dei tudo. Fiz aquilo como se fosse o Tom Hanks [risos] e correu muito bem. Depois voltou a chamar-me e voltou a chamar-me. Já lá vão alguns 13 anos.

E as artes marciais, como começaram?
Foi quando tinha 9 anos e vi o “Dragon: The Bruce Lee Story”, baseado na vida dele. Havia ali muita coisa interessante que mesmo um miúdo novo absorveu muito bem: o legado, a luta com demónios pessoais. Se calhar já tinha esgotado os desenhos animados para ver com a avó no cinema. Eis que vamos às Amoreiras e está lá um poster de um senhor asiático a dar um pontapé num salto, com um sol lá atrás. “Se calhar vamos ver aquele”. Lá fui com a minha avó e quando saí de lá, esquece. Que se lixe o futebol. Chateei os meus pais para me inscreverem no kung fu. Por acaso havia em Carnaxide, perto de casa, onde morávamos. Sem isso se calhar tinha escolhido outra arte marcial. Mas o kung fu tem características como a flexibilidade, movimentos muito amplos, que funcionam muito bem em televisão.

Já houve algum acidente mais sério, num stunt?
Já. Não foi nada de mais grave, até queriam que ficasse mais 24 horas no hospital, eu é que não queria. Calha-me sempre o quarto de hospital com pessoas que estão mesmo muito mal.

O que aconteceu?
Fui atropelado. Estava a fazer de duplo do José Fidalgo, para a novela “Rosa Brava”. A personagem dele morre com aquele atropelamento e precisávamos de fazer a coisa em grande. As coisas correram bem: magoei-me mesmo [risos]. O problema é que o carro era de mudanças automáticas, e ao atirar-me, em vez de ele acelerar logo para eu voar por cima do carro há ali um solavanco e ao bater no pára-brisas rebolei mesmo para cima do tejadilho, empurro-me para fora e cai de cabeça. Ficou tudo em suspenso. A malta a perguntar-me se queria ir ao hospital. Eu a dizer que não, até dei umas entrevistas de bastidores [risos] e passado um bocado começo a ver uns flash. ‘Olhem, lembram-se da ideia de me levar para o hospital? Se calhar não é má ideia’. Dormi lá um dia, que tinha mesmo um traumatismo mas pronto. Não morri. Até agora [risos].

Há mais adeptos de artes marciais mas também vemos que são cada vez mais adaptadas ao mundo do fitness. É uma tendência que se nota?
É. Às vezes até me fazem uma pergunta que me irrita: qual é a melhor arte marcial para perder peso. É assim, se queres uma arte marcial só para perder peso, isso até é algo que pode acontecer, mas 95 por cento dos benefícios até podem ser outras coisas. São os desafios a superar. As coisas novas para aprender. Se é para perder peso, vão para o ginásio e façam um trabalho convencional. Mas vemos elementos tirados das artes marciais e a juntar ao fitness e isso eu adoro.

Porquê?
Porque há muitos padrões de fitness mais convencional que já cansam. Se disser a alguém para ir fazer passadeira, remo, as cenas cardio, a pessoa até pode fazer mas se calhar a coisa fica enfadonha. E uma boa forma de a pessoa investir no seu fitness é mesmo fazendo coisas em que temos de estar a pensar nelas. Juntas a um exercício elementos de artes marciais e isso traz mais desafio, foco, é uma forma divertida de trabalhar outras componentes de fisicalidade e que acho que funciona bem para todos os objetivos de fitness: mais força, flexibilidade, destreza, coordenação. Nem todas as pessoas se identificam com a aula normal de coreografia de grupo. E aqui as pessoas tiram também isto de explodir um bocadinho, de soltar energias e chegar a casa mais relaxado.

Sabemos o papel do PT a motivar um aluno. Como é para o próprio PT? Como é que ele se motiva?
Nem sempre é fácil. Estás o dia todo no ginásio e depois chega ao fim do dia ainda ficas por escolha própria mais uma hora. Ao início é muito giro para quem adora treinar mas é cansativo para o corpo e cabeça.

O que se faz?
É mesmo viver o que se apregoa. Tal como um PT cria bons estratagemas, até alguma criatividade, para fazer programações para os seus alunos, pode fazer isso com os seus momentos de treino. Depois é também criar rituais, e quando é um hábito já não estás a puxar por aquele músculo da força de vontade. Mas não há nada pior do que ser PT, não treinar e não ter aquele feedback importante, o lembrar o que é aquela dor do treino. É aquele saber empírico de olhares para um aluno e perceber por que fase do treino está a passar.

Quem segue mais os treinos online do Dicas do Salgueiro?
Normalmente os meus treinos online não são para todos, sou a primeira pessoa a dizê-lo.

