Ginásios e outdoor

Este retiro espiritual leva-o ao “país mais feliz e isolado do mundo”

O programa passa por várias cidades do Butão e inclui sessões de meditação. As inscrições já estão abertas.
Uma novidade.

Para muitos, a rotina pode ser desesperante. Corremos entre o trabalho, as atividades dos miúdos e reservámos pouco tempo para nós. Não admira que cheguemos a esta altura do ano esgotados. Se quer mesmo desligar, longe de tudo, não há sítio melhor do que o país mais isolado e feliz do mundo, título que o país asiático assume com orgulho. Carla Shakti, farmacêutica e instrutora de ioga, está a organizar um retiro que tem o Butão como destino.

A vida dá muitas voltas e às vezes acabamos por trilhar um percurso completamente diferente daquele que tínhamos sonhado. Carla Shakti é mestre em ciências farmacêuticas, mas em vez de ficar presa a um balcão, quis ajudar as pessoas de outra forma.

“É uma área da saúde que me permite ajudar as pessoas no aspeto físico, mas queria estender isso ao ramo da saúde mental e espiritual”, explica. Na altura já tinha começado a praticar ioga e meditação para a ajudar a “gerir o stress” e percebeu que o caminho seria por ali.

Tornou-se terapeuta de ayuverda e professora de ioga e ainda organiza viagens anuais, nas quais as pessoas podem desligar e abstrair-se de períodos mais caóticos. A próxima está marcada para o Butão, de 29 de agosto a 11 de setembro.

O país escolhido é conhecido por ser “o mais feliz do mundo”. Fica no interior do sul da Ásia, no extremo leste dos Himalaias. Faz fronteira a norte com a China e para o sul, leste e oeste pela Índia. Ali a riqueza e a prosperidade mede-se pelo índice de Felicidade Interna Bruta em vez do PIB. Quando abriu pela primeira vez fronteiras a visitantes internacionais, em 1974, já a política única de turismo assentava numa premissa simples: “alto valor, baixo volume”.

Uma das paisagens onde poderá meditar.

Desde então, é imposta aos turistas uma Taxa Mínima de Pacote Diário, que estabelece o valor mínimo pago por dia por cada visitante por um pacote de viagem, com um itinerário preestabelecido e previamente reservado com um operador turístico registado localmente. Inclui alojamento, refeições e guia, além de uma taxa de desenvolvimento sustentável paga ao governo de 300 dólares, ou seja, cerca de 275 euros.

Para 2024, uma revisão da política de turismo baixou o preço da taxa. Durante o próximo ano, ficar no país asiático vai custar 92 euros. A mais recente alteração pretende agora incentivar os visitantes a ficarem mais tempo. Carla não deixou escapar esta “promoção” e organizou a viagem até ao destino que achava que nunca mais iria voltar a visitar. “Já visitei mais de 80 países, mas o Butão foi o mais especial e o mais caro também. Achei mesmo que nunca mais iria ter oportunidade de o visitar”, explica à NiT.

O retiro irá durar 14 dias, do quais nove são dedicados ao Butão. Os restantes serão passados no Nepal, onde os viajantes farão escala e onde terão uma aula de taças tibetanas. Já no Butão, haverá tempo para aulas de ioga e meditação. Contudo, a viagem também tem um lado cultural, em que estão incluídas visitas a mosteiros, templos e pontos com paisagens incríveis. Será uma oportunidade para conhecer a maior estátua de Buda Sakyamuni do Butão, por exemplo, e fazer voluntariado com animais de rua e em alguns templos budistas.

Carla destaca a visita ao Mosteiro de Taktsan como um dos pontos altos da viagem. “O Ninho do Tigre, como também é conhecido, foi construído em 1692 na boca de uma caverna. Fica a 3.120 metros de altitude e tem sete templos abertos ao público.” Mas prepare-se, porque para lá chegar é preciso completar uma longa caminhada “contemplativa” até ao topo do penhasco.

O custo total da viagem é de 3.790€ (que pode ser pago em prestações). Este preço inclui transfers entre o aeroporto e o hotel, transportes durante toda a viagem, motoristas e guias certificados pelo Ministério do Comércio e Turismo do Butão e de o Nepal, alojamento em hotéis de três estrelas num quarto duplo e pequeno-almoço incluído (para ficar num quarto individual, terá de pagar uma taxa extra), transportes privados, sessões de ioga e meditação, um kit do Celeiro, outro da Yogi Tea, descontos em massagens e presentes da Rituals. No entanto, o preço não inclui voos internacionais (que deverão rondar os 1.300€) e o visto para o Nepal (27€).

A inscrição é feita mediante um formulário, que será enviado mediante pedidos para o email carlashaktiyoga@nullgmail.com. O pagamento é feito por transferência bancária, sendo que deve depois enviar o comprovativo.

Não se esqueça de ter o passaporte pronto, de preferência com uma data de validade mínima de seis meses na altura da partida. Durante julho, a organização vai realizar uma sessão de grupo para esclarecer dúvidas e apresentar o grupo. Pode pedir o programa completo pelo email ou pela página de Carla Shakti.

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT