Saúde

Bactéria que provoca amigdalites e escarlatina já matou nove miúdos em Inglaterra

O governo britânico está em estado de alerta para os casos de infeções pela bactéria que causa esta doença, o estreptococo.
Afeta sobretudo crianças.

O governo britânico emitiu um alerta na passada sexta-feira, 2 de dezembro, para o aumento do número de infeções por estreptococo do grupo A em crianças. Esta bactérica causa amigdalites, escarlatina e pode ser fatal. Desde setembro, só no Reino Unido, já foram registadas nove mortes por complicações decorrentes da infeção deste patogénico.

A escarlatina é uma doença que, na maior parte dos casos, não traz complicações graves. Geralmente, começa por uma amigdalite ou faringite, acompanhada de febre, dores de cabeça, mal-estar geral, náuseas e vómitos. Sintomas muito comuns a uma gripe ou mesmo à Covid-19. Mas esta doença pode levar a que apareçam manchas vermelhas na pele, muitas vezes também visíveis na língua e que ocorrem por causa da dilatação dos vasos sanguíneos da pele, provocada por uma toxina produzida pela bactéria.

A grande maioria das infeções causadas por esta bactéria não leva a doença grave, mas é possível acontecerem desfechos fatais. A morte mais recente no Reino Unido foi a de um miúdo de cinco anos que frequentava uma escola em Belfast, na Irlanda do Norte. Os outros casos aconteceram em Inglaterra e no País de Gales.

Segundo a CNN Portugal, grande parte dos casos de doença grave têm sido registados em crianças com menos de dez anos. As autoridades de saúde verificaram um aumento do número de infeções entre a semana de 14 e 20 de novembro. No total, foram reportados 851 casos no Reino Unido, contra uma média de 186 no mesmo período em anos anteriores.

As autoridades pediram aos pais e cuidadores para estarem atentos a eventuais sintomas e a dirigirem-se ao hospital caso sejam detetadas as tais erupções cutâneas.

Em Portugal o cenário parece estar longínquo. O pediatra Manuel Ferreira de Magalhães referiu, aqui citado pela  CNN Portugal que: “uma ação como esta, neste momento, está longe da nossa realidade. Não tenho uma bola de cristal, mas o que está a acontecer em Inglaterra dificilmente se vai ver em Portugal”, conclui.

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