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Como o 5G já está a transformar a saúde dos portugueses

Os smartwatches serão mais pequenos e poderão fazer muito mais, incluindo processar dados em tempo real.
Os wearables serão essenciais para melhores performances e bem-estar físico

A ficção científica já nos trouxe dezenas de ideias sobre como implementar microchips na população para a controlar. E se alguns episódios de “Black Mirror” nos assustaram com possibilidades que não são assim tão distantes, a verdade é que a divisão entre o Homem e a tecnologia vai ser cada vez menor. E isso não tem de ser mau.

Já recorremos a pequenos gadgets para monitorizar a nossa saúde e atividade física no dia a dia. Veja-se o exemplo dos smartwatches. Em fevereiro de 2021, um quinto dos portugueses já tinha utilizado um destes modelos, segundo um estudo da Eurostat. E as marcas têm vindo a apostar cada vez mais no setor — seja pelo aumento de desportistas que procuram formas de melhorar o seu desempenho, ou simplesmente para aqueles que consideram que muitos destes relógios são também uma peça de moda.

Com a revolução do 5G, onde a NOS está na vanguarda em Portugal, as perspetivas são ainda melhores. As marcas poderão produzir wearables com 5G integrado, podendo diminuir o seu tamanho, até inclusive incorporar nas roupas e torná-los “invisíveis” no dia a dia. Além disso, a baixa latência da rede 5G vai permitir o processamento de dados na hora a uma velocidade nunca antes vista.

Mas se hoje já contamos com monitorização de exercício, sono e stresss, sensor de batimentos cardíacos, medidor de oxigénio, e alguns destes gadgets, até realizam eletrocardiogramas, no que é que o 5G se traduz?

Com informação a chegar com uma menor latência, é possível vermos alterações e resultados praticamente ao segundo. Numa corrida em trail, a mudança de piso pode ter um grande impacto na performance e isso ser automaticamente detetado pelo smartwatch, que alerta para uma adaptação do passo, da intensidade ou de outro parâmetro. Já em pista, a possibilidade de o 5G levar as informações dos vários competidores até aos treinadores pode ajudá-los a ajustar no momento a corrida para que obtenham melhores resultados ou evitem algum pico de cansaço. A haver abertura dos reguladores, poderá até ser possível ver as performances dos vários corredores ou nadadores em direto, oferecendo uma nova experiência ao público.

O melhor é que, para aqueles que não gostam da sensação de um smartwatch pesado no pulso, este medidor pode ser mais discreto. Por exemplo, o novo smartwatch da Apple dá uma avanço nesta área ao ter um smartnumber, o que permite que seja usado para ir correr sem levar o smartphone mas mantendo-se contactável na mesma, podendo até atender chamadas diretamente pelo relógio — menos uma coisa a pesar numa bolsa. A novidade chega em pré-venda à NOS a 9 de setembro.

As smart clothes já são também uma realidade — falta-lhes apenas tornarem-se mais acessíveis e, talvez, mais precisas na medição. Ainda assim, existem hoje palmilhas que medem distâncias, velocidade e outros parâmetros. E num contexto mais específico, a Wearable X criou uma leggings de ioga que se ligam à app da marca e, à medida que se realiza a sequência de posturas, as calças vibram na zona onde a posição não esteja a ser efetuada corretamente para que o utilizador possa corrigir a posição e, assim, evitar lesões.

Saúde na ponta dos dedos e a segundos de um médico

Mas será talvez na saúde que os wearables terão mais impacto nos próximos anos graças à rede 5G. Aliás, a NOS já demonstrou o impacto positivo desta inovação durante uma cirurgia.

No Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal, um cardiologias realizou uma ablação de uma taquicardia supraventricular com o apoio de um especialista que não se encontrava na sala de operações. Nem no hospital, ou sequer na ilha da Madeira. A partir de Lisboa, o eletrofisiologista Pedro Adragão pôde ajudar o colega na tomada de decisões durante a intervenção. O cardiologista Nuno Santos tinha as mãos no paciente e uns óculos de realidade aumentada que, em tempo real, emitiam para o colega a milhares de quilómetros de distância que, mesmo sem poder intervir diretamente, foi crucial no processo.

Com recomendações do especialista, e uma rede sem atrasos e quebras, o médico pôde avançar no procedimento com mais confiança e conhecimento. “Para nós, que temos défice de recursos humanos para poder fazer este tipo de intervenções, é útil ter alguém à distância que nos dê algum apoio”, reforçou o cardiologista.

E este é apenas um passo simples. Com o desenvolvimento dos wearables será possível, por exemplo, ter um acompanhamento mais próximo e sem necessidade de consultas presenciais para pessoas com doenças crónicas. Ao monitorizar regularmente parâmetros cardíacos ou de tensão, estes gadgets irão facilmente detetar alterações repentinas que indiquem um problema maior e alertar não só o utilizador, como os familiares ou médicos.

A rede mais avançada pode também ser útil no auxílio, em casos específicos. Hoje existe já uma app que dá apoio a invisuais. Através da aplicação Aira, ligam-se por videochamada a um guia que os ajuda a fazer uma determinada tarefa ou um percurso que ainda não conhecem bem. Se é possível com a rede existente, o 5G vem só dar mais segurança, reduzindo o tempo de resposta, e potenciando o mesmo serviço mas com realidade aumentada. Esta inovação pode também ser útil no caso de idosos que vivam sozinhos, ou até nos lares, e também ser aplicada em terapias hospitalares — por exemplo, fazer um paciente relaxar através de uns óculos AR que mostrem imagens do campo ou da praia.

Os smartphones e as apps de monitorização já podem ser de grande utilidade para os médicos, que só terão a ganhar com a inovação crescente nesta área. E Portugal não está na cauda desse desenvolvimento. A portuguesa Knok, uma empresa parceira da NOS e apoiada pelo fundo NOS 5G, que realiza video-consultas com médicos, tem em vista a adição de uma análise aos sinais vitais do paciente apenas com uma recolha de dados feita pelo paciente olhar uns segundos para a câmara. No futuro, espera-se chegar a mais ferramentas que agilizem o processo de diagnóstico, como por exemplo espátulas com câmara para analisar as amígdalas à distância, ou a possibilidade de um médico fazer uma ecografia remota utilizando apenas o smartphone.

As possibilidades são infinitas e dependerão do avanço tecnológico. A rede 5G da NOS já está pronta para as receber.

Carregue na galeria para ver mais sobre estas inovações no desporto e na saúde.

Este artigo foi escrito em parceria com a NOS.

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