Saúde

Afinal porque é que estamos todos a sofrer com alergias nestes dias de calor?

Há uma explicação para o facto de estar sempre a espirrar e a tossir nos últimos dias.
A explicação para os espirros e tosse.

Os espirros e a tosse parecem ter chegado a todos. Ultimamente as queixas destes sintomas ligados às alergias aumentaram de forma exponencial.  Se está a sofrer deste mal, saiba que pode estar ligado à onda de calor e ao tempo seco que tomou conta do País. A boa notícia é que é possível prevenir. 

Os espirros, a tosse, o prurido, as irritações cutâneas, a dor no peito, a fadiga, a apatia e as insónias que provoca são velhos conhecidos para quem esta patologia já não é novidade.

Mas, afinal, o que são, em concreto, as alergias? “São consideradas uma resposta de defesa inadequada por parte do sistema imunitário  uma vez exposto aos agentes alergénicos, muitas vezes causados pelo tempo quente e seco”.  Gustavo Tato Borges, médico e presidente em exercício da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública (ANMSP) alerta que por estes dias “devemos ficar atentos às alergias e alterações respiratórias”.

Vários estudos indicam que, nos próximos anos, o clima irá tornar-se mais seco, “o que contribui significativamente para o aumento das concentrações de pólen”, escreveram os autores da investigação mais recente sobre o tema, publicada em março deste ano. “Os resultados indicam que as alterações climáticas causadas pelo homem já agravaram as estações polínicas, e as tendências do pólen induzidas pelo clima são suscetíveis de exacerbar ainda mais os impactos na saúde respiratória nas próximas décadas”.

As temperaturas elevadas e os baixos níveis de humidade do ar (descritos no senso comum como “ar seco”) — sobretudo nas áreas urbanas, com menos vegetação e mais afastadas do litoral — podem causar crises alérgicas, mesmo àqueles que normalmente não sofrem deste mal. Os pólenes são os grandes responsáveis, mas a climatização também não ajuda, uma vez que os aparelhos de ar condicionado retiram humidade dos espaços.

Como prevenir

Segundo os especialistas da Rede Portuguesa de Aerobiologia (RPA) quem sofre de alergias deve evitar “realizar atividades ao ar livre quando as concentrações polínicas são elevadas. Passeios no jardim, cortar a relva, campismo ou a prática de desporto na rua, irão aumentar a exposição aos pólenes.”

Segundo o boletim polínico entre esta sexta feira, 13 de maio e o próximo dia 19, as concentrações dos pólenes no ar ambiente vão estar muito elevados no País. As regiões mais afetadas serão Trás-os-Montes e Alto Douro, Beira Litoral e Interior, a região de Lisboa, Alentejo e Algarve. 

Outras medidas preventivas recomendadas pela RPA incluem “fechar as janelas do carro durante as viagens, o que ajuda a reduzir significativamente o contacto com os pólenes”, explicam. Também deve “usar óculos de sol e um chapéu para manter o pólen afastado dos olhos e cabelo quando está ao ar livre — e, depois, logo que possível, tomar um banho“. Em casa, os conselhos são para que mantenham as janelas fechadas o máximo de tempo possível durante os períodos em os níveis de pólen são mais elevados.

Nos dias mais quentes e secos,  para combater as irritações nas mucosas é importante manter a hidratação e utilizar “soro ou água do mar para lavar as zonas mais críticas: olhos, boca e nariz”.

No caso dos locais com ar condicionado, o médico Gustavo Tato Borges alerta que “apesar de serem perfeitos para combater o calor que se faz sentir, a taxa de humidade dos espaços climatizados é baixa, por isso, é importante beber mais água e hidratar também as mucosas“. Um exemplo: após algum tempo num ambiente com ar condicionado, como acontece em muitos locais de trabalho, é comum começar a sentir os olhos secos (e até dores de cabeça, como consequência). Significa que precisam de ser hidratados. Idealmente com umas gotas de soro fisiológico, ou mesmo passar os olhos por água, se não tiver outra alternativa.

Além destas dicas, a alimentação também ajuda a combater e minimizar os sintomas alérgicos. Carregue na galeria para descobrir os nutrientes que deve incluir nas suas refeições, especialmente durante as épocas de elevada concentração polínica. 

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