Ginásios e outdoor

Como Vera Kolodzig consegue manter a forma física que conquistou “O Clube”

A atriz admite que parte do segredo deve-se ao hula hoop. Sim, aquele brinquedo das crianças.
A atriz mantém uma dieta vegana e pratica ioga.

Quem viu a série “O Clube” sabe que Vera Kolodzig não passa despercebida. A atriz é uma das caras mais conhecidas da ficção nacional e já fez de tudo, desde televisão ao cinema, passando também pela apresentação. Vera até já lançou a sua própria plataforma de cursos online de desenvolvimento pessoal. Mas foi a mais recente personagem na série da SIC que nos fez perguntar como é que consegue manter uma excelente forma física e lidar com a exposição que teve neste novo projeto.

Em “O Clube”, Vera Kolodzig interpreta Maria, uma acompanhante de luxo de um clube noturno. A atriz protagoniza algumas das cenas mais escaldantes e sensuais da série. Aos 36 anos e com um filho de seis com o ator Diogo Amaral, garante que está “muito à vontade” com a pessoa que é. 

A nova série exigiu-lhe uma exposição pouco usual na ficção portuguesa e a narrativa aborda temas menos consensuais, como a indústria da noite ou as acompanhantes de luxo e o sexo. Mas será que as cenas mais íntimas lhe exigiram uma preparação física especial? Foi um dos temas da entrevista da NiT.

Segue alguma dieta especial?
Sigo uma alimentação vegana há dois anos e meio. Deixei de comer carne quando estava grávida, em 2014. Começou como uma aposta, mas já comia muito pouca carne porque sempre adorei comida vegetariana. Quando estava grávida fizeram-me o desafio e aceitei, mas não de uma forma radical. Deixou de me apetecer carne e comecei a sentir diferenças no meu corpo. Tanto que na gravidez engordei apenas nove quilos, que é o sonho de qualquer mulher. Mas continuava a comer peixe, ovos, lacticínios e vegetais.

Quando é que mudou para a dieta vegana?
Em 2019 tive uma bactéria no estômago. Como acredito muito nas terapias alternativas, falei com o homeopata que me aconselhou a deixar o queijo. Pensei que seria impossível porque é um dos grandes desafios para os veganos. A verdade é que consegui deixar e senti grandes diferenças no organismo — e na vida em geral. Depois adotei também o jejum intermitente e hoje em dia faço entre 14 a 18 horas de jejum. Normalmente salto o pequeno-almoço, ou seja, janto muito cedo e só volto a comer à hora do almoço.

O exercício físico também é importante?
Sim. Pratico ioga há alguns meses. Antes da pandemia costumava ir ao ginásio duas ou três vezes por semana. Durante o confinamento comecei a treinar mais em casa e percebi que não precisava de perder duas horas nas viagens para lá. Gostava muito de ioga, mas não era muito disciplinada. Na pandemia criei uma rotina, fiquei muito mais focada. Comecei com duas saudações ao sol, depois passei para quatro, e fui evoluindo. Agora estou numa fase em que faço um mínimo de 40 minutos de ioga por dia. 

Deixou o ginásio de lado para se dedicar ao ioga?
Quando me dediquei ao ioga decidi deixar. Esta prática permite-nos fazer uma mudança muito profunda. Ganhamos uma consciência maior do nosso corpo e estamos a trabalhar músculos internos. Ficamos realmente mais fortes. Pelo menos é assim que me sinto. Se calhar não tenho o corpo tão definido como quem vai ao ginásio, mas sinto mesmo uma grande diferença na minha vida.

A personagem de “O Clube” exigiu uma mudança no treino?
Quando estava a fazer o clube segui a minha rotina. Claro que com adaptações porque gravávamos sempre durante a noite. O foco foi sempre praticar ioga diariamente, continuar com a minha alimentação vegana e o mais saudável possível. E dediquei-me ao hula hoop.

Porque usa esse acessório?
Porque li na Internet que poderia ajudar a estreitar a zona abdominal e achei que a personagem da série merecia esse esforço. Queria que ela tivesse uma barriga bonita e forte. E a verdade é que resulta. Ajuda a fortificar os músculos do tronco e a conseguir uma cintura mais fina. Não sei se há estudos que o comprovam, mas quis experimentar. Não é que o faça todos os dias, porque não faço. O ioga e o hula hoop ajudaram-me a construir esta Maria.

Como é que lidou com a enorme exposição que a Maria implicou?
Este projeto apareceu numa altura da minha vida em que me sinto bem comigo mesma. Se tivesse surgido há cinco ou dez anos, provavelmente não estaria tão à vontade. Mas neste momento estou bastante à vontade com aquilo que sou, com o meu corpo — com as perfeições e imperfeições. Não estou tão preocupada com o físico.

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