Saúde

Boas notícias para os portugueses: beber café pode ajudar a diminuir o risco de morte

Um novo estudo refere que o consumo moderado desta bebida, sobretudo sem açúcar, pode ser benéfico para a saúde.
É uma das bebidas mais consumidas no País.

O café é uma das bebidas mais consumidas em todo o mundo e tem especial destaque na cultura portuguesa fazendo parte dos hábitos do nosso dia a dia. Os estudos sobre os seus benefícios têm sido contraditórios: alguns defendem um consumo moderado, outros afirmam que esta bebida energética não é saudável. 

A investigação, publicada no “Annals of Internal Medicine”, na passada terça-feira 31 de maio, demonstrou que pessoas que consumiram uma quantidade moderada de café todos os dias, com ou sem açúcar, tiveram um risco menor de morte, durante um período de sete anos, do que aquelas que não beberam.

As conclusões são baseadas em dados de mais de 171 mil participantes do BioBank do Reino Unido — que reuniu informações genéticas, de estilo de vida e de saúde de mais de 500 mil pessoas desde que começou em 2006, incluindo pormenores sobre os hábitos de consumo de café. As pessoas tinham em média 55 anos e não tinham historial de doenças cardiovasculares nem cancro.

A equipa de investigadores chineses que analisou os registos usou também os dados dos atestados de óbito para rastrear os participantes por um período médio de sete anos a partir de 2009, durante o qual 3.177 pessoas morreram.

Tendo em consideração fatores como idade, sexo, etnia, nível educacional, tabagismo, quantidade de atividade física, índice de massa corporal e dieta, a equipa concluiu que, em comparação com aqueles que não bebiam café, as pessoas que o consumiam tinham um risco de morte mais baixo.

A maior redução — um risco de morte 29 por cento menor — foi observada entre aqueles que bebiam entre 2,5 e 4,5 chávenas desta típica bebida por dia. As conclusões também eram registadas entre os consumidores de café adoçado com açúcar, sobretudo naqueles que bebem entre 1,5 e 3,5 chávenas por dia. De acordo com os dados obtidos, esta tendência foi menos clara para as pessoas que usaram adoçantes artificiais. 

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