Saúde

Casos de cancro em Portugal aumentaram quase 20% numa década

Os homens continuam a ser os mais afetados por tumores malignos. A idade mais crítica é entre os 60 e os 74 anos.
Há cada vez mais casos.

Nos últimos dois anos, a pandemia colocou o mundo inteiro concentrado numa nova emergência, mas outras doenças, apesar de terem ficado para segundo plano, continuam a existir. É o caso do cancro, que tem sido diagnosticado cada vez mais nos últimos dez anos.

Entre 2010 e 2019, os diagnósticos de cancro dispararam quase 20 por cento (19,3 por cento), de acordo com os dados do Registo Oncológico Nacional (RON), apresentados neste domingo, 4 de dezembro, pelo “Jornal de Notícias”. Só em 2019, foram diagnosticados mais de 57 mil novos casos de cancro, tendo sido registadas 28,464 mortes com esta doença.

Segundo o relatório do RON, por cada 100 mil pessoas (em 2019), existem 561,1 casos. Os homens continuam a ser mais afetados do que as mulheres por tumores malignos, mas o risco de cancro aumentou de forma global para ambos os géneros, sendo que a idade mais crítica é entre os 60 e os 74 anos.

O cancro da mama continua a ser o mais frequente em mulheres: em 2019, foram diagnosticados 8482 novos casos. De acordo com Maria José Bento, diretora do serviço de epidemiologia do IPO do Porto, “um em cada três cancros da mulher são da mama”. 

No caso dos tumores do pulmão, é mais frequente nos homens, embora comecem a surgir sinais de alerta para as mulheres, uma vez que as taxas de incidência estão a aumentar no sexo feminino. Em causa está o aumento do tabagismo.  

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