Ginásios e outdoor

Reset Society: novo estúdio de Lisboa quer ser “um oásis para fugir à confusão da cidade”

O objetivo do espaço também passa por mudar os ideais tóxicos que por vezes surgem no mundo do fitness.

Maria Machado conhece bem o lado menos saudável do mundo do fitness. Durante anos, o exercício físico esteve associado a uma preocupação com a imagem, à pressão de emagrecer e à ideia de que o corpo devia corresponder a um determinado padrão. Foi dessa relação que nasceu a vontade de criar um espaço com outra abordagem. Em Lisboa, o Reset Society, inaugurado esta segunda-feira, 31 de agosto, quer transformar o treino numa ferramenta para o bem-estar físico e mental, sem colocar a estética no centro.

“Durante toda a minha vida fui impactada pela parte mais tóxica do fitness, pela cultura do summer body e pela pressão social para emagrecer”, conta Maria, de 33 anos, à NiT. A empreendedora diz que começou a questionar os ambientes associados ao exercício e a forma como estes podem alimentar a comparação entre pessoas.

“Percebi que havia uma oportunidade para criar um espaço onde o exercício fosse feito com a intenção de promover bem-estar mental e físico e não tanto como um meio para atingir um fim estético”, explica.

A ideia de abrir um estúdio partiu da empresária, mas não está sozinha. Ao projeto juntaram-se Teresa Perez, de 29 anos, que trata da área financeira e das operações de backoffice, e Pedro Garcia, de 31, que entrou como investidor. Os três conheceram-se na Uber, onde trabalharam juntos durante cinco anos. 

O espaço ocupa 350 metros quadrados nas Avenidas Novas, perto da Gulbenkian. A localização foi escolhida por estar no centro da cidade e numa zona com forte presença empresarial. “Estamos no epicentro da cultura empresarial mais exigente e é um sítio onde é muito necessário fazer um reset”, afirma.

O estúdio assenta em duas ideias: exercício físico e comunidade. A primeira está ligada aos benefícios que o treino pode trazer para o corpo e para a mente. A segunda surge da perceção de que a ligação digital não significa, necessariamente, maior contacto entre pessoas. “Apesar de estarmos mais conectados digitalmente, estamos cada vez mais isolados do mundo real. Queremos ser também um ponto de encontro.”

A programação do Reset Society está dividida por quatro modalidades: Form, Build, ioga e barre. Todas funcionam em formato de small group training, para que os professores possam acompanhar os alunos com maior atenção e “para que os próprios alunos se possam conhecer”.

Na Form, as sessões têm 50 minutos e juntam treino de resistência e mobilidade. Os exercícios são feitos em máquinas semelhantes às utilizadas no reformer de Pilates, mas com níveis de carga superiores. Cada turma tem seis pessoas. “É uma aula de slow resistance training e o objetivo é trabalhar força e mobilidade”, descreve Maria. 

A Build é dedicada à musculação e recebe até oito clientes por sessão. A sala está organizada em quatro estações, três com racks e uma com pesos livres. A proposta passa por acompanhar a evolução dos alunos através de um programa de 12 semanas, permitindo medir a progressão dos níveis de carga ao longo do tempo. 

 
 
 
 
 
Ver esta publicação no Instagram
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Uma publicação partilhada por Reset Society (@resetsociety_pt)

Para quem procura uma prática com outro ritmo, há ainda ioga, com capacidade para dez pessoas, e barre, que combina referências do ballet e do Pilates. Esta última modalidade trabalha força e mobilidade através de movimentos controlados e também recebe até dez participantes.

O treino é apenas uma parte da experiência. O estúdio tem uma área de recovery com uma sala equipada com sauna de infravermelhos, com capacidade para seis pessoas, e um gabinete dedicado a massagens. A oferta inclui drenagem linfática, massagens pré e pós-parto e massagens desportivas. “Tudo o que fizemos foi pensado com a comunidade em mente”, sublinha Maria.

A alimentação também entra no conceito através de uma parceria com o restaurante Olivia. Os membros podem encomendar um smoothie antes da aula e encontrá-lo à espera no final da sessão. A carta inclui opções com proteína.

O Tiger Energy, de matcha, manga e proteína de baunilha, custa 7€. O Wild Cocoa, preparado com banana, leite de aveia e proteína de cacau, custa 6,50€. Há ainda o Berry Reset, com banana, frutos vermelhos, iogurte e baunilha, por 7€, e o Açaí Rise, com açaí, banana, morangos e proteína de baunilha, por 8€.

O ambiente foi pensado para criar uma separação entre o ritmo da cidade e o interior do espaço. A decoração recorre a tons de terra e materiais naturais, com paredes pintadas com tinta de areia. “Queríamos que as pessoas entrassem num estúdio e sentissem que estavam num oásis para fugir da confusão da cidade”, descreve Maria. O resultado combina uma estética minimalista com elementos naturais e uma atmosfera que a fundadora define como “moderna, clean e convidativa”.

Para dar ainda mais força à vertente de comunidade, os planos não ficam limitados às quatro paredes do estúdio. A equipa quer organizar caminhadas, sessões de cerâmica, um clube de leitura, entre outras atividades. “Queremos estar aqui para quem está mais sozinho na cidade e criar experiências no mundo real que promovam o contacto humano”, realça a fundadora.

As aulas funcionam através de créditos, que podem ser adquiridos online em packs ou através de uma mensalidade. Para quem está a conhecer o espaço, existe o Reset Discovery, com 61 créditos e possibilidade de experimentar diferentes modalidades, por 55€.

Também existem sessões avulso, pensadas sobretudo para turistas ou pessoas que estão de passagem por Lisboa. Uma sessão de Form custa 35€, enquanto as restantes modalidades têm um preço de 25€ por aula.

Carregue na galeria para conhecer melhor o Reset Society.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Avenida Visconde de Valmor, 50B
    1050-053 Lisboa
  • HORÁRIO
  • De segunda a sexta-feira das 7h15 às 20h45
  • Sábado das 9h15 às 12h45
PREÇO
Desde 25€
TIPO
Ginásio

ARTIGOS RECOMENDADOS