Ginásios e outdoor

Luana Mendes ultrapassou a depressão e a bulimia e hoje é feliz com um corpo de sonho

Engordou 25 quilos em nove meses, mas quis mudar de vida. Cuidou da saúde mental e conseguiu o corpo que sempre desejou.
Hoje o desporto é a sua vida.

Luana tem apenas 23 anos mas já treina em ginásios há mais de uma década. A influenciadora, com mais de 500 mil seguidores no Instagram e 700 mil no TikTok, quer mostrar que com a determinação certa e muito trabalho conseguimos ter o corpo que queremos. E a dieta não tem de ser pesada, restrita e rigorosa para poder ficar em forma. Aos fins de semana pode comer o hambúrguer ou chocolate que tanto deseja — e não há mal nenhum. 

A brasileira sempre foi “gordinha e com baixa autoestima” — palavras da própria. Um ano depois de entrar para o ginásio mudou-se para a Noruega e em apenas 9 meses ganhou 25 quilos e alguns problemas de saúde mental e alimentar. “Nunca gostei do meu corpo”, confessa em entrevista à NiT.

De volta ao Rio de Janeiro um ano e meio depois, o desporto ajudou-a a superar uma depressão, a compulsão alimentar e até a bulimia. Atualmente, está a acabar a segunda licenciatura, desta vez em Educação Física, e quer tornar-se personal trainer no ginásio DNA. A treinadora Carol Vaz, que também já contou a sua história à NiT, é uma aliada imprescindível de Luana.

Começou a treinar num ginásio aos 15 anos. Porquê?
Sempre tive um problema de baixa autoestima era infeliz com o meu corpo. Cheguei a ficar mais de três anos sem ir à praia e sem usar calções ou roupas justas. Tinha alguma barriga e isso incomodava-me. Tinha muita vergonha de mim. As minhas amigas partilhavam roupa entre si e nunca fiz isso porque não me serviam. Quando entrei no ginásio, em 2014, comecei por gostar das aulas de grupo porque me sentia muito apoiada. 

Como decorreu o processo de perda de peso?
É um processo que tem altos e baixos. As pessoas pensam que se começa o processo de emagrecimento e que o peso só baixa, mas a verdade é que comigo não foi assim. Em 2015 mudei-me para a Noruega e vivi lá durante um ano e meio. Desenvolvi uma depressão, uma compulsão alimentar e bulimia: era um país muito frio, não tinha os meus amigos e não gostava de lá estar.

Isso fez com que parasse de treinar?
Nunca parei, mas mesmo com o treino engordei 25 quilos em apenas nove meses. Cheguei a pesar quase 90 quilos. Foi o período da minha vida em que mais peso tive. Engordei o dobro do que tinha emagrecido desde que entrei no ginásio em 2014 até ir viver para a Noruega. Voltei para o Brasil ao fim de um ano e meio e comecei novamente o processo de emagrecimento.

A evolução de Luana aos longos dos anos.

Porque é que se mudou para a Noruega?
A minha mãe é casada com um norueguês e mudei-me no final do secundário. Fiz um curso de personal trainer lá, por hobbie. Não que quisesse trabalhar com isso no futuro, mas era um assunto que me interessava na altura e decidi apostar. Entretanto quando regressei ao Rio de Janeiro entrei na faculdade e licenciei-me em Ciências Sociais. 

Regressar ao Brasil foi difícil?
Sempre achei que na Noruega tinha uma qualidade de vida e de ensino melhor, mas não gostava da minha vida lá. Não me adaptei ao clima nem ao país. A vida no Brasil é muito mais difícil, mas sou mais feliz. 

Como é que recuperou dos problemas alimentares?
A principal causa destes transtornos alimentares era psicológico. Não adianta querer ter um corpo bonito se a mente não está saudável. Antes de ter um corpo bonito, temos de cuidar da nossa saúde mental. Quando fui para a Noruega não estava feliz. Entretanto, regressei ao Brasil e comecei a cuidar da minha cabeça e a minha vida realmente melhorou. Atualmente, faço terapia com um psicólogo para ter sempre acompanhamento e alguém que me ajude a tratar os transtornos alimentares. 

Já conseguiu recuperar por completo?
A bulimia não tem cura, mas tem períodos em que conseguimos mais ou menos controlar a doença. É importante identificar os gatilhos que desencadeiam esta vontade de querer comer tudo e vomitar a seguir. Já consegui identificar os meus, com a ajuda da psicóloga, e tento sempre evitá-los.

Quais são os seus gatilhos?
No meu caso, era o facto de não ter nada para fazer e ficar aborrecida, frustada, chateada ou triste. Agora tento ter outros mecanismos de fuga e fazer outras coisas para contornar estas situações. Se antigamente ficava em casa quando estava cansada e começava a comer demais, agora tento fazer muitas atividades e manter-me ocupada com passeios, saídas com amigos, corridas e treinos no ginásio. No fundo, tive de arranjar outras formas de sentir prazer que não fossem comida.

Teve de parar de treinar para recuperar da bulimia?
Nunca tive de parar de treinar, pelo contrário. O ginásio ajudou-me muito a lidar com as crises de ansiedade e com os próprios transtornos alimentares. A atividade física funciona como uma terapia.

@luanasmendes1

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Como conseguiu mudar a sua alimentação?
Durante muito tempo vomitava tudo o que comia com medo de engordar. Tinha compulsão alimentar porque comia tudo o que me aparecia à frente — comia mesmo muito, mas depois vomitava tudo. No dia seguinte, ficava com sentimentos de culpa e de fracasso. Hoje em dia sigo uma dieta que não é muito restritiva. 

E como funciona essa dieta?
Como bem e como de tudo um pouco. Alimento-me de forma saudável, mas nada muito restrito. Se me restringir muito, há uma altura em que não dá mais e volto a ter compulsão alimentar. A forma que funciona melhor para mim é ter uma alimentação saudável, mas prazerosa. Aos fim de semana como hambúrgueres, pizza, bolos, chocolates e até gelados, mas durante a semana tento alimentar-me da forma mais correta possível. 

Já conseguiu atingir o corpo que quer?
Mais ou menos. Treino seis vezes por semana durante duas horas por dia, mas ainda há coisas que quero mudar. Tenho noção do que já conquistei, mas quero sempre melhorar algumas coisas no meu corpo.

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