Ginásios e outdoor

Esta marca portuguesa de roupa de fitness cria peças para corpos reais

Aos 31, a personal trainer Sara Tomás decidiu lançar a sua marca — para ajudar as mulheres a treinarem de forma mais feminina.
São desenhados a pensar em todas as mulheres

O personal training “não é para a vida toda”, explica Sara Tomás, que antes dos 30 decidiu que estava na altura de encontrar algo para fazer fora do ginásio. Hoje, dois anos depois, é dona e gestora da ST Fitness, uma pequena marca de roupa de exercício para mulheres.

Da ideia ao lançamento foram rápidos meses. “Fui às fábricas perceber como é que se podia fazer uma peça, com que materiais, em que moldes. Percebi que envolvia muitos processos, do elástico às etiquetas. Quanto mais pesquisava, mais vontade tinha em avança”, conta à NiT.

O negócio só fazia sentido se estivesse ligado ao que Sara faz todos os dias: ajuda outras pessoas a ficarem em forma. Há dez anos que a formada em Atividade Física e Saúde pela Universidade do Porto trabalha como personal trainer.

Sara com o conjunto Walker (45€)

A ST Fitness nasceu oficialmente em junho de 2018 mas, como todas as pequenas marcas — e este é um negócio de uma só pessoa —, a curva ascendente não é certa e, quando sucede, como é o caso, é demorada. Dois anos depois, as vendas correm bem, apesar da pandemia: Sara vende uma média de 300 artigos por mês, até porque não depende só da loja online, já que elas estão disponíveis em alguns locais físicos.

Sara é sempre a primeira cobaia das novas peças. Sempre que uma sai das mãos da costureira, veste-a e vai treinar com ela. “Experimento tudo e depois dou conselhos à costureira sobre como melhorar a peça, acrescentar ou tirar centímetros, arranjar costuras que arranham”, explica.

Com a vantagem de ser ainda uma marca pequena, Sara Tomás aposta também na personalização. Não é raro receber mensagens de potenciais clientes a pedirem esta e aquela mudança nas peças, sobretudo nas cores. Sempre que possível, acomodam os pedidos.

Todos os produtos são 100 por cento portugueses, das malhas à confeção. O olho de Sara ao pormenor é outro dos pontos fortes. “Quero que o produto seja bom, confortável, esteja atento a pormenores como as pequenas transparências de que as mulheres não gostam. E sobretudo que fosse acessível”, sublinha.

Alguns dos conjuntos disponíveis

As peças apostam essencialmente na poliamida e elastano, para dar mais conforto. No look, apelam a uma estética mais feminina — até porque entre toda a transpiração, as mulheres têm que manter um “ar feminino”, nota — e no preço a todas as carteiras. As peças custam, em média, 25€.

Embora trabalhe todos os dias para se manter em forma, a ela e às suas alunas, Sara frisa que tem sempre em atenção todos os tipos de corpos, no momento de criar os modelos das peças. E isso é também visível nas imagens de promoção da marca.

“Vivemos numa era em que as redes sociais têm um grande impacto nas nossas vidas e as imagens influenciam os padrões de beleza. Trabalhando num ginásio, consigo ver que isso afeta cada vez mais pessoas, que procuram alcançar o corpo perfeito que viram no Instagram. E está comprovado que isso dá origem a muitos problemas”, frisa.

A criadora da marca mantém a convicção de que as marcas podem fazer a diferença nesta luta, se “aplicarem a diversidade de beleza nos seus produtos.”

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