Ginásios e outdoor

I Hate Jim: já abriu o primeiro estúdio do Porto dedicado ao indoor cycling

O novo espaço foca-se nas aulas de grupo, ao som de vários tipos de música. A primeira sessão é sempre gratuita.
Os três fundadores com o seu braço direito.

I Hate Jim. Pode não parecer, mas este é o nome do novo estúdio dedicado em exclusivo ao indoor cycling que abriu no passado dia 13 de abril, em Matosinhos, com um objetivo simples: diferenciar-se daquilo que são os ginásios normais. Por aqui, os sócios pedalam ao ritmo da música.

“Todo o nosso conceito é muito divertido, o nosso foco é mesmo tentar criar uma comunidade e não fazer com que o nosso novo projeto seja um frete, como acontece muitas vezes quando as pessoas pensam que têm de praticar exercício físico. Queremos ser um sítio onde elas gostem de estar, se divirtam, convivam e ao mesmo tempo percam algumas calorias. Além disso, somos o primeiro estúdio do Porto que é exclusivamente dedicado a esta modalidade”, conta à NiT, Rita Lopes, de 29 anos e uma das fundadoras.

A ideia surgiu em conjunto com o seu irmão, Francisco Lopes, atualmente com 31 anos, e com o amigo André Pedro, um ano mais novo. Conheceram-se na faculdade e começaram a passar férias juntos todos os verões durante a pandemia. Foi nessa altura, a meio de uma conversa em tom de brincadeira, que surgiu a ideia de criarem um estúdio deste género. Rapidamente, perceberam que o projeto se poderia tornar realidade.

“O gosto inicial do cycling surgiu do Francisco, ele mora fora de Portugal — na altura, estava em Berlim e agora já se mudou para a Dinamarca. Pelos vistos esta modalidade é muito comum lá fora. Numa das vezes em que veio de férias, começou a praticar também em Lisboa, onde na altura estávamos a viver.”

O jovem acabou por contagiar a irmã no dia em que decidiu levá-la consigo para participar numa aula. Passados uns tempos fizeram o mesmo com o André. De repente, e apesar de nenhum estar ligado à área do desporto profissionalmente — eles são licenciados em economia e ela em marketing e gestão —, viram aqui a oportunidade de terem um negócio só deles, como sempre tinham sonhado.

“O timing acabou por ser este porque achámos que era o certo, estávamos todos a mudar de vida. Eu, por questões pessoais, tive de sair de Lisboa e vim morar para o Porto, e eles mudaram os dois de países. Nenhum está por cá agora e sou eu que estou sempre no estúdio. Dediquei-me a esta nova profissão.”

A escolha do espaço foi super fácil. “Só vimos três locais diferentes e soubemos logo que este era a escolha certa. Apesar de eu estar mesmo a viver no Porto, eu e o meu irmão nascemos em Matosinhos. Este é o nosso porto de abrigo. Além disso, é uma das zonas que mais tem crescido desportivamente nos últimos tempos. Tem muitos novos conceitos, novos projetos e o público alvo que por lá anda é o mesmo que o nosso: as pessoas mais jovens.”

Foi desta forma que uma antiga mercearia deu origem a um estúdio de cycling: não existiam sequer paredes e, portanto o ponto de partida foi um espaço totalmente em branco, que puderam decorar ao seu gosto, com traços minimalista e mais simples. Tons beges, madeiras e um ar mais industrializado são os pontos de destaque que os fundadores escolheram.

“No fundo, somos uma discoteca diferente. Se aos 18 anos íamos para a noite dançar até de madrugada, aos 30 podemos vir para aqui ao sábado de manhã e divertirmo-nos na mesma medida. O ambiente está completamente escuro durante as aulas, só a professora é que é iluminada por um foco de luz. As alunas estão em cima da bicicleta a pedalar e a fazer movimentos de dança.”

Os 160 metros quadrados totais estão divididos em dois balneários, um com seis e outro com três chuveiros, uma casa de banho, uma sala de espera e a parte do estúdio em si, que tem 60 metros quadrados. A sala tem 26 bicicletas e cada sessão leva no máximo 25 alunos.

Logo na entrada fica a zona onde estão guardados os sapatos que podem ser utilizados. São específicos porque têm um equipamento próprio para encaixar nos pedais das bicicletas. Este último equipamento, “o topo do mercado nesta área”, foi bastante difícil de conseguir. Os sócios tiveram de esperar nove meses até os receberem — estavam esgotados em todas as partes do mundo.

Existem seis professores diferentes a coordenarem as sessões do I Hate Jim. “A Katiuska Cantillo (36 anos) foi o nosso braço direito. Veio da Argentina, onde já dava aulas há mais de dez anos. Foi ela que escolheu todos os outros instrutores e deu-lhes formação durante dois meses.”

Cada um dos profissionais dá a aula ao som do seu estilo de música preferido, com géneros que vão do hip-hop ao pop, passando pelos anos 80. Os alunos podem experimentar todos os registos e, no final, escolherem aquele de quem mais gostam. Afinal, a música é uma parte essencial do exercício.

Caso queira experimentar o novo estúdio de cycling, saiba que o espaço fitness não funciona por fidelização nem por inscrições, apenas por packs. Se quiser adquirir três aulas, o valor é de 30€, e cinco ficam a 60€. Existem ainda opções de dez sessões por 110€, 20 por 190€ e 30 custam 270€. Há também a possibilidade de optar por aulas avulso. Neste caso, cada uma custa 15€.

Carregue na galeria para conhecer melhor o novo I Hate Jim, em Matosinhos.

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