Ginásios e outdoor

Este casal português criou bandas elásticas para treinar em casa com estilo

A Bardet foi criada durante a pandemia e em três meses já vendeu mais de mil peças para todo o mundo.
São boas, bonitas e portuguesas

Quando em março de 2020 Portugal entrou em confinamento geral por causa da pandemia, muitos foram os que procuraram formas de fazer exercício em casa. Valia tudo menos estar parado. Primeiro, quem não tinha material em casa foi pelo lado mais fácil e fez de garrafões de água e pacotes de arroz os seus halteres. Mais tarde, começaram a esgotar nas lojas online os tapetes de ioga, os sets pequenos de musculação e até os trampolins, as passadeiras e as bicicletas elétricas.

Um momento em que, mais do que nunca, queremos manter-nos ativos no espaço apertado da maioria das casas parece ideal para lançar uma marca ligada ao fitness. Foi isso mesmo que pensaram Maria Alves e o namorado, Gonçalo Moreira, e daí nasceu a Bardet, em setembro de 2020.

Maria, de 28 anos, foi uma adolescente com excesso de peso e isso fez com que fosse praticando cardio “mas sem grande compromisso”, como conta à NiT. Em 2017 começou a empenhar-se mais no bem-estar físico e passou a fazer musculação, notando mudanças no corpo e, consequentemente, melhorias na autoestima e na motivação.

Tudo isto levou a um maior interesse pela área do fitness, pelas marcas e pelos equipamentos de qualidade. Rapidamente percebeu que a maioria estava direcionada para o público masculino e que o que havia para mulheres nem sempre tinha boa qualidade. Foi aí que nasceu a ideia de criar uma marca de bandas elásticas.

“Notei que havia uma lacuna no mercado, as bandas de latex enrolam a todo o momento e a maioria das marcas tinham falta de qualidade e não eram apelativas para o público feminino.”

Sem grande veia empreendedora, a jovem formada em hotelaria deixou esta ideia guardada até conhecer Gonçalo, de 25 anos. Tatuador, desenhador projetista, “um verdadeiro faz-tudo e apaixonado por empreender”, foi a ajuda que faltava para avançar com esse projeto.

A Bardet — nome escolhido por estar de alguma forma ligado a resistance band e por ser o sobrenome do ciclista francês Romain Bardet, de quem Maria gosta — começou então a ser desenhada no final de 2019. Desde o design ao branding e escolha de cores, tudo é feito por esta dupla. Só a produção é que não é portuguesa, embora seja europeia.

“O que distingue as nossas bandas de resistência é o design único e o tecido único, anti slip. Não escorrega nem enrola em quase todos os tecidos de leggings e mesmo quando se treina em calções não magoa, ao contrário do latex”.

Feitas para durar “uma vida”, estas bandas estão disponíveis em diferentes padrões e resistências. Cada uma custa 15€ e há até um pack de duas por 25€. Em apenas três meses e com venda exclusivamente online, a Bardet já vendeu mais de mil peças, esgotou alguns modelos e vendeu para países como Alemanha, EUA, Austrália e até Líbano. Tudo isto a partir de um workspace no prédio onde o casal mora e, em tempos de confinamento, do seu pequeno T1.

“A pandemia e este momento que vivemos não é nada boa, mas no caso da Bardet foi o que nos impulsionou e ajudou a que tudo fosse mais rápido”.

Para o futuro estão previstas para breve novas coleções com padrões novos, bandas diferentes e até outros equipamentos para treino.

“Queremos crescer de forma sustentada, minimizar o impacto da nossa pegada ecológica, sobretudo nos envios, e diversificar a oferta”, revela Maria Alves.

Carregue na galeria para ficar a conhecer os produtos da Bardet.

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