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Fundador da Prozis: “Os bebés por nascer voltaram a ganhar direitos nos EUA”

Miguel Milhão está a ser duramente criticado nas redes sociais, com vários utilizadores a dizerem que vão boicotar a marca portuguesa.
A Internet não ficou contente.

Miguel Milhão, o fundador da Prozis, fez uma publicação no LinkedIn onde afirma que “os bebés por nascer voltaram a ganhar os direitos nos EUA”, após o Supremo Tribunal dos Estados Unidos reverter a decisão do histórico caso Roe Vs. Wade, que estabelecia o direito ao aborto, reconhecendo que a Constituição dos Estados Unidos protegia, em regra, a liberdade de uma mulher grávida que o quisesse fazer.

Em poucos minutos, o post escrito neste domingo, 26 de junho, já contava com dezenas de comentários. Um dia depois, acumula mais de 700. A maior parte são críticas ao fundador da marca portuguesa de suplementos. “Espero que nunca aconteça nada na família que faça repensar muito bem o que escreveu. Mas vamos sempre a tempo de alterar a nossa forma de pensar. Espero que repense. A Prozis fica com menos um seguidor”, diz uma utilizadora. “Absolutamente nojento. E preocupante que se sinta à vontade para publicar ideias destas numa rede social”, lê-se noutro comentário.

Entre ofensas ao ponto de vista de Miguel Milhão, há vários comentários que questionam o que é que as influencers patrocinadas pela marca farão após esta posição pública de Miguel Milhão. No seguimento desta pressão nas redes sociais, uma das criadoras de conteúdo digital que trabalha com a marca há mais de um ano já se pronunciou.

“Acho que a opinião do fundador é demasiado grave e totalmente desrespeitadora das mulheres e dos direitos que temos vindo a conquistar ao longo das últimas décadas”, conta Rita Belinha ao “Notícias ao Minuto”, acrescentando que vai acabar com a colaboração que mantém com a Prozis.

Perante toda a polémica, o fundador da Prozis comentou o caso. “Vejo comentários positivos e negativos. Pena a maior parte dos comentários negativos terem como o objetivo silenciar a minha opinião. Não me parece nem justo nem democrático”, conta Miguel Milhão à mesma publicação. “Gosto de ver os direitos das crianças que ainda não nasceram a ser tido em conta”, conclui.

 

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