Saúde

Bebé de Alice Trewinard tem Covid-19 e foi a primeira a testar positivo na família

"No meio dos testes diários que fizemos várias vezes, nunca nos lembrámos de fazer à Vera, que acabou por estar infetada."
Alice partilhou a informação com os seguires.

Alice Trewinnard revelou nas redes sociais que a sua filha, Vera, de sete meses, testou positivo à Covid-19 no dia de Natal, 25 de dezembro. A influenciadora e o marido também estão infetados e apresentam sintomas ligeiros.

“O nosso Natal acabou mais cedo que o previsto”, começou por dizer. Vera, a bebé, acordou com febre e muito choro e, após um teste, foi possível verificar que está infetada.

“Hoje [domingo, 26 de dezembro] a Vera já está melhor e não tem febre, mas os próximos dias serão de isolamento, mimos e descanso. Não fazemos ideia de como possa ter apanhado, mas com todos os cuidados e testes diários que fizemos, o bicho, ainda assim, bateu-nos à porta. Não há pior que ver o nosso bebé doente”, explicou antes de expôr um sentimento de pura impotência.

Os sintomas apareceram na madrugada dia 25 de manhã, mas a confirmação do teste PCR só chegou no dia 27 de dezembro: estavam os três infetados. “A Vera tinha febre, irritabilidade e muito choro. Fizemos um auto-teste na manhã de 25 e, apesar de eu e o meu marido termos testado negativo, a Vera testou logo positivo. Ficámos em isolamento desde então”, conta em entrevista à NiT.

Alice e o marido quiseram testar a bebé de sete meses porque “o panorama nacional relativamente à Covid-19 está fatal.” Os sintomas podiam facilmente ser confundidos com uma constipação, no entanto: “Como foi meio súbito, achámos por bem fazer. A verdade é que, no meio dos testes diários que fizemos, nunca nos lembrámos de fazer à Vera. E penso que as pessoas sem querer acabam por fazer o mesmo”, explica.

A primeira a testar positivo acabou por ser a bebé, apesar de os auto-testes dos pais terem resultado negativo: “Ainda bem que fizemos”, conta Alice. As crianças não corre um risco tão grande de desenvolverem sintomas graves, ainda assim, são um importante veículo de transmissão da doença. 

Apresentaram alguns sintomas?
Inicialmente, só a Vera apresentou sintomas. Febre, irritabilidade, choro e algum corrimento nasal logo na madrugada de dia 25. Continuou febril e com mau estar ao longo desse dia todo. A meio do dia 25, comecei a sentir uma impressão na garganta e uma ligeira pressão nos pulmões. O Pedro ainda não apresentava nenhum sintoma. No dia 26, a Vera deixou de ter febre e dormiu melhor. Continuou com ranho e começou a ter tosse. Também comecei a ter tosse ligeira, que se mantém até hoje. O meu marido só começou com sintomas no final do dia 26, com impressão na garganta e dor de cabeça.

A Vera fez teste também?
Fez. Inicialmente, um auto-teste feito por nós, dia 25. Fiz como indica nas instruções, tirando a parte em que a zaragatoa entra cerca de 2,5 cm pela narina acima. Como ela é muito pequenina, só coloquei mesmo a ponta da zaragatoa e aproveitei o corrimento nasal abundante que tinha. Resultou, porque acusou positivo imediatamente. Depois fez PCR também, dia 27, já feito por um profissional de saúde.

Quais são os cuidados a ter agora?
Cumprir o tempo de isolamento como indicado pela DGS, avaliar sintomas e progressão dos mesmos. No caso da Vera, falámos logo com o pediatra dela que disse para avaliarmos a dificuldade respiratória e a febre. Felizmente, a febre dela durou apenas 24 horas e nunca teve dificuldades respiratórias. Apenas tosse, que se mantém ligeira e esporádica. Está a recuperar muito bem.

Quanto à forma como os três podem ter sido infetados, Alice conta: “Tanto pode, realmente, ter apanhado de outra pessoa assintomática, ou se calhar um de nós até foi o veículo transmissor mas só apresentámos sintomas depois da Vera.” A restante família está, até ao momento, negativa.

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