Saúde

Analgésico à venda em Portugal investigado por efeito adverso que pode ser fatal

O processo de revisão do medicamento surge porque "as medidas para minimizar o risco conhecido podem não ser eficazes".
Deve-se aos riscos de uma doença no sangue.

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) anunciou que vai rever a segurança do metamizol, um analgésico receitado para dores moderadas e febre. Em Portugal, é conhecido pelos nomes comerciais Nolotil e Dolocalma, refere o “Público”.

Em questão está a avaliação do risco de agranulocitose — uma diminuição de glóbulos brancos que pode resultar em infeções graves. Entre os sintomas incluem-se dores de garganta, fadiga excessiva, fraqueza muscular, infeções urinárias e uma alteração do ritmo cardíaco. A doença aguda no sangue também pode ser fatal.

A EMA justifica o processo de revisão da segurança alegando que “as medidas em vigor para minimizar o risco conhecido de agranulocitose podem não ser eficazes”. Assim, o risco da doença “para todos os fármacos contendo metamizol autorizados na União Europeia” será revisto. Somente após as conclusões, será decidido se o produto deve continuar a ser comercializado, alterado ou até suspenso.

A verificação foi feita “a pedido da agência finlandesa de medicamentos, uma vez que continuam a ser notificados casos de agranulocitose com metamizol. Na sequência de casos recentes notificados às autoridades, a empresa que comercializa o único medicamento com essa substância autorizado na Finlândia solicitou a retirada da sua autorização de comercialização, por questões de segurança”, explica a entidade.

A utilização de remédios para as dores com a substância em causa foi aconselhada em 2018 pelo Instituto Nacional do Medicamento (Infarmed). Posteriormente, foi recomendado um uso limitado durante no máximo sete dias.

“Estes remédios não devem ser utilizados em pacientes com reações hematológicas anteriores ao metamizol, em tratamento com imunossupressores ou outros remédios que possam causar agranulocitose. Deve ser dada especial atenção à prescrição destes remédios em pacientes idosos”, afirma o Infarmed.

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