Ginásios e outdoor

Já pode experimentar o novo conceito de treino à medida dos millennials

Foi criado para se adaptar a gerações mais novas, mas pode ficar descansado: qualquer pessoa pode experimentar.
São 29 minutos.

O mundo dos ginásios continua em evolução e este ano de pandemia foi especialmente exigente na hora de adaptar às exigências do momento. Mas para alguns constituiu também uma oportunidade para reinvenção.

Foi o que aconteceu com o Elite Fitness, que aproveitou os últimos tempos para mudar todo o conceito tradicional de ginásio que ali vigorava. Houve máquinas a mudar de lugar, outras que até foram vendidas para dar lugar a novo material e até aulas de grupo à antiga que passaram a estar desatualizadas.

Os ginásios reabriram no passado dia 5 de abril, como parte da nova fase de desconfinamento, e ali esta ideia nova já está em funcionamento. E tem conquistado clientes que já conheciam o ginásio há mais tempo mas também novos curiosos. Percebe-se o porquê. Falamos de um treino orientado, que em meia hora consegue ser dinâmico, trabalhar diferentes áreas e num ambiente em que os detalhes não foram esquecidos.

Pedro Ferreira é o responsável pela cadeia com espaços em Alverca e Rio Maior que desenvolveu esta mudança. Não foi resultado de acaso ou capricho. “Nós éramos uma marca que só tinha aulas de grupo e treinos personalizados. E enfrentámos alguns problemas na implementação da sala de exercícios, não só pela equipa mas pela motivação de sócios ativos”. Era preciso inovar.

O que veio resultou de um trabalho de pesquisa ao longo dos últimos anos, com várias viagens a ginásios noutros países pelo meio, para perceber o que estava a dar.

Pedro Ferreira explica à NiT que ainda há muitos ginásios a funcionar nos moldes tradicionais: a pessoa entra num espaço amplo e tem diferentes máquinas e áreas de pesos onde pode ir trabalhar. Mesmo com limitações em tempo de Covid-19, é natural que dê por si à espera mais tempo do que queria para trabalhar com alguma máquina em particular.

“As novas gerações gostam de experiências mais rápidas e, intensas. Gosta de estar em espaços visualmente apelativos. E se fizermos um estudo há muitos ginásios que continuam exatamente iguais há 20 anos, parece que não se inovou”, afirma.

Lá fora a ideia tem sido tratada como boutique, explica-nos o antigo instrutor, e é fácil de ver por que razão tem chamado a atenção não só de millennials mas de um público mais normal de ginásio, que por vezes até se intimida um pouco com a proximidade de outros clientes, mais dedicados “ao ferro”, como brinca Pedro Ferreira, falando sobre quem se dedica especialmente a levantamentos de pesos e afins.

O modelo funciona em forma de circuito, sendo que há margem para definir a priori o que se vai passar. “Dividimos o circuito em cinco partes mas damos autonomia ao utilizador”, explica. A ideia aqui, no entanto, não passa por perder muito tempo a decidir quantas máquinas e quantas repetições há para fazer.

“Uma pessoa entra no nosso circuito, já sabe que o treino não vai demorar mais do que 29 minutos, vai ter o acompanhamento do instrutor. E já sabe que vai ser divertido: a única coisa que precisamos de saber é o que a pessoa quer trabalhar.”

A isto junta-se um cuidado ao nível do ambiente. As luzes e a música vão também oscilando ao longo do rápido circuito. “O treino carateriza-se por partes de descanso e ativação. Há intervalos de repouso e tempo sob tensão. O jogo de luzes e a música estão sintonizadas com isto. Na parte de repouso, a música baixa e as luzes perdem intensidade; quando é para retomar exercício, a luz aumenta de intensidade e a música sobe também”. O instrutor está no centro da sala, conseguindo ver todos os utilizadores ao mesmo tempo, para acompanhar o ritmo do treino. Os detalhes em néon dão também um look diferente ao espaço daquilo a que estamos habituados.

Pode entrar a meio do circuito.

O conceito no Elite Fitness é conhecido como Free. Há marcações prévias para estas sessões mas não tem mal se se atrasar. Pode entrar a meio do circuito ou esperar um pouco para começar do primeiro até aos 29 minutos completos. Há zonas cardio e específicas de aquecimento onde se pode ir preparando para o momento em que vai entrar no circuito.

Na hora de trocar alguns dos aparelhos, a aposta foi em máquinas mais simples, tudo para que a pessoa menos experiente não perca tempo a tentar decifrar um complicado puzzle. Não haverá daquelas dúvidas existenciais sobre “de que lado é que me sento” ou “onde é que ponho as pernas”.

A ideia já estava a ser pensada há algum tempo mas em tempos de pandemia permitiu uma adaptação muito própria: a distância de segurança está sempre garantida, já que há sempre uma direção a seguir, do início ao fim do percurso de treino.

O circuito permite que os próprios cuidados de higienização sejam agilizados. “No nosso conceito, em cada mudança de máquina, pára tudo, cada máquina tem spray e toalha e são os próprios utilizadores que desinfetam a cada ronda. Somos quase uma máquina de desinfetar a cada minuto”, brinca Pedro Ferreira, salientando que isto dá também uma noção maior de segurança aos utilizadores.

Os preços no Elite Fitness são de 9,90€ por semana e tem margem para decidir quando e como quer entrar no circuito. É uma meia hora muito prática de treino em que se evita a ideia de repetições, que por vezes podem ser um desafio à motivação. E se for um dia para treinar a dobrar, é só preparar-se que há mais 29 minutos pela frente, prestes a começar.

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