É o tipo de coisa em que já é preciso ter experiência?
Os meus treinos dão para todos, tendo ou não experiência. Mas se és uma pessoa que só quer treinar 15, 20 minutos e despachar aquilo, a coisa não é para ti. Para isso há muitos outros bons redutos que podem experimentar. O meu treino não é express. São muito baseados no que costumo fazer. Até podes perder peso, ganhar massa muscular, mas são também para quem quer saltar mais alto, ter mais resistência, mais força, flexibilidade (que é algo em que aposto muito). Há quem me conheça também por ser o tipo que faz a espargata e puxo as pessoas para terem mais amplitude. Já tive pessoas que o que querem é algo mais curtinho. Ok, tudo bem. Mas quer a pessoa tenha experiência ou não, dá para se apaixonarem pelas minhas aulas. Não as faço é à pressa. É quase uma comunidade. É normal para mim antes e depois da aula podermos estar à conversa.

A espargata.

Com a pandemia, o online substituiu um pouco os ginásios. Como se monta uma aula para as pessoas acompanharem lá em casa?
Vou ser sincero, isto para mim foi como um peixe dentro de água. Durante toda a minha carreira de PT tive de ir aprendendo e adaptando. Fiz muitos domicílios, tinha que pensar muito no como ia dar aula e manter-me interessado.

É um risco.
É normal. Quando dás muitas aulas a dada altura entras em piloto automático. E eu explorava: olha, aquelas escadas são giras, este saco, posso mexer?, isto tem o peso certo, agora isto, agora aquilo. Acho que isto não nasce com a pessoa mas é algo que se trabalha e que todo o PT pode desenvolver. É aquele olhar à volta, ver alguma coisa e perceber que dá para fazer fitness com ela. Quando foi a pandemia já estava muito equipado com ideias para fazer treinos em casa, com o sofá, a cadeira, o escadote pequeno lá de casa, a mesa, qualquer coisa que possa ser útil. Eu também tive de ficar em casa, na altura nem tinha este estúdio. Foi mesmo preciso arranjar forma de tornar os exercícios interessantes para mim. E acho que as pessoas perceberam isso bem. Eu também fui franco desde o início. Disse logo: quem não quiser, a porta é ali.

E correu bem?
Muito bem. Houve momentos em que alguém dizia uma coisa estúpida no chat ou chamava nomes. Até percebi que se as pessoas acham piada à cena do Gordon Ramsay a gritar quando passam mal um hambúrguer, dava para fazer igual. Então estava à vontade. Dizia asneiras, até cheguei a correr com pessoas do chat.

Então?
Houve um que disse uma vez [imitação feita com voz de gozo] ‘ah não achas que devias dizer às pessoas para beberem água’. E eu: ‘olha, sabes que mais, get the fuck out here, vai-te embora’ e a malta riu-se. Limpei um bocadinho os ‘cancros’, salvo seja, da aula. A malta percebeu que eu estou ali a viver aquilo, a ser mais genuíno, passou a ser a cena do ‘estou mortinho por ver o show às 18h30 do Salgueiro. E pelo meio treino’.

Show mas com lado genuíno, é isso?
Para mim foi algo engraçado, como se eu soubesse que às segundas quartas e sextas há um show para dar. Às vezes estou mais bem disposto, ouras não, Às vezes começas a aula um pouco mal humorado e a malta percebe e a dada altura estou a dizer-lhes, já acordaram a besta, começo a dar chapadas na cara [e dá de facto chapadas na cara] e acho que a malta gosta disso porque veem que é igual a eles, que muitas vezes começam a treinar e não apetece. Não vou estar a fingir entusiasmo como aqueles PT da licra e as pessoas identificam-se com isso. E tem corrido muito bem até agora.

Mesmo nesta fase, em que ginásios já voltaram?
Eu julgava mesmo que as pessoas iam voltar ao ginásio mal fosse permitido. Algumas voltaram, claro. Mas até houve algumas que saíram e depois voltaram aos nossos treinos live. E é giro porque vês que houve quem montasse os seus próprios ginásios em casa. Já vês pessoas com uma rack lá na sala, aquele armário mesmo para ter uma barra de agachamentos. Eu até fico a pensar que aquilo não deve ficar lá muito bem com o resto da mobília mas a decoração de alguns é fascinante. Vês malta a fazer flexões na sala ao pé dos bebés, vês miúdos novos a treinar com os pais e isso é algo muito forte. Acho que entendem o que quer dizer com isto, mas até agradeço à pandemia. Às vezes há coisas boas a tirar do mau. E sabemos como tem sido o mau da pandemia mas houve coisas boas a brotar daí. Não teria tido esta ideia se não fosse a pandemia. Teria continuado a minha vida a fazer os meus vídeos e se calhar perdia este lado de contacto, ainda que virtual, com as pessoas.

No seu estúdio.

