Saúde

Afinal, a varíola dos macacos também se transmite pelo ar e não só por contacto direto

A descoberta de um grupo de cientistas espanhóis foi publicada a 26 de novembro a revista científica "The Lancet Microbe".
Já foram registados 948 casos em Portugal.

Tal como a Covid-19, também a monkeypox pode ser transmitida através de partículas dispersas no ar, como gotículas de saliva ou espirros, por exemplo. A descoberta foi publicada este sábado, 26 de novembro, na revista científica espanhola “The Lancet Microbe”. Até agora, acreditava-se que o vírus apenas podia ser contraído através de contacto físico próximo com uma pessoa infetada.

Para chegarem a esta conclusão, os cientistas espanhóis analisaram amostras de saliva de 44 pacientes recolhidas em dois centros de saúde de Madrid, entre os dias 18 de maio e 15 de julho deste ano. “Foi detetada uma grande quantidade de ADN de monkeypox numa sala de isolamento num hospital onde estava um paciente com o vírus”, explicam na publicação. Além disso, o agente viral foi detetado em algumas das máscaras que os infetados utilizavam.

“Não podemos descartar a possibilidade de que também possa ser transmitido por gotículas, pela saliva e pelo ar”, explica Antonio Alcami, um dos responsáveis pelo estudo ao jornal “The Huffington Post” espanhol. O surto de varíola dos macacos eclodiu a 3 de maio e, desde então, o número de casos registados têm aumentado pelo mundo.

Até à passada sexta-feira, 25 de novembro, foram identificados 948 casos de monkeypox em Portugal. Contudo, desde dia 11 de novembro ainda não se registaram novas infeções. Uma pessoa que esteja doente apenas deixa de estar infeciosa após a cura completa, que inclui a queda de todas as crostas das lesões dermatológicas causadas pela varíola dos macacos. O período poderá, eventualmente, ser superior a quatro semanas.

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