Saúde

Como as vacinas contra a Covid levaram a Moderna do prejuízo ao lucro multimilionário

A Johnson & Johnson, a Pfizer e a AstraZeneca também viram as suas receitas dispararem nos últimos meses.

Desde 2020 que todos nós passámos a conhecer o nome de farmacêuticas a quem nunca demos grande importância, como a Moderna, a AstraZeneca e a Pfizer. Este reconhecimento deve-se, claro, à produção de vacinas contra a Covid-19, que não só lhes trouxe notoriedade como lucros multimilionários.

A Moderna lançou esta quinta-feira, 5 de agosto, um documento sobre os resultados financeiros do primeiro semestre do ano. A informação da farmacêutica revela que durante este período teve 6,3  5,3 mil milhões de euros de lucro. Ao compararmos este número com o ano passado, a diferença é astronómica, uma vez que em 2020 a Moderna acumulava prejuízos na ordem dos 171 milhões de euros no primeiro semestre.

“A receita total aumentou em 2021, resultante das vendas comerciais da vacina Covid-19”, informa a empresa. Na Europa, já foram compradas mais de 600 milhões de doses desta vacina, enquanto que nos Estados Unidos foram adquiridas 500 milhões.

A Moderna não é a única farmacêutica a lucrar com as vacinas. A Johnson & Johnson, dona da vacina Janssen, teve um aumento do lucro de 73 por cento em relação ao segundo trimestre do ano passado. Os lucros da Pfizer aumentaram 59 por cento, para 4,6 mil milhões de euros. A última vacina aprovada na União Europeia é da AstraZeneca, que aumentou os seus lucros para 13 mil milhões de euros.

A Moderna e a Pfizer aumentaram ainda os preços de cada dose da vacina, passando de 19€ para 21,48€ e de 15,50€ para 19,50€, respetivamente. A informação foi revelada pelo jornal “Financial Times”, que teve acesso aos contratos que estão em vigor até 2023.

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