Ginásios e outdoor

Está na hora de deixar o carro em casa: caminhar reduz (e muito) o risco de morte

Caminhar diminui a probabilidade de desenvolver doenças cardíacas, obesidade, diabetes, pressão arterial alta e depressão.

Já não é novidade que andar a pé tem vários benefícios para a saúde. Mas agora sabemos que dar cerca de 8 mil passos, que equivalem a 6,5 quilómetros, uma ou duas vezes por semana, reduz significativamente o risco de morte prematura. A conclusão é de um estudo, publicado esta terça-feira, 28 de março, na revista científica “JAMA Network Open”.

Os cientistas concluíram que aqueles que caminhavam 8 mil passos ou mais, uma ou duas vezes por semana, tinham 14,9 por cento menos hipóteses de morrer num período de 10 anos do que aqueles que não o faziam. Entre os que faziam longos percursos a pé entre três a sete vezes por semana, o risco de morte caiu para os 16,5 por cento.

Os benefícios para a saúde destas caminhadas parecem ainda mais marcantes para pessoas com 65 anos ou mais. “O número de dias por semana que alguém anda cerca de 6,4 quilómetros ou mais está associado [no estudo] a um menor risco de mortalidade cardiovascular e de todas as outras causas”, destacaram.

Para chegarem a estas conclusões os investigadores da Universidade de Quioto, no Japão, e da Universidade da Califórnia, em Los Angeles (EUA), analisaram dados de 3.101 adultos norte-americanos. Depois contabilizarem os passos diários registados pelos participantes entre 2005 e 2006 avaliaram a taxa de mortalidade registada no seio do grupo dez anos depois.

Dos participantes, 632 pessoas não conseguiram atingir o limite de 8 mil passos em pelo menos um dia da semana, 532 pessoas alcançaram ou ultrapassaram esse limite uma ou duas vezes por semana e 1.937 pessoas fizeram-no entre três a sete vezes por semana.

Andar a pé, de forma vigorosa, ajuda a reduzir o risco de desenvolver doenças cardíacas, obesidade, diabetes, pressão arterial alta e depressão.

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