Saúde

Afinal, o Viagra pode fazer bem ao coração e reduzir o risco de morte precoce

Os homens que fazem esta medicação têm menor probabilidade de serem vítimas de problemas cardíacos ou outros.

O conhecido fármaco utilizado para tratar a disfunção eréctil — e normalmente associado a vários problemas cardíacos — pode, afinal, ajudar a reduzir o risco de morte precoce nos homens. A conclusão é de um novo estudo norte-americano, publicado a 13 de janeiro, na revista científica “Sexual Medicine”.

O Viagra foi originalmente concebido como uma droga para o coração devido à sua principal ação: melhorar o fluxo sanguíneo através do relaxamento ou alargamento dos vasos sanguíneos. Os médicos descobriram então que tinha um efeito semelhante noutras partes do corpo, incluindo nas artérias do pénis, passando a ser prescrito para o tratamento da disfunção erétil.

A investigação analisou 14 anos de registos médicos relativos a mais de 23 mil homens norte-americanos que tomavam um inibidor da fosfodiasterase tipo 5 (PDE-5i), como o Viagra, muito usado para disfunção erétil. Os dados foram, mais tarde, comparados com os de outros 48 mil homens que não tomavam nenhum medicamento semelhante.

Quando terminaram a comparação, os investigadores conseguiram concluir que os homens que estavam a tomar o fármaco para a disfunção erétil tinham um risco de morrer com doença cardiovascular menor em 39 por cento. Já o risco de morte devido a qualquer causa diminuiu em 25 por cento e o de sofrer um evento cardíaco em 13 por cento.

Apesar dos resultados positivos, os investigadores afirmam que é necessário continuar a estudar melhor esta ligação, de forma a obter conclusões mais fundamentadas.

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