Saúde

Afinal, passar horas a jogar PlayStation não faz mal à saúde

Especialistas referem que este hobby não interfere com o bem-estar, embora não seja normal sentir necessidade de jogar.
Boas notícias para os fãs deste hobby.

Se faz parte do grupo das pessoas que fica preocupado quando vê os irmãos, namorados ou amigos, amarrados às consolas, pode relaxar. É que, segundo um novo estudo publicado esta quarta-feira, 27 de julho, pela Universidade de Oxford, o tempo passado a jogar videojogos não tem impacto significativo no bem-estar, nem na saúde mental dos jogadores.

“Encontrámos poucas ou nenhumas provas de uma ligação causal entre os videojogos e o bem-estar”, lê-se nos resultados da investigação, que analisou cerca de 40 mil jogadores com mais de 18 anos de idade, durante seis semanas. A pesquisa publicada na revista “The Royal Society Open Science” afasta, genericamente, os receios de que o hábito de jogar no computador ou consolas afeta negativamente o bem-estar e a saúde mental dos fãs deste hobby.

Para estudar os efeitos desta relação, os jogadores foram questionados sobre as emoções que vivenciam no seu dia-a-dia, incluindo o nível de felicidade, tristeza, raiva ou frustração. Além dos inquéritos realizados, os investigadores utilizaram dados de tempo fornecidos pelos criadores de sete videojogos, como o “Animal Crossing”, “Forza Horizon 4″ ou “The Crew 2”.

Embora as conclusões apontem que este hobby interfira com a saúde mental, os especialistas referem que não é normal sentirem a necessidade de jogar. “Se os jogadores sentiam que tinham que jogar, sentiam-se piores. Se jogaram por prazer, os dados não sugeriram que isso afetasse sua saúde mental. Parecia dar-lhes um forte sentimento positivo”, refere Andrew K. Przybylski, um dos autores do estudo. No entanto, salienta que não é possível determinar uma ligação causa-efeito, porque as consequências de jogar, sejam elas positivas ou negativas, só seriam perceptíveis se um utilizador de videojogos jogasse mais de dez horas por dia.

Esta é a segunda pesquisa, realizada nos últimos meses, que refere que jogar consola não tem assim tantos malefícios, como se poderia pensar. Em entrevista à NiT, a psicóloga Rute Agulhas já tinha explicado: “Quando utilizados de forma responsável e saudável, os benefícios dos videojogos podem ser muito diversos, na medida em que estimulam o cérebro, aumentando a sua plasticidade, a aprendizagem, a atenção e a concentração”.

As pesquisas mais recentes vêm, assim, contrariar a classificação feita em 2018 pela Organização Mundial de Saúde, que considerou que distúrbios com videojogos são um problema de saúde mental.

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