Saúde

Autarca espanhol avisa: “72% dos internados em cuidados intensivos são negacionistas”

A Andaluzia tem mais de uma centena de pessoas nesta situação. A grande maioria recusou ser vacinado.
As palavras críticas do autarca.

A acusação chega pela voz do vice-presidente da autarquia da Andaluzia, em Espanha, e é perentória: “72 por cento dos 122 doentes que se encontram atualmente em cuidados intensivos, com Covid-19, na Andaluzia, são negacionistas”.

As palavras citadas pelo “El Pais” pertencem a Juan Marín e foram proferidas à imprensa esta quarta-feira, 14 de julho, por entre um apelo à vacinação. No caso da região espanhola, a maior parte destes casos graves “são pessoas de 50 e 60 anos que não se quiseram vacinar”, especificou.

Há 13 dias que a taxa de incidência naquela região espanhola continua a subir. O valor mais recente aponta para 298 casos por cem mil habitantes. As autoridades locais estão convencidas que os casos mais graves resultam de situações em que as pessoas recusaram a vacina contra a Covid-19.

De acordo com os dados fornecidos, no passado fim de semana, houve mais 102 hospitalizações (um número que inclui os casos mais graves, em cuidados intensivos, e todos os casos que necessitavam de acompanhamento hospitalar). Destas, quase dois terços (64 por cento) diziam respeito a indivíduos que não estavam vacinados.

Esta situação é ainda mais notória quando se analisa os números de pessoas que pertencem a faixas etárias mais jovens, embora neste caso seja importante ter em conta que, em Espanha, tal como cá, a prioridade na vacinação foi dada à população mais velha. Podendo não ser números que refletem necessariamente negacionismo mas simplesmente falta de oportunidade, são ainda assim indicadores para o impacto da vacinação: 40 por cento dos novos internados tem 40 anos ou mesmo. E nestes casos, cerca de 85 por cento das pessoas não estavam vacinadas. 

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