Ginásios e outdoor

Francesa escalou a Torre Eiffel com uma corda — e bateu um recorde

Anouk Garnier, de 34 anos, trepou 110 metros apenas com a força dos braços. Mais 30 do que o anterior recordista.
Esteve um ano e meio a treinar.

Uma longa corda, muita força de braços e uma dose de coragem. Anouk Garnier precisou destes três ingredientes para bater o recorde mundial de escalada com corda, esta quarta-feira, 10 abril. Subiu 110 metros até ao segundo andar da Torre Eiffel, na capital francesa, em apenas 18 minutos.

A francesa de 34 anos, bicampeã mundial de corrida de obstáculos, estabeleceu uma nova fasquia absoluta na modalidade, ou seja, ultrapassou os patamares anteriormente definidos por Thomas Van Tonder e Ida Mathilde Steensgaard. Em 2020, o atleta sul-africano subiu 90 metros nas torres do Soweto, em Joanesburgo. Já a dinamarquesa escalou 26 metros com corda na Ópera de Copenhaga em 2022. Garnier trepou quatro vezes mais essa distância. 

Após um ano e meio a treinar intensamente, com “muitos altos e baixos pelo caminho”, não só conseguiu bater o recorde como o atingiu dois minutos mais depressa do que o previsto, revelou ao “The Guardian”. “O clima nem sempre foi meu aliado e tivemos que coordenar as agendas de todos os envolvidos neste projeto monumental”, acrescentou. “Se havia uma coisa de que nunca duvidei era que ia conseguir”.

Inspirada pelo feito de Steensgaard, decidiu começar a escalar. Tinha acabado de vencer o campeonato mundial de obstáculos e andava à procura de um novo desafio. “Perguntei-me onde poderia bater o recorde, pensei imediatamente num monumento”, explicou em entrevista ao programa “Clique”, no Canal+.

Escolheu a icónica Dama de Ferro, como também é conhecida a famosa torre, mas o processo não foi simples. “Para escalar a Torre Eiffel é preciso convencer muita gente”, realçou. Teve de solicitar autorização à empresa que gere o monumento, à Câmara de Paris, arranjar a corda com as especificações técnicas necessárias e, claro, fazer uma boa preparação física em simultâneo.

O meu sonho tornou-se realidade. É mágico, desabafou ao “The Guardian”, já detentora do recorde. Com o feito desportivo, Anouk Garnier quis também angariar fundos para a Liga contra o Cancro. A mãe da atleta sofre da doença e é uma causa na qual está ativamente empenhada.

 
 
 
 
 
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