Saúde

Beber café ajuda a reduzir os riscos de doença cardíaca e dá longevidade

Os resultados deste estudo são, certamente, duas das melhores notícias que os portugueses poderiam ler.
O aroma e o sabor são o ponto forte.

Já muito se disse e escreveu sobre esta bebida energética. Da Suécia ao Vietname, dos Estados Unidos ao Japão, o café é a bebida mais consumida no mundo, depois da água. E, por isso mesmo, é também uma das mais estudadas. E a maioria das investigações analisam as vantagens de bebermos café diariamente. São boas notícias para os portugueses, ou não fosse o consumo de café um dos hábitos sociais e culturais do nosso País.

Se precisasse de mais motivos para pedir uma bica ou cimbalino, um estudo publicado a 27 de setembro no “European Journal of Preventive Cardiology” revelou mais dois: beber duas a três chávenas por dia da maioria dos tipos de café pode protegê-lo de doenças cardiovasculares e de uma morte prematura.

“Os resultados sugerem que a ingestão ligeira a moderada desta bebida preparada com grãos moídos, com pó instantâneo ou descafeinada deve fazer parte de um estilo de vida saudável”, afirmou o autor do estudo, Peter Kistler, chefe da investigação clínica em eletrofisiologia no Baker Heart and Diabetes Institute e chefe da eletrofisiologia no Alfred Hospital em Melbourne, ambos na Austrália.

Os investigadores encontraram “reduções significativas” no risco de doença coronária, insuficiência cardíaca congestiva e AVC para os três tipos de café. Contudo, apenas o café moído e instantâneo com cafeína reduzem o risco de um batimento cardíaco irregular chamado arritmia. O descafeinado não reduziu esse risco, de acordo com a pesquisa.

Para chegarem a estas conclusões, is investigadores banalizaram as informações disponíveis no Biobank do Reino Unido. A base de dados inclui dados sobre as preferências de consumo de café de quase 450 mil adultos que não sofrem de arritmia nem de outras doenças cardiovasculares. Os investigadores dividiram os dados em quatro grupos: os que apreciavam o café moída, os que escolhiam descafeinado, os que preferiam o instantâneo, e os que não bebiam de todo.

A investigação acompanhou os indivíduos durante quase 13 anos. Durante este período analisaram os registos médicos e de morte em busca de relatos de arritmia, doença cardiovascular, acidente vascular cerebral e morte. Após adaptação à idade, diabetes, etnia, tensão arterial elevada, obesidade, apneia obstrutiva do sono, sexo, à situação tabágica e ao consumo de chá e álcool, os médicos descobriram que todos os tipos de café estavam ligados a uma redução da morte por qualquer uma destas causas.

Beber duas a três chávenas desta bebida energética por dia estava ligado à maior redução de morte prematura, em comparação com as pessoas que não bebiam café, de acordo com os resultados divulgados. O consumo desta bebida preparada a partir de grãos moídos reduziu o risco de morte em 27 por cento, seguido de 14 por cento para o descafeinado, e 11 para o instantâneo.

Os envolvidos na pesquisa sublinharam que os benefícios do café não se aplicam às crianças. As bebidas energéticas devem ser evitadas até à idade adulta.

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