Ginásios e outdoor

O novo ginásio de Lisboa põe-o na melhor forma de sempre — um golpe de cada vez

O Brooklyn Fitboxing aposta nas técnicas de boxe, kickboxing ou muay thai — sem ter contacto direto com ninguém.
O novo ginásio fica em Carnide.

“Sempre ao som da música e sem contacto” é assim que Ana Teresa Rodrigues, a diretora deste ginásio, apresenta o conceito à NiT. Trata-se da filosofia do mais recente ginásio de Lisboa, inaugurado esta terça-feira, 15 de setembro, e onde se procura criar experiências físicas assente em técnicas de boxe, kickboxing e muay-thai. 

O Brooklyn Fitboxing fica em Carnide e é o primeiro ginásio nacional da empresa criada por dois empresários venezuelanos e que já conta com mais de 50 ginásios em 10 países. “São várias combinações divididas em oito rondas, para as pessoas poderem decorar as combinações e entre cada ronda fazemos treinos funcionais, como flexões ou abdominais”, sublinha a diretora.

 As aulas têm exatamente 47 minutos, sendo que o aquecimento dura 10 minutos. O restante tempo fica reservado para a prática do exercício físico e com os cinco minutos finais fazem-se os alongamentos. 

O espaço aposta também no virtual.

Cada aula é dada presencialmente por um treinador, embora ele nunca esteja sozinho. Além do treinador físico, há também um treinador virtual que vai aparecer na televisão da sala do ginásio — como se fosse um videojogo, porque vai poder controlar a pontuação no ecrã. O ginásio tem 250 metros quadrados, um hall de entrada, balneários, uma zona de cacifos e uma sala para praticar desporto. “Atualmente, apenas podemos ter 14 pessoas, mas quando voltarmos ao normal, esperamos ter espaço para 20 a 24 pessoas”, revela. 

“A vertente não é ensinar estas modalidades [boxe e muay thai], mas sim utilizar essas técnicas e reaproveitá-las para cardio e para fitness”, explica Ana Teresa. Se quiser aprender estas modalidades ou ter outros atrativos como consultas de nutrição ou massagens, este ginásio não é o ideal para si. Ainda assim, a diretora afirma que que os clientes ficam com uma “noção” destas práticas.

Não há contacto com os outros alunos.

Aos 28 anos.  a licenciada em Desporto tem neste ginásio a sua primeira experiência profissional na área. “Já tinha trabalhado na Decathlon, num call center ou até motorista de Uber”, confessa, entre risos. Recentemente, foi até Inglaterra tirar o mestrado, mas está à espera do resultado da tese. A primeira experiência de trabalho na área surgiu porque os empresários venezuelanos perceberam que em Portugal “os ginásios estavam a ter muita procura” e decidiram investir num espaço em Carnide. 

As obras começaram antes dos primeiros casos de Covid-19 em Portugal e do confinamento, mas “foi preciso parar na altura da quarentena”. Com o desconfinamento, as obras retomaram, sendo que os empresários recorreram a uma empresa de obras espanholas para terminar o projeto no prazo. 

Não se esqueça de utilizar a máscara quando entrar.

A pandemia obrigou a cuidados extra em todos os locais, mas os ginásios têm tido todos regras muito apertadas. O uso de máscara na entrada é obrigatório e “antes de cada pessoa entrar tem que medir a temperatura, desinfetar as mãos e as sapatilhas”, conta Ana Teresa. Além disso, entre cada aula, a sala é desinfetada. Cada aluno tem de trazer a sua própria toalha para colocar no chão e a sua garrafa de água.

O futuro é incerto a vários níveis e a possibilidade do ginásio vir a encerrar, por medidas de prevenção, é real. Ainda assim, a diretora e os responsáveis deste espaço não estão preocupados e confiam no sucesso deste projeto. A nível de preços, não há propriamente uma tabela de valores fixo. A ideia é que experimente uma sessão, com luvas e ligaduras, que custa 9,95€ e só depois se avalia o preço de uma mensalidade.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Av. Das Naçoes Unidas 33 C
    1600-5 Lisboa
    1600-581 Lisboa
  • HORÁRIO
  • De segunda a sábado das 8h às 19h30m

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