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Se já fez de tudo para começar a meditar e não consegue, experimente estas apps

A meditação ajuda-nos a gerir os pensamentos e emoções, a reduzir o stress, a ansiedade ou mesmo evitar a depressão.
Assim é mais fácil.

Nos dias que correm é natural que precisemos de algumas ferramentas para nos abstrairmos um pouco da correria do dia a dia. A meditação é uma das práticas que muitos aconselham para o conseguir. Num mundo que está 24 horas ligado, torna-se essencial para libertar sentimentos tóxicos, como ansiedade, stress e depressão. Porém, pode não ser tão fácil quanto parece.

Meditar não é apenas estar sentado de pernas cruzadas à chinês, de mãos em cima dos joelhos, a murmurar “ohmm”. Para compreendermos o real significado da prática, basta pensarmos na própria palavra que significa “voltar-se para o centro”. A meditação é uma técnica ancestral que desenvolve a concentração, a tranquilidade e o foco no presente. Ajuda a reduzir o stress, a ansiedade ou mesmo evitar a depressão. Quem não precisa disto?

Existe alguma confusão entre a meditação e o mindfullness. A meditação é uma prática que recorre a várias técnicas que treinam a capacidade de concentração. A mais comum é o foco na respiração. O objetivo é a direcionar a atenção para a inspiração, depois para a expiração e assim sucessivamente. Quando a pessoa se foca na respiração evita pensar em coisas que a preocupam ou angustiam. Normalmente, requer que a pessoa esteja imóvel para que não exista qualquer distração com o movimento ou com o que se passa ao redor.

O mindfullness, por sua vez, é prática da atenção plena. Esta pode ser praticada de várias formas no nosso quotidiano. Basicamente, em todas as ações em que nos dedicamos a prestar atenção. Estes exercícios podem ser feitos ao acordar, a comer, a andar, no duche ou a praticar exercício físico e não é necessário que esteja imóvel.

E há ainda mais que os afasta, como explica Júlia Machado, psicóloga no hospital Lusíadas, no Porto: “Enquanto algumas formas de meditação pretendem reduzir os pensamentos distrativos, o treino de mindfulness procura o oposto. É suposta a compreensão de que estes não passam de meros pensamentos”. As intervenções com recurso à meditação trabalham conceitos como a aceitação, o não-julgamento e o viver o momento presente, constituindo um recurso valioso para todos nós. “Exatamente por ser uma técnica que permite tornar-nos numa uma pessoa mais empática, compreensiva, o ruído mental diminui e o stress também, permitindo um maior equilíbrio físico e mental”, adianta a especialista.

O que a meditação nos proporciona é muito importante e útil no dia a dia: sabermos gerir os nossos pensamentos e emoções, de forma a distinguirmos com maior clareza aquilo que interessa e do que não interessa. Ambas as práticas são importantes no nosso quotidiano, ajudam-nos a abstrair do stress e a ficar mais tranquilos. Porém, nem sempre é fácil adotá-las, sobretudo meditar, que exige maior perseverança e capacidade de abstração. Se já tentou e não conseguiu, não está sozinha. É uma dificuldade comum e muito recorrente.

Se pretende iniciar-se na prática de meditação, uma forma de facilitar o processo é recorrer a ferramentas especialmente criadas para o efeito e que não envolvem um grande investimento inicial. Já existem inúmeras aplicações que nos ajudam a meditar através de diversos tipos de sessões guiadas. “As apps de meditação são ótimas aliadas porque nos permitem treinar esses estados de plenitude em qualquer lugar“, refere Júlia Machado. E têm ainda outra mais-valia: podem fazer a diferença no que toca a manter uma prática consistente.

Carregue na galeria e descubra as aplicações que pode utilizar como ferramenta para treinar a meditação e a concentração recomendadas pela especialista em psicologia.

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