Saúde

Casos de Covid-19 nos mais velhos atingem os níveis mais elevados de sempre em Portugal

O número de infetados tem aumentado nos últimos dias. Apesar do início da dose de reforço a tendência é que continuem a subir.
Casos continuam a aumentar.

O número de casos de Covid-19 continuam a aumentar e apesar do arranque da vacinação nos maiores de 80 anos, o efeito não será imediato. Segundo o matemático Óscar Felgueiras — um dos peritos que tem aconselhado o Governo nos últimos dois anos— a taxa de incidência nos mais velhos será já a mais elevada desde o início da pandemia. 

O especialista revela ainda que os valores poderão ser ultrapassar os apresentados no mais recente relatório sobre as linhas vermelhas que a Direção-Geral da Saúde e o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge divulgaram na passada sexta-feira, 13 de maio. Só no sábado registou-se o número mais elevado de mortes dos últimos 13 anos.

Na faixa etária entre os 70 e os 79 anos foram diagnosticados quase 1.600 novos casos diários ao longo da última semana, um valor próximo do máximo histórico e já acima do registado no início do ano. Nos últimos sete dias, o número de diagnósticos aumentou 61 por cento.

Também no grupo acima dos 80 anos o valor cresceu 58 por cento. Na semana passada, foram registados 1.000 novos casos por cem mil habitantes, todos os dias. “Entre as pessoas até aos 84 anos já ultrapassou mesmo o máximo histórico de incidência”.

Os dados são avançados por Óscar Felgueiras ao “jornal i”. O matemático da Universidade do Porto acredita que o número de casos vai continuar a aumentar nos próximos dias e sublinha que é por isso que o uso de máscara continua a ser uma medida importante para prevenir o contágio, a par da adesão ao reforço vacinal, que se iniciou esta segunda-feira nos lares.

Facto corroborado pelos investigadores do Instituto Ricardo Jorge que apontam que a redução da adesão a medidas não farmacológicas, o início do período de festividades e o considerável aumento de circulação de variantes com maior potencial de transmissão podem ser os motivos que justificam este aumento da incidência.  

O impacto nos internamentos e na mortalidade geral é reduzido, embora o aumento da incidência possa vir a condicionar um aumento da procura de cuidados de saúde e da mortalidade, em especial nos grupos mais vulneráveis.

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