Ginásios e outdoor

Nike proíbe venda de produtos de clubes entre países da Europa (e é multada)

O caso foi investigado pela Comissão Europeia durante os últimos dois anos.
As práticas ilegais duraram 13 anos.

Nos últimos 13 anos, a Nike proibiu a comerciantes autorizados a venda de produtos oficiais de clubes e federações de futebol entre países da Europa. A Comissão Europeia investigou o caso durante os últimos dois anos e esta segunda-feira, 25 de março, multou a marca norte-americana em 12,5 milhões de euros.

Na prática, um produto de um clube espanhol não podia ser comercializado em Portugal ou França, por exemplo. Existiam várias restrições ilegais dentro do Espaço Económico Europeu que violavam as regras de concorrência da União Europeia.

A proibição, que aconteceu entre 1 de julho de 2004 e 27 de outubro de 2017, abrangia produtos como canecas, bolsas, lençóis, artigos de papelaria e brinquedos — todos protegidos por direitos de propriedade intelectual pertencentes à Nike.

Eram “produtos de merchandising de alguns dos clubes e federações de futebol mais conhecidos da Europa”, explica Bruxelas em comunicado. 

De acordo com o jornal americano “Financial Times“, entre os clubes cujos produtos estiveram envolvidos nas contraordenações estão o FC Barcelona, o Manchester United, a Juventus, o Inter de Milão e o AS Roma, bem como a federação nacional de França.

“Os fãs de futebol frequentemente apreciam produtos de marcas das suas equipas preferidas, como camisolas ou cachecóis. A Nike impediu muitos dos seus licenciados de venderem estes produtos em países diferentes, levando a menor escolha e maiores preços para os consumidores”, diz na mesma nota a comissária europeia para a concorrência, Margrethe Vestager.

A decisão dá a certeza de que os retalhistas e os consumidores podem aproveitar ao máximo a possibilidade de comprar em toda a Europa. A medida surge, ainda, para garantir “uma maior variedade de produtos e melhores ofertas”.

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