Ginásios e outdoor

Nem tudo é o que parece: esta PT mostra como uma pose muda o corpo

Sierra Nielsen também alerta que uma foto pode esconder uma depressão, inseguranças e muitos outros problemas.
Tem mais de 280 mil seguidores.

Há cada vez mais pessoas a denunciarem que nem tudo aquilo que de vê nas nas redes sociais, especialmente no Instagram, corresponde à realidade. Uma delas chama-se Sierra Nielsen e é uma personal trainer, nutricionista e coach que soma mais de 286 mil seguidores na sua conta.

A instrutora americana, que nasceu no Nebraska, ajuda diariamente pessoas a reconhecerem o seu valor, a construirem confiança e a ficarem saudáveis “de dentro para fora” — e nunca o oposto.

Embora, a PT de 35 anos sugira treinos para trabalhar partes do corpo específicas, não tem quaisquer problemas em mostrar que até quem trabalha no mundo do fitness e aparenta ter corpos perfeitos, também tem gorduras e até inseguranças.

“A saúde sempre foi uma prioridade para mim? Sempre me senti confiante na minha própria pele? Absolutamente, não. Toda a minha vida lutei com problemas corporais. Passei anos a fazer dietas e compulsão alimentar. Estava sempre a inventar desculpas para as minhas decisões erradas quando se tratava de saúde”, conta numa publicação onde mostra uma fotografia sua com 23 anos e outra já com 33.

“O meu eu de 23 anos ficaria em estado de choque ao ver-me de calções e top curtos como se nada fosse, com tanta confiança (…) Pode haver uma diferença de 11 quilos entre estas duas fotografias. Mas a diferença real? O que aconteceu com o meu coração e a minha alma”, continua.

Foi aos 23 anos que a mãe de Sierra voltou a ser diagnosticada com cancro e que o seu sobrinho morreu poucos minutos depois de o ter ao colo pela primeira vez. Em 2015, a mãe acabou por morrer enquanto segurava a sua mão. Nesse momento, prometeu que nunca desistiria. Deixou tudo para trás e começou uma nova vida, onde o fitness, a saúde e o bem-estar se tornaram o mais importante.

“Aprender a amar e a cuidar de mim, no meio das minhas lutas, mudou completamente a minha vida. Dez anos depois, estou mais forte mentalmente, fisicamente, espiritualmente e mais confiante e segura do que nunca.”

As denúncias dos ângulos das fotos e os alertas para a saúde mental

São dezenas as publicações em que Sierra Nielsen mostra que colocar a mão de uma determinada forma, curvar o corpo num certo ângulo ou inclinar mais o corpo pode esconder uma estria, uma gordura e mudar totalmente aquilo que é a verdade.

“A transformação mais rápida de sempre. Em apenas dez segundos. Louco, o que uma simples de mudança de pose e uma cueca velha podem fazer, ham? Estas fotos são o meu corpo. Real e não editado. E os dois são lindos”, defende.

A PT confessa que costumava odiar as suas fotografias de costas, uma vez que nunca eram parecidas àquelas que via online e considerava perfeitas. Isso mudou quando percebeu que a maioria das fotos que vê nas redes sociais eram posicionadas ou manipuladas para terem  aquela aparência. “Não se deixem enganar, não desanimem”, pede aos seguidores.

Noutras publicações, Sierra apela ao cuidado que se deve ter com certos comentários. Existem pessoas com inseguranças ou saúdes mentais mais débeis que não precisam dos chamados “conselhos de saúde” ou “preocupações por parte de estranhos”.

“Tu não és médico, treinador, nutricionista ou técnico de saúde. Tens zero qualificações. Fizeste isso porque alguém pediu ajuda? Corpos saudáveis vêm em diferentes formas e tamanhos. Nem sempre é possível identificar o estado de saúde de alguém apenas  olhando para ele. A tua perspetiva limitada do que significa ser bonito e saudável é problema teu, não deles [das pessoas a quem faz comentários]”, escreveu.

Sierra também aproveitou o Dia Mundial da Saúde Mental, que se celebrou a 10 de outubro, para partilhar uma montagem onde surge de um lado a chorar e do outro a sorrir. Lá, mostra que a depressão tem aqueles dois rostos. Pelo que uma fotografia perfeita nem sempre tem por trás uma vida perfeita. E isso, garante, pode aplicar-se em qualquer publicação que vemos, pelo que nunca devemos comparar a nossa vida com aquelas que vemos, ou pensamos ver, nas redes sociais.

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