Ginásios e outdoor

José Sá: o guarda-redes da Seleção também pega nas raquetes do Black Padel

O jogador do Wolverhampton decidiu investir num negócio desportivo e abriu o seu próprio clube. Tem oito campos.
O jogador é um dos proprietários.

As bolas de futebol não são as únicas que vão parar às mãos de José Sá nos últimos anos. O guarda-redes da Seleção nacional e atual jogador do clube inglês Wolverhampton também se tornou fã de padel. A modalidade que mistura ténis com o squash é a que mais gosta de praticar nos tempos livres, revela a mulher do guarda-redes, Raquel Jacob, à NiT.

Ao contrário do futebol, o padel é sempre disputado em duplas — outra das características que o futebolista de 31 anos mais aprecia. “Mais do que lhe fazer bem ao corpo, acredita que faz bem à mente, graças ao convívio que proporciona”, acrescenta Raquel. João Moutinho é um dos colegas com quem costuma “bater bolas”.

 A relação de José Sá com o padel é tudo menos passageira, o jogador já pensava oficializá-la “há muito tempo”. Queria investir num negócio onde pudesse ter os seus próprios campos, mas o sonho só se realizou recentemente com a abertura do Black Padel, em Perafita, Matosinhos. A data de inauguração ainda não está definida, pois estão a concluir os últimos retoques e a substituir o telhado. O clube, com mais de 5000 metros quadrados e oito campos, está em regime de pré-abertura desde fevereiro.

“Há muito tempo que ele tinha vontade de fazer isto, mas nós pensamos sempre as coisas em conjunto — e eu ia sempre travando a ideia. Ainda vivemos em Inglaterra e, apesar de aqui [em Wolverhampton] não haver oferta deste tipo, por ser uma cidade relativamente pequena, não queria investir em algo que teríamos de vender quando o contrato dele terminasse. O investimento não me parecia viável”, explica Raquel Jacob.

Ainda ponderaram avançar sozinhos em Portugal, mas concluíram que fundar um clube de padel na região onde gostariam de investir também não seria viável. “Não tínhamos ninguém que pudesse ficar responsável pelo negócio enquanto não estivéssemos lá, porque a nossa família é de Braga e teria que se mudar, o que não faria sentido. A ideia acabou por ficar em stand-by. Gostava de a concretizar, mas aquele não era o momento certo, nem o local”, recorda.

Tudo mudou quando apareceu Jorge de Freitas, o sócio do casal no Black Padel. O empresário é também apaixonado pela modalidade, tal como o jogador. Um dia, passou por um pavilhão vazio e pensou que seria o local ideal para acolher o projeto que tinha em mente. “Fica numa zona meio-industrial, meio-habitacional, onde não existe trânsito e é de fácil acesso.”

Numa conversa informal com um amigo, contou-lhe o que tencionava fazer, e foi esse amigo que sugeriu José e Raquel como potenciais parceiros de negócio. “Ligou-me e fui tomar um café com ele no próprio dia. Cheguei às 23 horas e ficamos até às duas da manhã a discutir os pormenores. Já tinha o local pensado e confiei nele. Assim que cheguei a casa, liguei ao meu marido para lhe contar os detalhes. A resposta dele foi imediatamente afirmativa, que íamos avançar. O sonho acabou por vir ter connosco, acho que ele pediu tanto ao universo que acabou por se realizar”, esclarece.

O projeto arrancou em agosto de 2023, com as obras a começarem no final de setembro. Ao longo do último ano, Raquel passou pelo menos uma semana por mês em Portugal para coordenar a obra e fazer o design de interiores.

Raquel admite que também funciona como intermediária entre os dois homens. “A vida fez com que se encontrassem, ambos são sonhadores e apaixonados pela modalidade. Se não fosse eu, eles teriam gastado todo o dinheiro em ideias antes de existir algo concreto”, brinca.

Durante as ausências do casal, é Jorge de Freitas que cuida de tudo. “Está tão empenhado como nós”, assegura Raquel.

 

 
 
 
 
 
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No espaço, encontrará cinco campos azuis e três pretos, estes últimos mais exclusivos (VIP), que oferecem algumas regalias, como um balneário próprio e acesso a uma zona também exclusiva, onde é possível celebrar aniversários de forma divertida, sem ser um jantar típico. É um espaço de convívio. No futuro, estará disponível uma área de fisioterapia e massagens desportivas.

O clube conta ainda com uma loja da adidas com provador, uma área exterior com esplanada e um bar que serve cocktails, com música durante o verão. Há um posto médico e uma zona de aquecimento, onde os atletas podem praticar bicicleta, remo e trabalhar com elásticos, por exemplo. Existe também um parque de estacionamento para cerca de 50 carros, incluindo dois postos de carregamento elétrico.

Nos balneários encontram-se várias comodidades, como secadores, placas para alisar o cabelo, zona de maquilhagem, espelhos de corpo inteiro e produtos como discos desmaquilhantes e cotonetes. A decoração escolhida é maioritariamente em tons escuros, condizente com o nome Black Padel. Porém, também existem elementos distintivos que tornam o espaço “acolhedor e não claustrofóbico”, como as madeiras de tons claros e a vegetação na área social.

O nosso objetivo é que todos os atletas se sintam acolhidos e tão confortáveis como em casa, mas numa casa de luxo que foi cuidadosamente planeada — e com preços semelhantes a qualquer outro clube”, sublinha Raquel.

Os campos podem ser alugados por períodos de 90 minutos. Entre as 17 e as 23 horas, os azuis custam 8€ por pessoa e os pretos (VIP) custam 10€. Antes das 17 horas e a partir da 9 horas, os preços descem para os 4 e 5€, respetivamente. O clube ainda não foi inaugurado oficialmente, mas já é muito concorrido. “Ainda estamos em soft-opening, e no horário de maior movimento, recebemos cerca de 150 pessoas, sem contar aquelas que vêm logo de manhã e durante a hora do almoço.”

É possível ter aulas individuais ou em grupo e o equipamento pode ser alugado: as raquetes adequadas para iniciantes custam 2€. Existem também outros modelos, mais avançados, que os atletas mais experientes podem experimentar antes de decidirem comprá-los.

Raquel a jogar num dos campos VIP.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    R. do Progresso 329, Perafita
    4455-531 Matosinhos
  • HORÁRIO
  • Segunda a sexta-feira, das 9 às 11 horas e fins de semana das 9 às 21 horas

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