Quando o corpo consome álcool, a bebida é degradada em subprodutos tóxicos que atacam o ADN e os tecidos, provocando inflamação, supressão do sistema imunitário e desequilíbrios hormonais — e isto apenas a curto prazo. Devido aos seus potenciais efeitos a longo prazo, já foi classificado como um provável carcinogénio em humanos, o que significa que pode aumentar o risco de várias formas de cancro.
Uma equipa de investigação da China descobriu que, com base em questionários preenchidos pelos participantes e na ingestão reportada de álcool, os riscos de morte por doenças oncológicas e cardíacas eram maiores mesmo para aqueles que consumiam quantidades baixas a moderadas de certas bebidas em comparação com outras.
A análise também trouxe uma resposta que muitos procuram. Os destilados, a cerveja e a sidra são mais perigosas do que o vinho.
Os consumidores moderados de vinho, que bebiam um a três copos por dia, tinham menos probabilidade de morrer de doenças cardíacas em comparação com aqueles que nunca ou apenas ocasionalmente bebiam.
Por outro lado, o risco de morte era nove por cento maior entre quem bebia destilados, cerveja e sidra, mesmo que fosse apenas um copo. “Estes resultados podem ajudar a refinar as orientações, enfatizando que os riscos para a saúde associados ao álcool dependem não só da quantidade consumida, mas também do tipo de bebida”, diz Zhangling Chen, autor principal do estudo.
“Mesmo um consumo baixo a moderado de destilados, cerveja ou sidra está associado a uma maior mortalidade, enquanto um consumo baixo a moderado de vinho pode apresentar um risco menor.”
Embora a razão para isto ainda não seja clara, os investigadores acreditam que o vinho pode ser mais protetor contra doenças crónicas porque certos tipos, especialmente o vinho tinto, contêm polifenóis e antioxidantes, compostos que reduzem a inflamação relacionada com doenças cardíacas.

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