Saúde

Anemia e falta de ferro: Helena Coelho alerta para o problema de muitas grávidas em Portugal

No Dia da Anemia, 26 de novembro, é importante consciencializar para esta situação cada vez mais preocupante.
Avalie e trate a deficiência de ferro e a anemia durante a gravidez.

Nos últimos meses, Portugal e o mundo pararam. A pandemia do novo coronavírus fechou restaurantes e centros comerciais, condicionou mercados e congelou empresas. Só que há coisas que não podem parar, doenças que têm de se manter em vigilância e gravidezes de risco que têm de ser controladas.

Um dos maiores problemas detetáveis e resolvíveis é a ferropénia, a deficiência de ferro. Por isso, a Sociedade Portuguesa de Obstetrícia e Medicina Materno-Fetal (SPOMMF) recomenda o rastreio de anemia e ferropénia a todas as grávidas.

Helena Coelho, influencer e criadora de conteúdos digitais, está a meio da sua gravidez e quis deixar um conselho especial a quem está a enfrentar o mesmo. “Neste momento, tenho mais preocupações com a saúde e estou mais alerta para qualquer eventual problema. Não é o meu caso, mas estima-se que em Portugal uma em cada duas grávidas sofra de deficiência de ferro e, por isso, é importante passar a mensagem a todas as grávidas para que estejam atentas e falem sobre este assunto com o seu médico”, explica.

A anemia ferropénica é a causa mais frequente de anemia gestacional. “Segundo a Sociedade Portuguesa de Obstetrícia, é recomendado que o rastreio seja feito antes da conceção ou no primeiro trimestre, entre as 24 e 28 semanas de gravidez, assim como no terceiro trimestre de gestação e, felizmente, é muito fácil identificar os valores de ferro do organismo e identificar se está com anemia ou deficiência de ferro”, conta Helena Coelho.

É nesta altura da vida da mulher que a falta de ferro tende a ser uma constante. Pode ser apenas ausência de reservas de ferro ou chegar à anemia, associada à sua deficiência. Isto faz com que aumente o risco de outros problemas para as futuras mães e os seus filhos. Enquanto elas enfrentam problemas como pré-eclâmpsia (descolamento prematuro de placenta), falência cardíaca e morte; o feto poderá sofrer de prematuridade, restrição no crescimento ou morte fetal.

Hoje, 26 de novembro, celebra-se o Dia da Anemia. É importante consciencializar as mulheres para a importância da avaliação e tratamento da deficiência de ferro e a anemia durante a gravidez, monitorizando não só a hemoglobina mas também a ferritina.

A Direção-Geral da Saúde publicou uma norma de abordagem, diagnóstico e tratamento deste problema em adultos e considerou a situação de ferropénia na gravidez quando o valor de ferritina é inferior a 70 ng/mL. Além disso, existem normas da Sociedade Portuguesa de Obstetrícia que recomendam todos os processos cruciais de acompanhamento e tratamento de uma grávida com falta de ferro ou anemia. Um deles é a necessidade de tratamento através de medicamentos prescritos pelo seu médico.

Felizmente, é muito fácil identificar os valores de ferro do organismo e perceber se está com anemia ou deficiência de ferro. Além do já famoso hemograma, é necessário quantificar as reservas de ferro através de um indicador designado por ferritina.

Depois de fazer estas análises clínicas, que devem ser avaliadas pelo seu médico, e logo que o diagnóstico esteja confirmado, será recomendada a melhor opção de tratamento. A escolha do medicamento para correção dos níveis de ferro varia consoante a gravidade da deficiência de ferro e da anemia, podendo ser indicado o tratamento com ferro endovenoso.

O importante é que siga as recomendações da Direção-Geral da Saúde e as normas da Sociedade Portuguesa de Obstetrícia — e que fale, sem medos, com o seu médico. E não se esqueça: faça o rastreio da anemia e da deficiência de ferro e previna problemas futuros. Saiba mais em umasaudedeferro.pt.

Este artigo foi escrito em parceria com a Vifor Pharma.

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