Ginásios e outdoor

O novo modelo das sapatilhas Sanjo que sempre quis ter quando era miúdo é incrível

Esqueça a lona e os tons básicos. O icónico design da marca nacional foi transformado e até pode andar pelos glaciares com eles.
Uma coleção especial.

Existem algumas marcas que têm a capacidade de ocupar eternamente um lugar especial nos nossos corações. A Sanjo é um desses casos. Entre os anos 20 a 70 todos conheciam a marca e sonhavam comprar um par do modelo desportivo. Tornaram-se as sapatilhas eleição de todos os portugueses e dificilmente se encontrava alguém que não tivesse um no armário.

Com o mais recente lançamento da coleção outono-inverno, “The Epic Expedition”, o modelo clássico K100, perdeu a lona e foi substituído pelo velcro e bombazine. Se antes era dedicado aos skaters, a nova silhueta ganhou altura e novos padrões e texturas. Inspirados nas cavidades glaciares, os tecidos só podiam ser à prova de água.

O cano intermédio reforça a zona do tornozelo e a gola de espuma em mesh é amiga do ambiente. Skater ou não, este modelo é também perfeito para utilizar no dia-a-dia ou para longas caminhadas pela cidade. Está disponível em várias cores e forros no site da marca, entre os tamanhos 35 ao 46 e custam entre os 70€ e os 90€. Aliando o conforto e a descontração do sportswear, as cores neutras e contrastantes presentes nesta temporada são perfeitas para combinar com qualquer look.

Disponível em várias cores.

A coleção “The Epic Expedition” foi lançada oficialmente na plataforma online da marca no dia 20 de setembro e os clientes só podiam esperar “detalhes muito curiosos em sintonia com um imaginário das expedições, cores e texturas mais divertidas e talvez um pouco inesperadas para uma estação de Inverno”. Quem o afirma à NiT é Vitor Costa, o diretor criativo da Sanjo.

Quem gosta de arriscar e não dispensa uma boa dose de cor, encontrará nesta nova coleção, o par de sapatilhas perfeito. Dos tons mais suaves, ideais para atenuar e contrastar com qualquer outfit, aos modelos mais arrojados e irreverentes, a marca aposta em várias tendências como o color-blocking e o tie dye. Além de variantes mais minimalistas dos modelos clássicos com a sola reforçada, prometem “fazer também alguns lançamento inesperados até ao final do ano”.

Inspirado pelas imagens de uma expedição ao Evereste no ano de 1933, data em que a Sanjo iniciou a atividade, Vítor Costa aposta em modelos reinventados com a finalidade de chegar a novos públicos, diferentes países e nichos — “daí o conceito de expedição”.

“Otimizar os produtos tem sido outro dos estímulos e uma motivação grande, sentir que estão cada vez melhor e sentir que cada vez mais pessoas aguardam as chegadas das coleções”. Não é surpresa, portanto, que a coleção já esteja a ser “bem recebida quer nas lojas quer nos canais digitais da marca”, revela o direto criativo. “Sinto que os produtos têm já uma vasta comunidade de fãs que valorizam o estilo de vida ao ar livre”.

Parece que a Sanjo veio para ficar. Desde 1933, cresceu e prosperou em Portugal durante décadas pelas mãos da Companhia Industrial da Chapelaria, uma empresa que se dedicava (até então) a produzir chapéus. Ganhou o nome em jeito de homenagem à cidade que a viu nascer, São João da Madeira, e foi um verdadeiro sucesso.

Em 1974 tudo mudou. Com a queda da ditadura, inúmeras marcas internacionais entraram no mercado português e a Sanjo não foi capaz de fazer face à concorrência. Cerca de 20 anos depois, a empresa fechou oficialmente as portas. Depois de algumas tentativas falhadas para voltar ao caminho do sucesso, em 2019 a marca conseguiu efetivamente reinventar-se.

Com produção 100 por cento portuguesa, as icónicas sapatilhas voltaram aos pés dos portugueses. Os seus modelos misturam tradições locais e uma estética desportiva retro assente numa homenagem vanguardista às épocas mais icónicas, respeitadas e díspares do desporto: os anos 60 e 70.

Carregue na galeria e conheça os outros modelos da nova linha de outono-inverno da Sanjo.

 

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