Falando dos vídeos. Como começou e como foi essa evolução como youtuber?
Tinha malta a dizer-me que as minhas aulas eram interessantes o suficiente para fazer vídeos mas a minha primeira reação foi aquela coisa do não sei, já há tanta gente a fazer isto. Mas olhei e, humildade à parte, pensei logo que faria diferente. Metia outro plano, metia uma piada. Dez minutos a falar de glúteos? Isso é tudo muito giro mas cabe ali uma piada. Toda a gente se lembra daquele professor na escola que tinha mais graça do que os outros. E sempre gostei de comunicação. Tirei até algumas ideias do curso de Comunicação Empresarial que estava a tirar antes de ficar na bancarrota — e antes de começar como duplo. As piadas, as gritarias, aquelas coisas entre amigos no treino, todo esse lado genuíno deixei transparecer. Nunca fingi uma boa disposição onde não havia. Isso enerva as pessoas e às vezes até as afasta da área da saúde e do fitness. A minha vida é mesmo mais normal do que aquela vida muito restrita de atleta. Sou atleta, porque faço coisas interessantes com o corpo, mas vejo-me mais como idiota das ideias, como criador de conteúdos.

Quem é que se costuma meter mais consigo na rua?
É público de todo o género. E às vezes fico mesmo embasbacado. Veem os miúdos a gritar “é o Salgueiro, é o Salgueiro”. E eu nem faço a cena infantilizada para ter mais views. Percebo que bastantes pessoas me reconhecem na rua, nalguns casos é normal que seja já mais a partir das 23 horas que se metem mais comigo, já estão mais à vontade, mais bebidas [risos]. Às vezes tratam-me como se me conhecessem há imenso tempo e eu faço questão de parar e falar com a pessoa. Uma das coisas que costumo dizer é que quando o virtual se torna real é muito mais forte. É giro ver os likes e os números mas quando vem alguém ter contigo dizer que a filha agora anda toda motivada a treinar e se sente uma pessoa com mais confiança, e nada bate isso.

Na ficção portuguesa atual já se nota que há mais produções à procura do trabalho de duplos?
Acho que a ficção em Portugal está a melhorar drasticamente. Vemos cada vez mais vontade e muitos novos realizadores com vontade. Ainda há um atraso, que é normal devido ao contexto. Eu nem sou muito fã de queixas sobre os apoios mas a verdade é que um filme precisa de apoios, sejam eles de iniciativa privada ou não. Mas ainda há um longo caminho a percorrer em relação a produções estrangeiras. Digo com conhecimento de causa.

É uma questão de orçamento?
É o orçamento mas não só. O mindset, a maneira de estar no décor também é diferente. Ainda temos maus vícios, um certo laissez-faire de fazer as mesmas coisas há muitos anos. Mas a qualidade tem melhorado bastante e aposta-se mais em cenas da ação porque já se sabe que é possível fazer com boa coordenação e parecer mesmo hollywoodesco. Contudo, ainda falta um grande filme de ação português, os que houve foram do Nicolau Breyner há uns 15 anos. Isso ainda me deixa triste. Adorava ver um “Taken” à portuguesa. Um ator vai com a família ao Saldanha e de repente não sabem da miúda e o tipo despacha uma rede de tráfico, mata tudo à pêra, mas credível [risos], com perseguições ali pela Avenida da República. Pá, era uma coisa gira. Eu percebo, às vezes ainda é a cena muito europeia, não queremos ser tão óbvios na história. Mas às vezes uma história mais cliché, mas bem contada, pode funcionar muita bem. E o cinema precisa disso.

De grandes produções onde trabalhou, onde é que houve mais gozo?
Atenção: nós já temos boas condições para grandes produções. Temos praia, cidade, campo, tudo muito perto, somos baratos para gravar em comparação com outros países. Já fizemos ótimas cenas de publicidade, fizemos o “Night Train to Lisbon”, séries francesas, mas a que me deu mais gozo até hoje fui gravar lá fora com o David Chan. “The Hitman’s Bodyguard” (“O Guarda-Costas e o Assassino”, em português) com o Ryan Reynolds, o Samuel L. Jackson e a Salma Hayek. Tenho um pequeno papel em que estou num barco e o Samuel L. Jackson salta para o barco. Bem, no salto era o duplo dele mas depois também trabalhei com ele. O Samuel rouba-me o barco e eu caio à agua. Caí ao canal umas 42 vezes. Repetimos a cena uma cena inteira. Devo ter engolido imensa água do canal de Amesterdão. Deve haver lá de tudo [risos]. Mas foi espectacular.

E qual é “a” cena de luta, aquela que adorava ter estado lá?
A melhor de todas, e já tive o privilégio de entrevistar a pessoa que lutou contra ele, foi o Jackie Chan contra um kickboxer chamado Benny Urkidez. Foi incrível. Para muitos guardiões do bastião dos filmes de artes marciais é a melhor luta de sempre em cinema. “Wheels on Meals”. O Benny é um lutador eepectacular e o Jackie Chan viu nele a agressividade e a capacidade coreográfica. Iam bebendo um do outro. Aquele brainstorming antes da luta deve ter sido incrível. E vê-se que acertaram uma série de golpes, o ritmo da luta, a emoção, a comédia da luta, os pormenores brutais. Há uma cena brutal do Jackie Chan a recuar.

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