Ginásios e outdoor

Joana perdeu 30 quilos em sete meses mas tem outros 30 para perder este ano

Com 120 quilos aos 43 anos, achou que estava na altura de mudar finalmente de vida. E está a conseguir.
Joana quer perder 60 quilos.

“O falecimento de uma pessoa que conhecia e que tinha excesso de peso fez um clique em mim. Pensei que se não mudasse de vida, poderia acontecer-me também. Tinha de mudar a minha forma de estar, de ser e começar a fazer exercício físico.” Foi com este pensamento que Joana Gomes decidiu começar o enorme — gigante — processo de perda de peso.

Imigrada com o marido na Alemanha, Joana não quis correr o risco de ficar de fora das atividades em família. “Tenho três filhos [22, 17 e 5 anos] que ainda precisam de mim. Se mantiver este estilo de vida durante mais tempo, nada me garante que consiga sobreviver a uma simples doença”, conta à NiT.

Aos 43 anos, achou que estava na altura de perder entre 50 e 60 quilos e recuperar a sua vida. Sempre teve grandes oscilações de peso e experimentou quase todas as dietas e planos de emagrecimento. “Quando realmente ganhei mais peso e atingi os 120 quilos foi com uma gravidez de risco que aconteceu ao mesmo tempo de uma depressão. O peso disparou muito para além dos seus normais 60 quilos”, conta a gestora de projeto.

Joana já mudou de país quatro vezes: “O facto de mudar constantemente e o stress que isso gera — aprender uma nova cultura e uma nova língua — também não ajudou e o peso foi aumentando sempre.” Neste momento trabalha como gestora de projeto numa agência da União Europeia, na Alemanha, e conseguiu finalmente conciliar os treinos diários com o emprego. 

Decidiu recorrer à ajuda do personal trainer Tiago Reis Silva que, além do acompanhamento dos treinos, tem uma equipa de nutricionistas e coachings que fazem um acompanhamento dos clientes 24 horas por dia. 

Como a gestora não trinava antes de começar este processo, “a parte mais complicada é manter a alimentação saudável e a disciplina nos treinos.” No entanto, neste momento, treina cinco a sete vezes por semana. “Costumo fazer cross training e uso apenas o que tenho em casa, quer seja elásticos, garrafões de água ou até sacos de arroz”, diz Joana.

“As três áreas importantes para qualquer pessoa perder peso são o treino, nutrição e acompanhamento”, acrescenta o personal trainer.

Depois de perder os 30 quilos, e já ter uma disciplina de treino e alimentação, Joana passou para o programa Private Club, do personal trainer, onde tem acesso a treinos e planos alimentares personalizados, no entanto já não há o acompanhamento diário. Faz treinos normais que, antigamente, era impensável conseguir fazer. 

São treinos bastante intensos. No início apenas utilizou o peso corporal: “Já pesava 120 quilos, não precisava que adicionasse mais peso ainda”, brinca o PT. Mais tarde começou a introduzir os exercícios funcionais [que ajudam a fazer os movimentos do dia a dia, como sentar, pegar em coisas, subir escadas], pesos e corrida. Além de utilizar os grupos musculares que fazem aumentar o défice calórico. 

Joana sempre fez treinos funcionais, no entanto, o que foi mudando foi a intensidade dos treinos. Faz um treino online com o personal trainer, mas treina nos restantes dias com o plano personalizado. “No início a corrida estava fora de questão, mas hoje já consegue correr cinco quilómetros. Se dantes fazia agachamentos com o peso do corpo, hoje já pega em 10 ou 15 quilos”, conta Tiago. 

A nutricionista Joana Machado Carvalho, que trabalha em conjunto com o PT, ajudou a educar a gestora de projeto em termos de alimentação. “Tinha uma alimentação completamente disfuncional”, conta Tiago Reis Silva à NiT. Trabalha muitas horas, bebia pouca água e passava muito tempo sem comer. Neste momento, diminuiu bastante o consumo de açúcar e hidratos de carbono, além de que prefere vegetais em vez das massas, arroz, batatas, fritos ou doces. 

“Não há coisas que sejam proibidas de ingerir, com disciplina tudo se faz. Continuo a comer doces se quiser, no entanto, treino muito mais nos dias seguintes e não faço desse consumo um hábito. Tive de aprender a encontrar um equilíbrio e não apenas eliminar alimentos do prato”, explica Joana. Aos domingos, Joana prepara as suas refeições para toda a semana. Nos outros dias, se cozinhar, fá-lo apenas para o resto da família. 

Qual foi o papel da família? “Apoiar-me para ter mais tempo para mim própria”, conta. Coisas que normalmente faria, neste momento é o marido que as faz para ter entre 60 e 90 minutos para treinar e tomar conta de si. “Este tempo que era dedicado à família, agora o meu marido encarrega-se disso e posso focar-me mais em mim.”  

Além de sentir-se menos ativa, Joana estava mais vezes de mau humor: “O facto de uma pessoa ter mais peso, estar sempre cansada e com falta de ar, ou até a transpiração constante altera o humor e a boa disposição. Quando o peso começou a diminuir comecei a sentir-me mais ativa e mais capaz de fazer as coisas”. 

As atividades em família já não são postas de lado e a mulher de 43 anos sente-se novamente ativa e capaz de passear, correr e jogar com os filhos e marido. “Se ficava reticente quando a família queria dar um passeio pela floresta, agora isso já não acontece porque já não fica tão cansada e com dores. Hoje sou a primeira a querer fazer as atividades. Sinto-me muito mais ativa e saudável”, conta.

Para 2022, Joana só tem um meta: perder mais peso. Quer chegar aos 60 quilos e acredita que com a ajuda de Tiago Reis Silva e da família vai certamente conseguir: “Quero perder entre 20 a 30 quilos em 2022 e depois é preciso manter.”

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