Ginásios e outdoor

A máquina que faz magia e é usada por Madonna, Gwyneth Paltrow e Naomi Campbell

Chama-se Gyrotonic e é a escolha de cada vez mais figuras famosas. A NiT explica-lhe porquê.
Leve e super dinâmico.

Ele tem 2,16 metros e formou com Kobe Bryant uma das duplas mais invencíveis da história da NBA. Ela até já viveu em Lisboa e, aos 62 anos, continua a ser uma força em palco. Falamos de Shaquille O’Neal e Madonna. E são apenas dois exemplos.

A cantora e o basquetebolista contam com a companhia da atriz e empresária Gwyneth Paltrow mas também do ex-campeão mundial de surf Kelly Slater ou da antiga super-modelo Naomi Campbell. E o que têm todos em comum? Uma máquina de treino que tem conquistado fãs e que por cá ainda está a ser descoberta. Falamos da Gyrotonic.

Em Portugal, encontra-a apenas em muito poucos lugares. Há, por exemplo, o Estúdio Equilibrium em Lisboa, o Primum Studio Pilates em Viseu, ou o Gyrotonic – Instituto Terapias do Lago, pioneiro no Porto, como nos explica o gestor do espaço à NiT, Amine Benderra.

O Instituto do Lago é espaço já com história — uma de família. O projeto tem três décadas de vida e foi uma aposta dos pais de Amine, ambos fisioterapeutas e osteopatas. Amine seguiu as pisadas familiares e está responsável por este espaço de treino na Rua Professor Mota Pinto, no Porto.

Há 10 anos que o Instituto do Lago trabalha com a tal máquina. Mas não se pense que falamos de uma simples máquina milagrosa caída do céu. Há aqui toda uma filosofia a ter em conta que tem a vantagem de ser super abrangente.

Amine explica-nos que em 1985 a gyrokineses era já divulgada em Nova Iorque. Foi uma ideia de Juliu Horvarth, bailarino clássico, ginasta e nadador, que tem por base a conjugação de princípios chave de diferentes modalidades. E nasceu da necessidade. “Ele teve algumas lesões devido ao treino excessivo da dança e começou a desenvolver métodos para se conseguir reabilitar”, explica Amine.

Havia portanto toda uma ideia sobre corpo e movimento a anteceder a chegada da máquina que faria sucesso. E é fácil de perceber porquê. A ideia aqui não passa por investir uma fortuna a apetrechar a sua casa. Este é o tipo de máquina que se trabalha com orientação e que funciona como um complemento: sairá daqui mais apto para outras tarefas e desafios. Acima de tudo porque se irá conhecer melhor. É isso que o torna um treino inteligente.

Não é por isso acaso algum que a máquina possa ser usada por diferentes pessoas, nas mais diversas circunstâncias. “Aqui trabalhamos com pessoas de cadeira de rodas, com canadianas, com pessoas de 30 anos ou com 80, com pessoas que se sentem bem ou menos bem, já tivemos pessoas que foram operadas a hérnias discais e ainda sentiam algum desconforto, treinos em altura de pré e pós-parto, temos também bailarinos e atletas de alto rendimento à procura de conseguirem mais amplitude nos movimentos”, especifica o responsável do espaço.

Há sessões experimentais.

“Muita gente procura-nos por dores ou desconfortos que têm, por exemplo na coluna”, onde este método se tem destacado. “Ao mobilizarmos a coluna vamos dar-lhe mais flexibilidade e aliviando algumas tensões musculares, mas também fortalecê-la para conseguirmos suportar as cargas do dia a dia. Mas este é também um método super suave e adequado até para a pessoa fazer uma transição de um nível mais sedentário para um nível mais ativo”, acrescenta.

Afinal, o que é que esta abordagem tem que permite esta variedade de utilizadores? Acima de tudo, é uma ajuda para percebermos pequenos detalhes que por vezes nos escapam no dia a dia e que com o tempo irão ter consequências.

Nas máquinas que se encontram no espaço desenvolvido pelo Instituto do Lago é possível trabalhar diferentes cadeias musculares. É também muito prática neste aspeto. Mas a filosofia do espaço é mais abrangente. “Temos por norma não nos focarmos muito em exercícios segmentados. Acreditamos no corpo como um todo. Todo o nosso espaço é direcionado para a gyrokinesis e aconselhamos sempre exercícios para as pessoas serem mais autónomas e complementarem os treinos em casa”, conta Amine. Ainda assim, há uma razão pela qual gostam que a pessoa comece a trabalhar logo pela máquina.

A máquina consegue potenciar mais o treino, dá maior resistência e permite amplitudes maiores de movimento. Na prática, “promove uma expansão do corpo”, explica à NiT. “Costumamos dizer que uma pessoa, após uma sessão, sai daqui mais solta, mais leve, com aquela sensação de maior leveza. Até a postura é diferente”. E a postura aqui é chave.

Nestes tempos de teletrabalho, por exemplo, não será de estranhar que as costas se tenham ressentido a dada altura de tantas horas sentado em frente a ecrãs (do sofá para a mesa de trabalho e vice-versa). E mesmo quem está habituado a treinar não está imune a pequenas falhas.

Mesmo para uma pessoa ativa as rotinas podem ser um pouco estranhas para o corpo. “Hoje em dia movemo-nos pouco e quando nos movemos vamos para o ginásio, o que não é mau, mas trabalhamos os movimentos de forma mais linear. Aqui trabalha-se com movimentos mais circulares”.

Amine poderia ser pessoa suspeita para nos falar dos benefícios da máquina mas o Gyrotonic não é como se fosse um qualquer eletrodoméstico, em que colocamos lá dentro o que é suposto a máquina trabalhar (neste caso o nosso corpo), ligamos e voilá. “Não sou de todo a pessoa que diz que o gyrotonic é a chave para tudo e aconselho sempre as pessoas a fazerem um pouco de tudo. Mas é um ótimo complemento para qualquer dieta de treino”.

As máquinas existem porque nos vão ensinando a adotar uma postura correta. Às vezes podemos pedir a uma pessoa para ficar direita e ela pode não ter uma noção precisa disso, mas se formos implementando as coisas, dia sim, dia não, e corrigindo, as posturas começam a ser mais assimiladas pelo corpo e uma das coisas que o Gyrotonic motiva muito nas pessoas é isso. Às vezes a pessoa experimenta uma vez e sai logo com mais noção das posturas que deve ter”.

Nesta altura em que os ginásios já reabriram, embora ainda sem aulas de grupo, o Instituto do Lago conta com aulas experimentais (25€ uma sessão) para quem quer descobrir a gyrokinesis e a gyrotonic em particular. Existem mensalidades individuais (175€ por um treino por semana ou 325€ duas vezes por semana) e aulas semiprivadas, de duas a três pessoas (120€ e 220€ dependendo de serem uma ou duas sessões de treino por semana).

 

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT