Ginásios e outdoor

The Gladstone: o clube de fitness e bem-estar que é um oásis no Jardim da Estrela

Ricardo Gayle decidiu abrir um clube de acesso restrito que combina o melhor de dois mundos: exercício físico e relaxamento.
O treino pode ser acompanhado ou não.

Quem passar junto ao Jardim da Estrela,mais precisamente na Rua de Santo Amaro, pode não reparar num novo espaço situado nos fundos de um prédio. O The Gladstone pode não dar nas vistas para quem o vê de fora, mas quem nele entra ficará, garantidamente, de boca aberta. É muito mais do que um ginásio.

Mal passamos a entrada damos de caras com um café eM open space num dos lados, com mesas grandes que convidam a tardes de estudo ou trabalho. No outro extremo, está uma zona escondida por cortinas. É reservada apenas a membros e lá encontramos um bar, um lounge para relaxar e uma sala onde decorrem as aulas de Pilates. Porém, o clube não acaba aí.

Para lá de uma enorme parede de pedra cinza existe um ginásio, um spa e uma sala de terapias. Depois de introduzir um código na porta, Ricardo Gayle concede o acesso ao ginásio. 

O espaço é amplo e bastante grande. Todas as máquinas são da mais recente tecnologia, decoradas com pormenores de madeira. Aqui não houve um único detalhe deixado ao acaso. Ricardo foi o decorador e pensou em todos os recantos para que o espaço fosse muito mais que um ginásio: “Queria que as pessoas sentissem uma energia completamente diferente quando treinassem aqui”, conta o empreendedor à NiT. E a verdade é que conseguiu.

Treinar no The Gladstone é uma experiência totalmente distinta dos treinos nos ginásios tradicionais. Não se ouve música alta e os espaço não está a abarrotar com atletas nem treinadores: “Temos apenas dois personal trainers disponíveis e é mais do que suficiente para os nossos membros.” 

Ricardo Gayle chegou a Lisboa há pouco mais de dois anos. Veio de Nova Iorque e percebeu que a capital portuguesa era o sítio ideal para abrir um espaço revolucionário. Além de encantado pela luz e cores da cidade, Ricardo conta à NiT que sentiu que a cidade seria perfeita para montar o seu primeiro clube de fitness e bem-estar: “A ideia surgiu quando cheguei a Lisboa porque aqui tinha a oportunidade de criar algo que ainda não tinha sido feito no País — interligar um ginásio exclusivo com um clube privado.”

Ricardo sempre viveu em Nova Iorque

Antes de começar a desenhar o projeto, sentiu necessidade de se inspirar noutros países e culturas. “Antes de chegar a Lisboa andei pela Europa durante 6 semanas. A viagem ajudou-me bastante a consolidificar as escolhas que tinha feito para o design, decoração e até mesmo a localização. Porque queria que o clube emanasse uma energia internacional”, explicou o nova iorquino de 31 anos. 

O objetivo era criar um espaço onde os membros pudessem descontrair e abstrair-se da sua rotina quotidiana. Muitos têm vidas bastante atarefadas e precisam deste espaço para relaxar ao final do dia. No The Gladstone as paredes, chão, mobiliário e até decoração são inspirados no ambiente mediterrâneo, com muitos tons terra e crus. As paredes ficaram em bruto, de cimento, e o chão sem acabamentos brilhantes. Uma visão moderna concretizada com a ajuda do arquiteto João Gameiro. 

“Demorei cerca de um ano e meio desde a criação do conceito até finalmente abrir portas ao público”, diz Ricardo. Quando entramos no espaço percebemos que todos os detalhes foram pensados ao pormenor e toda a decoração transmite um sentimento a quem por ali passa. Até os livros ali colocados cumprem um propósito. São, na maioria, de fotografia, e Ricardo revela que até já treinou o filho de um dos fotógrafos cujo trabalho aparece nas revistas que fomos folheando enquanto esperávamos para começar o treino.

Mas criar um conceito tão diferente e vanguardista pode não ser olhado com bons olhos. “Inicialmente, a receção foi de espanto, tal como acontece com quase todos os novos negócios. A maioria dos membros atuais são estrangeiros, pessoas que vieram viver para Portugal, mas que já estavam habituadas a este conceito de clube e estavam mais abertas a frequentá-lo. Para os portugueses foi mais complicado porque nunca tinham visto um projeto parecido— e está a demorar mais algum tempo a conquistá-los. Mas continuamos a mostrar que é essencial à cidade e vamos ter sucesso. De certeza”, assegura Ricardo Gayle.

Por enquanto, o café está aberto ao público

O que será que tem de tão diferente este novo espaço? “Somos um clube de lifestyle, excluviso para membros. A ideia é que desde o momento em que acorda, até chegar novamente à cama, possa vir cá. Temos um café, uma sala de convívio, uma sala de terapias, um ginásio, uma área de Pilates e até um bar. Assim, quem quiser pode facilmente passar aqui um dia inteiro”, explica o responsável pelo espaço. O café é aberto ao público, no entanto o objetivo é torná-lo também de acesso restrito assim que consigam atingir a meta de 40 associados — neste momento já estão a meio.

Os membros podem usufruir do espaço em duas modalidades diferentes: House Membership e Resident Membership. Quem escolher o pacote House Membership tem acesso ao ginásio duas vezes por semana, com personal trainer, além de 15 por cento de desconto nos serviços de café ou terapias, com preços partir dos 89€. 

Quem investir no Resident Membership terá acesso a treinos ilimitados com, ou sem, personal trainer, e poderá visitar o espaço as vezes que quiser, seja para usar o café ou a área reservada a membros, por exemplo. Inclui ainda duas aulas de Pilates por mês. 

As diferenças em relação aos habituais ginásios e estúdios de fitness é muito notória. Talvez seja por esse motivo que cada vez mais pessoas procuram um espaço onde possam treinar sozinhos e descontrair no final de um dia agitado. “Os nossos membros gostam de vir cá porque os ginásios normais já não são apelativos. Apreciam a nossa atenção aos detalhes, o serviço e profissionalismo. Além de que o ambiente é propício a que as pessoas relaxem e se libertem da ansiedade e das tarefas diárias. Acreditamos que parte de cada um de nós querer mudar de vida, e nós só ajudamos e oferecemos um local onde os membros podem fazer isso mesmo”, afirma.

Chegar ao público português pode estar a ser um desafio, mas quem por lá passa fica sempre encantado. Principalmente porque na sala de treino há de tudo: remos, bicicletas, passadeiras, halteres, bolas e muito mais. Todos os equipamentos têm vários usos e podem ser utilizados em qualquer tipo de treino. “O nosso objetivo é termos máquinas que tivessem vários usos. Não nos interessa investir em algo que só sirva para uma coisa”, diz.

Ricardo não desiste de conquistar membros nacionais: “Acredito que, por estarmos em Portugal, temos de encontrar uma forma de nos integrarmos nos costumes portugueses. Quanto mais tempo nos mantivermos aqui, mais fácil será de chegar às pessoas. Como acabámos de abrir, é normal haver alguma resistência por parte das pessoas. Mas estamos aqui para, devagarinho, ir mudando isso.”

Quanto ao futuro, ainda é incerto. O importante para Ricardo é crescer, “mas sem pressa.” Nos planos está abrir uma nova localização em Portugal e depois, daqui a uns anos, tornar o The Gladstone uma marca internacional”, conclui o proprietário. O espaço funciona entre as 7h30 e 20 horas, de segunda a sexta-feira, e das 10 às 16 horas aos sábados. Carregue na galeria para ficar a conhecer melhor este novo espaço.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Rua De Santo Amaro 72
    1200-823 Lisboa
  • HORÁRIO
  • Entre as 7h30 e 20 horas, de segunda a sexta-feira
  • das 10 às 16 horas aos sábados

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